terça-feira, 4 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Sónia Guimarães

Sónia Maria Guimarães Coelho de Freitas, nascida no Porto. Numeróloga, terapeuta de Reiki, decoradora de Arte floral, tem também, assim como ela dança, a escrita como uma das suas paixões. A integração de tudo fascina-a e liga -a, profundamente, ao(s) Universo(s). A alegria e o entusiasmo, a fé e a esperança são companheiros muito especiais. É apaixonada pela vida. E o Amor, inspira-a.
Fonte: Chiado Books

Olá Sónia, é um gosto poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que a Sónia se iniciou na escrita? Olá, boa tarde Letícia! É com muito gosto que a recebo e agradeço o seu interesse por querer conhecer o meu trabalho como escritora. Comecei a escrever com alguma regularidade aos onze anos e gostava imenso de passar para o papel as minhas vivências, os meus sentimentos, o que observava e o que me inspirava. Mas, foi só em 2016 que assumi a escrita como um dos caminhos que complementa a realização do meu propósito de vida. Ao longo dos anos, foram muitas as situações que se apresentaram, algumas engraçadas, como se fossem um piscar de olhos, para me chamarem a atenção. Desenvolvia a escrita, essencialmente, através de textos e pensamentos, mas foi com a poesia, que também apreciava, que aflorou em mim e me fez iniciar como escritora.

Qual o sentimento que a domina quando escreve? Faço tudo com paixão e quando escrevo é com um sentimento enorme de alegria.

O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa? Com a escrita conecto-me. Organizo pensamentos, descubro e curo emoções e permito que o amor transpareça livremente. Para além disso, abrem-se, literalmente, maravilhosos campos de energia criadora. Tenho sentido todas estas manifestações que me dão imenso prazer.

E enquanto escritora, o que tem aprendido? Escrevo intuitivamente e é o que o meu coração – a minha bússola me tem ensinado e sigo-o, naturalmente. O que sinto, escrevo… A escrita proporciona a interiorização, a compreensão e o profundo sentido da vida e dá-nos a possibilidade de usarmos a simplicidade para descrevermos a complexidade de tudo de formas incrivelmente belas.

Tem algum ritual de escrita? Escrevo quando estou inspirada. A música, os cheiros e o contacto com a natureza são grandes aliados... o coração cheio é o impulsionador!

Como definiria esta arte na sua vida? Para além de profética, dá-me a sensação de muita libertação de sentimentos.  

A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo? A necessidade espelha sempre a sensação de algum vazio a preencher e, para mim, o significado de qualquer expressão artística, assim como a escrita é a representação de quem a usa, vendo-se nela refletidos. É a nossa consciência recriada de uma outra forma. Uma união.

O seu primeiro livro é uma obra poética “O Sopro do Amor”. Pode falar-nos um pouco dele? Comecei a escrever o livro Sopro de Amor em 2013. Neste meu primeiro livro, escrevo sobre a minha sensibilidade e a profunda empatia que que desenvolvo com as pessoas e com a natureza, terrestre e celeste. Narro, também, a história de amizade e amor em encontros e reencontros, ao longo do tempo, com a minha alma gémea e com outras pessoas que fazem parte da minha família de alma e sobre memórias que emergiram, sobre tempos vividos no Egipto. Paralelamente a este amoroso enredo poético, sublinho a capacidade que o ser humano tem de aceder e dar voz ao coração, em vez de, se deixar dominar pela mente que alimenta preconceitos e crenças limitadoras, para que, despindo dores emocionais, se permita viver com alegria, espontaneidade, sendo leal aos seus próprios sentimentos e à liberdade da sua maravilhosa essência.   

Como surgiram as ideias para compor um livro? Sopro de Amor nasceu de uma inspiração, da ligação íntima que tenho com o mundo angelical e da imensa vontade de partilhar com as pessoas, a forma especial como absorvo no meu coração a beleza da vida.   

A sua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Tudo o que escrevo tem uma conotação pessoal.
Como vive o contato com o público? Sinto-me bem ao interagir com as pessoas e o que mais gosto é de despertar emoções.   

Gosta de ler? Considera importante ler para se escrever bem? Gosto muito de ler. A leitura e a escrita, podem funcionar, se assim o escolhermos, como uma parelha. Se uma pessoa gosta e tem o hábito de ler, as possibilidades de escrever bem aumentam e multiplicam, porque entramos no mundo das palavras em jardins de ideias e de temas sem fim que promovem o exercício mental juntamente com a sensibilidade sobre diversos assuntos que se querem explanar.

Como encara o processo de edição em Portugal? Embora existam hoje em dia, em Portugal, editoras independentes que dão a conhecer ao público novos escritores, o processo de edição, continua a ser muito complexo.

Acha que os jovens dão importância à Literatura nos dias atuais? Há jovens que gostam de ler e outros não gostam, como em todos os tempos. No entanto, considerando o ambiente em que estão inseridos, a educação e a recetividade na aprendizagem e a existência ou precariedade de uma relação familiar com partilhas de saberes, ajuda muito e incentiva ao gosto pela leitura ou pelo contrário. Além disso, existem, atualmente, outros deslumbres que afastam os jovens da literatura como os jogos e todo o universo de entretenimento pela internet.  

Além da escrita, que outras paixões, nutre que a completam enquanto pessoa? Adoro dançar e tenho paixão por decoração de interiores.

Quais os temas que gosta de abordar quando escreve? Escrevo principalmente sobre o amor e sobre a espiritualidade.

Se só pudesse ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? A alquimia do coração de Elizabeth Clare Prophet. 

Quais as suas perspetivas para o seu futuro enquanto autora? Pretendo continuar a escrever sobre temas como o amor, a fantasia e a espiritualidade.  

Pensa em publicar novamente depois deste seu primeiro livro? Sim, com certeza.

Imagine a sua vida sem a escrita, como seria? A escrita é muito importante para mim, mas sem ela expressar-me-ia em outras valências, como a dança que adoro e pratico desde criança e posteriormente, a decoração que também me realiza imenso.

Apenas numa palavra, descreva-se: Luz.


Sinopse

O caminho é longo, aprendes a cada chegada… és aquela fortaleza!
A tua natureza é a tua canção ao universo, a lenda que vais defender com o teu coração… jamais te percas da flor do teu jardim, do teu amor, do teu voo…





















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