sábado, 29 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Paula Jorge



Paula Jorge nasceu na cidade da Beira, Moçambique. Licenciou-se em Antropologia Social pelo ISCTE. Profissionalizada em Português e História e Geografia de Portugal. Possui a Especialização em Necessidades Educativas Especiais - Domínio Cognitivo e Motor pelo Instituto Superior de Educação e Ciências. Possui o Curso Básico de Ciências Religiosas pelo ISCRA e o Mestrado em Ciências Religiosas – Área de EMRC, com o tema Dignidade da Vida Humana na Pessoa com Necessidades Educativas Especiais pela Universidade Católica de Braga. Exerce atividade docente desde 1995.

Olá Paula, é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar:
Como que é que te iniciaste na escrita? O meu primeiro livro, que está na gaveta à espera de ilustrador, é um livro infantil. Um livro indicado para o pré-escolar e primeiro ciclo que aborda a temática das birras, dos medos, dos sonhos e dos desejos das crianças. É um livro muito envolvente e com a exploração de um universo incrível de emoções e de afetos.

Qual o sentimento que te domina quando escreves? Não posso descrever um só sentimento quando escrevo. São vários os sentimentos que me assolam. Penso que é da junção de vários sentimentos que nascem obras diferentes. Por vezes, sinto quietude, outras vezes sinto agitação ou tormenta. É deste resultado que nasce uma história que prende o leitor.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? A escrita ajuda a auto conhecer-me. Ao escrever, reflito sobre acontecimentos, sobre sentimentos, sobre estados de espírito e identifico-me, ou não, com aquela situação. Ao escrever, coloco-me, por vezes, no lugar da personagem e penso como agiria eu perante tal facto. Se a escrita mudou algo em mim, ainda não sei responder, mas que me ajuda a crescer enquanto pessoa, isso é uma realidade.

E enquanto escritora, o que tens aprendido? No seguimento da questão anterior, aprendo, acima de tudo, a valorizar o outro. Ao colocar-me no lugar dos demais, percebemos que cada pessoa tem uma história para contar, cada pessoa tem uma realidade que é só sua, cada pessoa é um universo único.

Tens algum ritual de escrita? Não tenho ritual nenhum, apenas gosto de estar muito sossegada, num canto da casa, a ouvir música com os auscultadores e a considerar que aquele tempo é só meu. Daquele tempo terá de surgir algo muito envolvente e profundo para ser mostrado ao mundo. Por isso, a seriedade e o profissionalismo são uma das minhas grandes marcas quando escrevo.

Como definirias esta arte na tua vida? Esta arte na minha vida não é definida de forma muito linear. Um dom, um talento, uma faculdade pode ser representada na escrita, na música, na pintura, na representação, na leitura. O mais importante é desenvolver, de forma séria, um talento que se tenha e mostrá-lo ao mundo. Não o empacotar e arrumá-lo para ninguém ver. Todos nós temos algo de interessante a mostrar. Demoramos, por vezes, a encontrar esse talento, mas quando ele se revelar, devemos trabalhar muito para o aprimorar e para o cultivar em pleno.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? É a junção das duas. Uma necessidade, na medida em que preciso dela para me completar. Um passatempo, porque adoro dedicar tempo a escrever.

O teu primeiro livro publicado chama-se “Paula”. É um livro com um cunho bastante pessoal. Podes falar-nos um pouco dele? “Paula” tem pedaços de mim, mas não é um auto-retrato. É um livro que fala da vida de uma mulher contemporânea que tem muitas dúvidas existenciais, incertezas, questões sobre o que a rodeia e a perturba. Mostra a sua infância, a adolescência e a fase adulta. Adora a natureza, a família, o mar, a terra, envolve-se em causas sociais e dá a conhecer a bela região de Lafões com os seus usos, trajes, lendas, costumes e tradições.

Como surgiram as ideias para compor este livro? As ideias foram surgindo de forma muito fluente. Fui pegando em pedaços da minha história de vida e a partir daí foi fácil fantasiar o enredo e as personagens.

Como é que este livro foi recebido pelos leitores? Tem sido muito bem recebido, graças a Deus. Fiz o lançamento do livro no dia 3 de março de 2018, no Balneário Rainha Dona Amélia das Termas de S. Pedro do Sul e uma apresentação do livro na FNAC do Palácio do Gelo de Viseu, no dia 9 de setembro de 2018. No dia 1 de junho de 2018 estive numa sessão de autógrafos na Feira do Livro de Lisboa e tenho sido convidada para falar deste projeto em diversas Rádios e Jornais regionais.

Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além deste livro? Como já referi no início, tenho um livro infantil escrito, a precisar apenas de ilustração e edição, portanto, ainda na gaveta. Muito recentemente fui selecionada para integrar a Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea que irá ter o seu lançamento no dia 21 de outubro, pelas 14:30h, no Grande Auditório do convento São Francisco em Coimbra.

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? Adoro ler. Quem lê muito vê os seus conhecimentos alargarem a cada dia. É uma espécie de bola de neve que, ao rodar, vai crescendo.

Acreditas que os jovens dão a devida importância à literatura nos tempos atuais? Não. Julgo que os jovens têm outras prioridades. Vivemos na era da tecnologia, da comunicação (entendida como rápida) e do consumismo. A maioria dos jovens não tem muita tendência para a literatura. A própria sociedade também não. É necessário cultivar a espera, a leitura e a própria paciência, que é algo que falta a todos.

Como encaras o processo de edição em Portugal? É um processo muito caro, moroso e difícil. É muito fácil editar livros com a ajuda dos padrinhos, mas quando o próprio autor tem de se chegar para a frente, há poucos a fazê-lo. No entanto, as pessoas não sabem disto, nem têm de saber, por isso não reconhecem o devido valor a quem o faz.

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? A paixão pela família, pelo mar, pela natureza, pela música, pelo ensino, por Deus.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? Adoro abordar a temática das emoções, dos afetos, de questões filosóficas existenciais, de problemas sociais. Acho que é também dever de um autor falar de temas frágeis, que mexam com estruturas e que questionem protótipos muito enraizados.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado? “Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei“ de Paulo Coelho. Foi o meu pai que mo ofereceu há muitos anos. Eu, sempre que o leio, sento-me no chão e choro.

Pensas em publicar novamente? É algo que não me sai do pensamento. É uma realização tão plena que experimentas que precisas da próxima para te realizares de novo.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias? Esta é uma questão que eu não consigo responder. “Paula” é um romance de ficção, mas revejo-me também nos livros infantis, livros de poesia, livros de auto-ajuda, de tradição popular e até de gastronomia.

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Seria certamente mais pobre e muito mais triste.

Apenas numa palavra, descreve-te: LUTADORA
(Nem sempre consigo, mas nunca desisto!)





Sinopse

Uma história de amor vivida intensamente no passado? Uma lição de vida que incita aos desafios constantes do presente? Uma mensagem de fé que convida à mudança no futuro? Este livro é tudo isso, num empolgante e emotivo relato, onde as ondas do mar trazem consigo uma brisa de esperança que reconforta o mais incrédulo coração.









terça-feira, 25 de setembro de 2018

Entrelaçados de Antero Ribeiro

O livro do qual hoje vos venho falar é de um autor lusófono, Antero Ribeiro. Esta leitura surgiu no âmbito do meu projeto "Oficina da Escrita", cujo principal objetivo é a divulgação de novos autores e as suas obras.

Confesso que fiquei realmente surpreendida com o que encontrei nas páginas deste romance do autor Antero Ribeiro! Uma história viva e real, pautada pelos encontros e desencontros da vida e do amor. 

As personagens deste romance cruzam-se na infância e amadurecem juntas, entre dúvidas, desaires, amores, certezas e sonhos. Apesar disto, a vida nem sempre acontece como a tecemos, e estas personagens são a prova disso. A vida adulta fá-los enfrentar o outro lado da moeda, o lado menos bonito, o lado mais difícil e doloroso, no entanto, e apesar das circunstâncias, tudo pode mudar. A vida é uma caixa de surpresas e "Entrelaçados" é uma prova bela desta minha afirmação.

A escrita do autor é fluída, rica e escorreita. Rica. Verdadeiramente rica. Uma linguagem que muito admiro e aplaudo o autor tanto por este trabalho como pela sua capacidade de escrita. A sua escrita transporta-nos para dentro das páginas do romance, faz com que vivamos cada frase, cada capítulo à flor da pele. 

Apega-nos às personagens, por serem elas tão reais e tão bem construídas! Apega-nos à história. Emociona. 

Não há muito mais para escrever sobre este livro, além de que, vos aconselho vivamente a lê-lo para que possais compreender o que acima descrevi. É uma surpresa. 

A literatura lusófona, ao contrário do que muitos artigos propagam, não está morta, pelo contrário, está cada vez mais viva. Temos uma geração de novos autores extraordinários, só faltam os elementos para que cheguem mais além.

Parabéns ao Antero Ribeiro e à Emporium Editora!

Letícia Brito


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Susana C. Júdice

Susana C. Júdice nasceu a 5 de dezembro, em Portugal, no seio de uma família humilde. Filha de pais emigrantes, cresceu nos Estados Unidos, onde muito cedo se apaixonou pela leitura e pela escrita. Levada pelo impulso criativo, dedicou a sua vida à dança e à moda. Vive atualmente em Portugal, com o seu marido e o seu dragão de estimação. Sempre pronta para um desafio, escreveu Sonho de Liberum, a sua primeira obra literária, que rapidamente se revelou como um sucesso nacional e internacional.

Apaixonada pela nova jornada literária,e motivada pelo entusiasmo dos seus leitores, lançou Segredo de Liberum, o segundo volume de uma trilogia épica.  

Olá Susana, é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? Olá, Letícia! O gosto é inteiramente meu. Portanto, comecei a escrever com onze anos contudo, nunca imaginei que isso levaria, mais tarde, à publicação de obras. O meu percurso literário não se iniciou com um sonho, mas sim, com um desafio. Certo dia, o meu marido e uma amiga começaram a ler toda a minha colecção de escrita e, de forma espontânea, sugeriram que eu escrevesse um livro. Apesar de inicialmente ter achado a ideia impossível de executar, a semente dessa ideia foi deveras, lançada. 2Acordei numa das madrugadas seguintes, com uma epifania. Vislumbrei uma possível história, ainda que muito vasta. Foi então, que decidi acreditar em mim própria e comecei a escrever o meu primeiro livro, "Sonho de Liberum".

Qual o sentimento que te domina quando escreves? Sinto um enorme fascínio e prazer, misturado com o entusiasmo de uma criança! A capacidade de criar algo novo, de criar laços com personagens do nosso imaginário, de sentir vivamente as emoções agregadas a cada passagem da história, é para mim, pura magia. Render-me, ao desenrolar natural da história, é um desafio que me proporciona grande prazer. É como construir um puzzle que me transporta para outra realidade.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? Toda a minha jornada literária fez-me crescer. Amadureceu a minha visão para com o mundo e para com as pessoas que me rodeiam. Utilizando o meu percurso como exemplo, consigo tocar nos corações de outros sonhadores e inspirá-los a acreditarem, independentemente das circunstâncias. Sentir que ajudámos a mudar uma vida, com a frase certa, no momento certo, é algo, verdadeiramente gratificante. Lidar com pessoas completamente diferentes do meu habitual e abraçar desafios que, de inicio, me assustavam, obrigou-me a esse crescimento, pelo qual sou imensamente grata.

E enquanto escritora, o que tens aprendido? Enquanto escritora aprendi a confiar no meu instinto. Eu comecei, literalmente, do zero. Passei de leitora a escritora, sem qualquer ideia daquilo que eu estava a fazer. Tudo o que tinha era o meu instinto e a crença de que eu era capaz. Aprendi portanto, de que esses, são dois instrumentos fundamentais, enquanto escritora.

Tens algum ritual de escrita? Não lhe chamaria um ritual, mas antes, uma necessidade, face à minha forma de escrever. Eu só gosto de escrever capítulos inteiros, ou no pior das hipóteses, meios capítulos. Para isto, preciso de ter um dia totalmente disponível para a escrita, sem distracções. Acordar com a cabeça descansada, tomar um bom pequeno-almoço e perder-me nas minhas histórias até o sol se pôr.

Como definirias esta arte na tua vida? Eu sou uma pessoa muito apaixonada e dedicada às artes presentes na minha vida. Já o era enquanto bailarina e coreógrafa e, continuo a sê-lo enquanto escritora. Tal como diz uma citação que tanto gosto, de P. T. Barnum:  "A arte mais nobre é a de fazer os outros felizes". Para mim, fazer os outros felizes com a minha arte, é pura magia.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? Creio que é um pouco de ambos, dependendo dos dias.

O teu primeiro livro publicado chama-se “Sonho de Liberum”. Podes falar-nos um pouco dele? "Sonho de Liberum" é um livro repleto de magia e aventura. Retrata vários tipos de amor, tais como, amor-próprio, amor de carácter romântico, amor pelos amigos e amor por uma causa. É também, uma jornada de auto-descoberta por parte da personagem principal, Gweniver. Retrata o confronto entre um mundo que ela sempre conheceu, com um mundo que fica totalmente dependente do sucesso dela. No seio desse confronto, ela tem de aprender a manusear os cinco elementos mágicos que fazem parte do seu ser: Água, Fogo, Terra, Ar e Espírito. Tudo, em função da batalha final, onde terá de enfrentar o vilão desta história, chamado Galium. É uma história que prima pelas paisagens cénicas, que são únicas nas suas características. Sente-se com facilidade as emoções de cada personagem e existe grande estima nos valores morais incutidos ao longo da leitura. Revelou-se com um grande sucesso nacional e internacional, tendo inclusive esgotado a primeira edição em pouco tempo.

Este livro integra uma trilogia. Como surgiram as ideias para compor esta trilogia? Na verdade, só decidi que iria ser uma trilogia no último capítulo do primeiro livro. Estava a gostar tanto do resultado final e, em simultâneo, sentia que ainda havia muito mais caminho a percorrer. Mais uma vez, confiei no meu instinto e a visão dos pontos fulcrais do segundo e do terceiro livro, surgiram-me, sem qualquer dificuldade.

Recentemente, publicaste a continuação “Segredo de Liberum”. Como está o público a reagir a este novo título? A reacção foi muito engraçada porque senti os leitores genuinamente curiosos com este novo livro. Como se ele transbordasse mistério, desconfiança e uma beleza exótica. Creio, que essa reacção foi consequência não só do nome, que por si, a palavra "Segredo", suscita logo curiosidade, como também pela imagem do livro. Face à parecença do nome, quis um visual totalmente diferente. Mais obscuro e agressivo, que por sua vez, vai de encontro à própria história. Estou muito feliz com o impacto que está a ter.

Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além desta obra? A minha jornada literária é ainda muito jovem, contudo, além das duas obras publicadas, fui convidada a participar no primeiro volume da colectânea de cartas de amor da Chiado Editora, chamada "Três Quartos de um Amor". O livro foi publicado em Fevereiro deste ano e conta com uma carta de amor muito especial. A minha carta "Para a minha futura criança" conquistou muitas lágrimas por parte dos leitores. Retrata todo o amor existente ao longo de um processo de adoção, para com uma criança que ainda não se conhece. Também sou co-autora de uma App que vai nascer em breve de turismo em Lisboa, onde se dá a conhecer vários pontos de interesse, de uma forma mais íntima e informal.

A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Quanto às obras ficcionais publicadas, creio, que é seguro dizer que existe sempre conotação pessoal. Apesar de toda a história ser fruto da minha imaginação, existem pequenos detalhes que são inspirados em momentos verídicos ao longo da minha vida. Além disso, quando se constrói uma personagem, existe também a construção de carácter e, é inevitável não existir um bocadinho de mim própria em grande parte das personagens. Seja pela minha personalidade, ou aprendizagens que adquiri com o tempo.

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? Eu sou uma devoradora nata de livros. É uma paixão que me foi incutida desde muito nova e sim, considero essencial para uma boa escrita. Nós somos fruto das experiências acumuladas ao longo da nossa vida. No meu caso, penso que foi o enorme gosto pela leitura, em conjunto com a quantidade de livros que li, que como consequência, fez desenvolver o referido instinto enquanto escritora.

Como encaras o processo de edição em Portugal? Não tenho experiência com a edição fora de Portugal permitindo-me assim comparar, contudo tenho conhecido e conversado com imensos autores e, a minha conclusão, é que nenhum sistema é perfeito, mas nada na vida o é. Acima de tudo, na minha sincera opinião, um autor não se pode esquecer de que o sonho de uma carreira de sucesso no mundo da escrita, não é da editora, é do autor. E por esse sonho, deverá ser o próprio a lutar por ele, independentemente das circunstâncias. O primeiro passo para o sucesso literário, passa pela escrita, mas o que define esse mesmo sucesso, é a luta. Nós temos de criar as nossas próprias oportunidades, não podemos ficar à espera que simplesmente surjam, apenas porque assinámos um contrato.

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? A dança fará sempre parte da minha essência. A maternidade também é uma paixão pela qual anseio e que sinto, que me irá completar, mais ainda, enquanto pessoa. Se eu gosto de escrever emoções, tenho de as viver. Sou apaixonada pela vida e pela capacidade de sonhar.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? Adoro mesmo escrever fantasia, mas a minha escrita começou com a poesia. Expulsar sentimentos através das palavras, seja de uma forma bela ou mais obscura, é algo que gosto muito e faz-me bem. Se um tema servir para inspirar o próximo, também me seduz e dou sempre, o melhor de mim em qualquer abordagem.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? Esta, é uma questão quase impossível de responder, com tanta leitura maravilhosa que existe! Ainda assim, abordando outro prisma da questão, escolheria uma obra minha por um factor muito simples - Para mim, a minha obra é muito mais que um livro. Reflecte a minha essência, a minha aprendizagem, a minha coragem, os valores que me foram incutidos pelos meus pais, os meus leitores, a crença que tiveram em mim e a crença em mim própria. Se eu tivesse obrigatoriamente de escolher, escolhia não me esquecer de tudo isso e muito mais.

Para quando, os teus leitores, poderão esperar a terceira obra? De momento, tenho de me dedicar à promoção do "Segredo de Liberum". Posso afirmar que tenho o plot do terceiro livro delineado e enquanto não o escrevo, sinto-me a amadurecer ideias. Logo que consiga ter tempo para respirar, iniciarei a escrita com calma e, espero dar notícias mais rapidamente, do que o tempo entre o primeiro e o segundo.

Se tivesses de escrever outro género literário, a qual desafio te proporias? Eu tenciono escrever outro género literário portanto, é esperarem para ver!

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Conhecendo-me como conheço, seria certamente, uma vida preenchida de aventura, contudo, imagino que não seria tão completa. Estou extremamente feliz e grata por ter tomado a decisão de acreditar em mim, e iniciar esta jornada literária, recheada de magia.

Apenas numa palavra, descreve-te: Sonhadora!


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Sinopse

Quando os segredos são demasiado obscuros, entre a morte e o perdão, qual o limite do amor? Após a derrota de Galium, o rei maléfico do Reino de Liberum, Gweniver de Essentia entregou-se a uma vida que lhe preencheu a alma. Casou-se com o seu soldado, Dominic e, desse grande amor, nasceram duas crianças muito especiais – a Arianne e o Lucca. Ao longo de dezassete anos, os reinos foram embalados num equilíbrio feliz e inocente. Inesperadamente, a Gweniver volta a ser assombrada pela visão de uns jovens e temidos olhos azuis, e pela questão que lhe atormentou ao longo de tantos anos – quem era o Seth. Rapidamente, é confrontada, com a consequência de uma escolha do seu passado, enquanto vê a sua família a ser separada e colocada em perigo. Segredos sombrios revelam-se impiedosamente, colocando à prova a fé mais inabalável, com cada emoção à flor da pele. Numa incrível corrida contra o tempo, onde as diferentes perspetivas transportam o leitor de uma forma mágica, cada personagem é colocada à prova. Uma escolha, um amor improvável, uma nova ameaça e um sacrifício, entrelaçam-se grandiosamente, revelando as teias do destino, traçadas pelos deuses. Afinal de contas, tudo o que nos assustava no passado é nada, comparado com o que nos assusta no presente.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Zélia Ortiz

Zélia Ortiz Natural de Olhão, desde cedo desenvoveu uma enorme paixão pela leitura. Começou por escrever pequenas peças de teatro infantil, que eram aplaudidas com entusiasmo pela plateia. Na fase adulta, a sua paixão pela literatura enraizou e decidiu escrever outro tipo de literatura de ficção, sendo apoiada pela editora Ómega que reconheceu a facilidade com que a autora desenvolvia a escrita.


Olá Zélia, é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? Olá Letícia, primeiro quero agradecer o convite para esta entrevista.  Desde muito nova que me iniciei na escrita, mas só agora tive a oportunidade de apresentar o meu trabalho.

Qual o sentimento que te domina quando escreves? Quando começo a escrever, já tenho em mente o que pretendo e por isso escrevo de rajada, depois é que começo a visualizar a estória.

Enquanto escritora, o que tens aprendido? Enquanto escritora, estou sempre a aprender e costumo dizer, que vivo em constante processo de aprendizagem.

Como definirias esta arte na tua vida? Para mim a escrita é um dos meus grandes amores. Sinto necessidade dela.

O teu primeiro livro publicado chama-se “Verdades Ocultas”. Podes falar-nos um pouco dele? Verdades Ocultas, é um romance entre figuras famosas, que aborda várias facetas muitas delas escondidas do grande público.

Como surgiram as ideias para compor este livro? As ideias surgiram depois de eu ter visto uma entrevista com alguém famoso.

Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além deste romance? Tenho alguns livros escritos, mas que ainda não editei e estou a terminar outro.

A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Embora a minha escrita seja ficcional, tem sempre um pouco de mim.

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? Claro que gosto de ler. Ler é mais que um amor, é um vicio.

Como encaras o processo de edição em Portugal? Agora está um pouco melhor, mas quando arrisquei ir a Lisboa, procurar uma editora, sai da Capital a correr. Apanhei um susto de morte.

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? Ops! Gosto muito de estudar a cultura de todos os povos e a estória dos países.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? Depende! Não me agarro a um tema específico.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? Com todo o meu respeito, esse livro seria a Bíblia sagrada, visto ela ser um livro grande e difícil de entender.

Pensas em publicar novamente depois deste romance?  Sim! Agora que consegui, não quero parar. Foram muitos anos a escrever para a gaveta.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias? Suspense! Policial!

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Vazia! Sem vida!

Apenas numa palavra, descreve-te: Eu sou tão eu!



SINOPSE

Rita descobriu, de forma cruel, que era necessário muito mais que ser modelo de capa de revista para ser bem-sucedida, pois várias surpresas atravessaram o seu caminho, obrigando-a a contornar as suas próprias regras.
Contudo, jamais poderia imaginar que entraria num labirinto obscuro e atroz.
Verdades Ocultas reflete um outro lado menos brilhante do que os leitores de revistas cor-de-rosa estão habituados. 
É um romance real que descreve com frieza o lado oculto das verdades conhecidas.









quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Ana Beatriz Ribeiro


Ana Beatriz Ribeiro nasceu em abril de 1998 e é natural de Amarante. Concluiu o curso de Línguas e Humanidades na Escola Secundária/3 de Amarante, onde reaprendeu o gosto pela leitura e descobriu o prazer da escrita.


Começou a escrever com dezassete anos e em 2017 publicou o seu primeiro livro intitulado Governa o meu Coração

Atualmente, é estudante da licenciatura em Estudos Portugueses na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde explora o apaixonante mundo da literatura. 

A escrita continua a fazer parte da sua vida, de tal forma que o próximo livro já está a ser preparado.




Olá Ana, é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? Antes de mais, deixa-me agradecer-te por esta entrevista e pelo trabalho notável que tens desenvolvido com o teu blog.
Eu comecei a escrever por acaso. Nunca tinha pensado em fazê-lo e não foi algo planeado. Apenas surgiu naturalmente. Eu só adquiri o gosto pela leitura no 10º ano, quando escolhi a disciplina de Literatura Portuguesa. E a escrita apenas surgiu. Eu comecei a escrever pequenos textos e crónicas e a partir daí nunca mais parei.

Qual o sentimento que te domina quando escreves? Eu sinto uma tranquilidade imensa. Gosto mesmo de escrever mas, para mim, também é um refúgio e uma forma de refletir sobre o que vejo no dia-a-dia e sobre o mundo atual em que vivemos.
Contudo, também sinto o que estou a escrever. Se são cenas felizes, eu fico feliz e sorrio, mas nem sempre as nossas personagens têm a vida facilitada e, por isso, também fico triste quando eles estão assim ou passam por uma situação difícil. Porém, tudo isto faz parte do processo de escrita e, mais do que isto, faz parte da nossa vida e temos de apender a lidar com todas as situações.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? Sinceramente, acho que não mudou nada em mim. Continuo a ser a mesma pessoa que era antes de publicar o meu primeiro livro, Governa o meu coração. A única coisa que mudou em mim foi a forma como passei a ver tudo o que nos rodeia e tudo o que envolve os livros. Eu, sem dúvida, estou mais fascinada pelo mundo da escrita e não paro de escrever. Tenho muitas ideias para pôr no papel e o tempo nem sempre é o suficiente.

E enquanto escritora, o que tens aprendido? A minha maior lição enquanto escritora é a de que a mesma história tem sempre várias versões. Cada pessoa vê a mesma situação com olhos e perspetivas diferentes. E isso é muito mais fácil de ver quando somos escritores, pois trabalhamos com várias personagens e refletimos sobre qual é a opinião de cada um sobre um mesmo assunto.

Tens algum ritual de escrita? Pode dizer-se que sim… Eu escrevo sempre em cadernos de argolas A5, porque são fáceis de transportar e levo-os comigo para todo o lado (e enquanto escrevia Governa o meu coração, deparei-me muitas vezes com a dificuldade de transportar um caderno A4). E só consigo escrever em locais tranquilos, como por exemplo no meu quarto ou na sala de estar (quando já está tudo nos quartos).

Como definirias esta arte na tua vida? A escrita tornou-se, sem dúvida, uma paixão. Algo que eu preciso de fazer todos os dias ou, pelo menos, tentar. Algo que me distrai do stress do dia-a-dia, que me tranquiliza a mente e que desassossega também o meu coração, porque nem sempre é fácil escrevermos certas cenas mas, por vezes, é preciso fazê-lo para mostrar aos leitores qual é a mensagem que pretendemos transmitir.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? Começou como um passatempo, mas agora é uma necessidade. Como disse anteriormente, é a forma que eu encontrei de me distrair do stress, de me levar a refletir sobre determinados assuntos e situações, de dar voz a muitas pessoas que, infelizmente, não a têm e de dar um sentido ao mundo em que vivemos e aos caminhos (um pouco assustadores!) que estamos a seguir.

O teu primeiro livro publicado chama-se “Governa O Meu Coração”. Podes falar-nos um pouco dele? Governa o meu coração é um romance que narra a história de Sofia e de Gonçalo. Ambos são adolescentes e passam por diferentes situações. A Sofia culpa-se pela morte do irmão mais velho, Salvador, ao mesmo tempo que enfrenta o divórcio dos pais, provocado pelas sucessivas traições do pai, e sofre ao descobrir que este já não é mais a pessoa que conheceu. O pai mudou muito e tornou-se em algo do qual ela só quer fugir, mas o que lhe dói mais é saber que ele já não é mais o seu ídolo nem é sequer um exemplo a seguir. Quanto à vida do Gonçalo, ela não é tão perfeita como todos imaginam. Os pais dele tentam manter as aparências, mas é só mesmo uma fachada e ele acaba por sofrer muito com isso. Porém, ambos conseguem construir algo bonito e forte, apesar de tudo o que acontece à sua volta, e lutam pela felicidade constante um do outro.

Como surgiram as ideias para compor este romance? Este romance surgiu através de um texto que eu escrevi no 11º ano. Mostrei-o a uma amiga minha e ela incentivou-me a continuá-lo. E o texto tornou-se o “Prólogo” de Governa o meu coração. As ideias foram surgindo conforme ia escrevendo. Não planeei nada. A história foi apenas fluindo. E, a partir daí, nunca mais parei de escrever.

A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? As histórias que eu escrevo são puramente ficcionais e não têm nada da minha própria vida. Mas, como é óbvio, tem sempre algo meu. Sou eu que escrevo, por isso, é complicado tornar-me completamente imparcial. Tem sempre alguma opinião, perspetiva…
É inevitável, porque entrego-me durante meses ao processo de escrita daquele livro e torna-se impossível separar as coisas. A partir de um certo momento, o livro que estamos a escrever é já algo que faz parte de nós e que não conseguimos de todo afastar. No entanto, os acontecimentos em si são meramente ficcionais.

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? SIM!!! E muito! Se não gostasse de ler, provavelmente não escreveria.
Ler é fundamental para quem escreve. Acho que não há um sem o outro. Precisamos de ler para percebermos que tipo de histórias queremos contar, para entendermos todo o processo que está por trás do livro que temos nas mãos, e muitas outras coisas. Mas, por outro lado, ler também nos ajuda a abrir a mente e a criar novas histórias escritas por nós ou, até, a ultrapassar o chamado “bloqueio criativo”. Se queremos ser escritores temos que, sem dúvida, gostar de ler e de fazê-lo regularmente.

Como encaras o processo de edição em Portugal? O processo de edição em Portugal é muito complicado para novos autores. As editoras têm muito medo em arriscar em novos nomes, preferem publicar livros de autores já consagrados do que o de alguém que está a iniciar a carreira literária.
O maior problema é que todos se esquecem que um autor conhecido, já foi desconhecido um dia. Mas teve a sorte de conhecer alguém que apostou nele e que o ajudou a ser quem hoje ele é. E há muito trabalho a fazer neste sentido. O mercado editorial em Portugal é muito fechado. Precisamos de seguir o exemplo de outros países (Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, …) que abrem diariamente portas a novos talentos e não se arrependem disso. Porém, em primeiro lugar, temos de incentivar à leitura. Os portugueses leem muito pouco. E, antes de mudarmos o mercado editorial, temos de mudar a mentalidade das pessoas e incentivá-las a ler.

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? Para além de escrever, adoro ler (leio facilmente um livro numa questão de horas; e já cheguei a ler trilogias no espaço de uma semana…), ver filmes, passear…

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? Eu adoro falar sobre tudo! Quero que os meus livros sejam o espelho do nosso quotidiano, contudo, adoro escrever sobre o amor, sobre a família e a importância que esta tem na nossa vida, sobre amizades. Gosto de mostrar o papel que cada uma destas coisas tem na nossa vida e que não conseguimos viver sem elas. E, por último, gosto de mostrar que não faz mal termos medo e o importante é ultrapassarmos os obstáculos e lutarmos pelo que queremos e acreditamos.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? Esta pergunta é muito difícil, Letícia!!! Eu sou apaixonada pela literatura e não é fácil dizer só um! Há tantos livros que adorei ler, mas só um me vem à cabeça neste momento: Orgulho e Preconceito de Jane Austen.

Pensas em publicar novamente depois deste romance? Sim!!! Eu não vou parar de escrever! Eu realmente gosto de fazê-lo e, sem dúvida, que vou publicar novamente.
Eu termino um livro e, enquanto faço a sua revisão, começo a escrever logo outro. Eu tenho várias ideias na cabeça e gostava de vê-las todas em livros.

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Um pesadelo! A escrita já faz parte de mim e não consigo imaginar-me sem ela. Mas, se não escrevesse mais, provavelmente viveria rodeada de livros escritos por outras pessoas e seria muito infeliz por não escrever.

Apenas numa palavra, descreve-te: Observadora. Talvez seja a palavra que melhor me descreva. Eu estou sempre muito atenta ao que se passa à minha volta e sei quando alguém não está bem. E isto também me ajuda na parte da escrita, visto que é muito fácil imaginar uma história para as pessoas que estão à minha frente.







SINOPSE

«- Eu estou apenas a dizer a verdade. És tão especial, tudo em ti o é: carácter, palavras, como tratas os teus amigos. As pessoas, só por estarem à tua volta, sentem-se especiais. Consideras a tua família e os teus amigos o mais importante da tua vida. És carinhosa, divertida e bastante positiva. - Nunca pensei que ele soubesse tanta coisa sobre mim. Dei por mim a sorrir e, quando o olhei, estava a olhar-me. - Por favor, governa o meu coração! O meu coração parou. Será que afinal ele gosta de mim!?»






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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Cidália Pinto


Cidália Pinto tem 33 anos e é natural de Marco de Canaveses.
Trabalha no departamento comercial e vendas.
É dinamizadora cultural da biblioteca de Vila Boa de Quires e Maureles.
Mãe de um menino de 5 e de uma menina de 2 anos.
O seu primeiro livro publicado é "Borboletas no coração".
Colaborou com a participação em cinco colectâneas de contos e poesia.

Olá Cidália, é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? Olá, Letícia. O gosto é todo meu. Sempre gostei muito de ler, mais do que escrever. Em 2010 passei uma fase complicada emocionalmente e comecei a escrever mais assiduamente, como forma de me tentar abstrair.
Qual o sentimento que te domina quando escreves? Tranquilidade.
O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? Mais que mudar, fez-me ter percepção de um “Eu” que  desconhecia.
E enquanto escritora, o que tens aprendido? Que estamos sempre a aprender e insaciados.
Tens algum ritual de escrita? Sempre que tenho vontade, mal tenha oportunidade escrevo. Mas gosto de escrever à noite.
Como definirias esta arte na tua vida? Parte da minha vida.
A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? Necessidade.
O teu primeiro livro publicado chama-se “Borboletas no Coração”. Podes falar-nos um pouco dele? É muito “Eu”, Inspirado na infância, nas pessoas da minha vida, dos amores, não só os meus, mas como vejo o amor nos outros.
Como surgiram as ideias para compor este livro? As minhas gravidezes foram de risco, nessas alturas escrevi várias coisas, por sugestão dos meus pais decidi escolher alguns textos e enviar à editora.
Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além deste romance? Cinco trabalhos em conjunto (colectâneas), no âmbito da poesia. Um, inclusive, com autores brasileiros, onde fui a única portuguesa :)
A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Até alguns contos, que supostamente são fictícios, tem o que sinto neles. As personagens, quando as há, têm muito de mim.
Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? Gosto muito. E considero muito importante.
Como encaras o processo de edição em Portugal? Há muitas pessoas com vontade de editar e talvez algumas editoras apenas com vontade de somar.
Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? Ser mãe é a melhor de todas. Sou dinamizadora cultural da Biblioteca da minha freguesia, também. Gosto de desenhar, pintar, estar com e em Natureza...
Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? O emocional, a Pessoa, tudo que envolve o emocional das pessoas.
Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? O que mais vezes li, até hoje, foi "O Monte dos Vendavais” da Emily Bronte.
Pensas em publicar novamente depois deste romance? Sim. Estou a trabalhar para isso :)
Se tivesses de escrever outro género literário, a qual desafio te proporias? O Romance… tenho sentido uma enorme vontade de arriscar.
Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Eu não consigo viver sem comunicar, e escrever é uma das formas em que me sinto mais à vontade para fazê-lo… (não dá para imaginar)

Apenas numa palavra, descreve-te: Indefinível (;))


Sinopse
A vida é uma lagarta com asas: Rasteja e voa.









segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Na ponta dos dedos com... Paulo Oliveira


Paulo Jorge Pinto Santos Oliveira, nasceu a 9 de Fevereiro de 1982, em Lisboa. Natural da Freguesia de São Jorge de Arroios, desde novo que o gosto pela escrita começou a fluir.
Ex- Aluno do Frei Luis de Sousa e da Emidio Navarro onde estudou no curso de Humanidades.
Mais recentemente, e incentivado por amigos, familiares e até artistas da música nacional, decidiu avançar com a publicação de uma obra literária, na categoria de escrita criativa, a poesia.
Horizontes Poéticos é a primeira obra deste autor Almadense que descreve o que é e o que pretende ser no futuro. Fala de amores, desamores, mas principalmente da vida.
Teve participações na Coletânea Livro Aberto da Radio Voz de Alenquer, na Coletânea Amantes da Poesia da Radio Popular FM e mais recentemente na Antologia Entre o Sono e o Sonho Vol. VIII da Chiado Editora, na Colectânea Palavras de Cristal V Volume da Modocromia Editora, Lda, Poemário 2018 da Pastelaria Studios e Coletânea Livro Aberto 2018 da Rádio Voz de Alenquer, Coletânea Noites de Poesia da Rádio Marinhais, Antologia Entre o Sono e o Sonho Vol. IX da Chiado Editora entre outras.
A 8 de Setembro de 2018 lançou a mais recente obra “ No Silêncio da Poesia “ . Os amores e a poesia cultivam-se no silêncio.
A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde!


Olá Paulo, é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? Olá a todos. Em primeiro lugar muito obrigado pela oportunidade que me deram de me poder apresentar a todos os leitores e seguidores deste espaço. Iniciei-me na escrita mais ou menos há 10 anos. No entanto, nunca tive coragem para avançar com a publicação de um livro. Escrevia e partilhava nas redes sociais até que artistas da música nacional Portuguesa me incentivaram a avançar.

Qual o sentimento que te domina quando escreves? Quando escrevo são vários os sentimentos que me dominam.  Existe amor, existe paixão.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? Enquanto pessoa continuo a ser o mesmo apesar de todo o sucesso e fama que estou a ter neste momento. No geral aproximou-me de pessoas com quem nunca pensei privar: TV, Teatro, Cinema e escritores conceituados.

E enquanto escritor, o que tens aprendido?
Todos os dias é uma aprendizagem, mas sim aprendo todos os dias quando escrevo e quando me junto em eventos ligados à escrita. Tem sido uma experiência muito prestigiante e enriquecedora.

Tens algum ritual de escrita?
Ritual de escrita? Não se pode chamar ritual. Eu vejo momentos, pessoas, edifícios e escrevo. Lançam-me um desafio para escrever sobre um determinado tema e cá estou eu.
Neste momento escrevo uma peça de teatro a pedido de um ator conceituado Português, João de Carvalho.

Como definirias esta arte na tua vida? Em poucas palavras: uma forma de estar na vida, uma bênção que Deus me deu.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? A escrita para mim é uma necessidade. Refugio-me muito na escrita. Prefiro colocar em papel a desabafar com as pessoas. Faz parte do meu ego e do meu ser.

O teu primeiro livro publicado chama-se “Horizontes Poéticos”. Podes falar-nos um pouco dele? Horizontes Poéticos foi a primeira obra publicada, o primeiro bebé e o salto para a fama e para o sucesso literário. Horizontes Poéticos era um livro que falava sobre o amor, sobre paixões, desamores, amizades e não só. Foi uma obra que chegou a uma segunda edição e que as pessoas continuam à procura para adquirir.

Como surgiram as ideias para compor este livro? As ideias são momentos bonitos que nos vêm à cabeça. Apenas momentos !
Juntei 4 ou 5 ideias em papel, temas que os leitores gostassem de ler e assim o fiz.
Assim nasceu Horizontes Poéticos ! O olhar o horizonte que faz parte da meu ser e da minha paz de espírito. Parar no Cristo Rei ou praia e olhar o mar ou o rio, acalmam-me e inspiram-me.


Publicaste, recentemente, “No Silêncio da Poesia”, o que te motivou para este trabalho? Precisava de um novo desafio. Horizontes Poéticos já estava muito lido e pensei: Depois de olharmos o Horizonte porque não um Silêncio que é bastante sonoro. A escolha do nome é que faz o sucesso, é que vende. A motivação foram os leitores, os fãs e os amigos.

Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além deste livro? Já realizei vários trabalhos: Horizontes Poéticos, No Silêncio da Poesia, entrei em mais de 20 Antologias e Colectâneas de Poesia Portuguesa Contemporânea. Mais recentemente escrevo guiões para teatro e letras de canções para artistas da música nacional.

Apesar de Portugal ser um país de poetas, ainda há algum preconceito com os escritores de poesia, sentes esse preconceito na pele? Já senti mais e acredita que o preconceito é o resultado da ignorância das pessoas que se prendem às suas ideias pré-concebidas, desprezando outros pontos de vista. Na maioria dos casos, as atitudes preconceituosas podem ser manifestadas com raiva e hostilidade, mas sinceramente estas duas últimas nunca as senti na pele. Apenas inveja !

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias? Antes do desafio que me foi lançado para escrever para Teatro, estava a começar a escrever um Romance. Sempre gostei de histórias apaixonantes que prendam as pessoas à leitura.

A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Um pouco das duas !

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? O gosto pela leitura fui ganhando com o passar do tempo. Nos tempos da escola odiava, agora não, tudo é diferente. Mas sim acho que é muito importante ler-se e instruir-se para se escrever bem e sem erros.

Como encaras o processo de edição em Portugal? Encaro de forma positiva. No primeiro livro fiquei um pouco apreensivo com os valores pedidos mas depois de falar com um e com outro, cheguei à conclusão que era normal. O segundo já foi chapa 5.

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? Para além da escrita tenho uma ligação muito forte ao Sporting Clube de Portugal.
Não apenas pelo clube em si que amo, mas também através do meu avô que foi Vice-Presidente na Era João Rocha. Para além destes dois amores, há outros dois que me completam como escritor e como pessoa, os meus filhos.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? Gosto muito de escrever sobre amor, amizade e cumplicidade.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? Rumo ao farol de Virginia Woolf

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Aborrecida, uma autêntico tédio! Não me imagino sem o papel e a caneta na mão.

Apenas numa palavra, descreve-te: Humilde


SINOPSE

Tudo acontece no silêncio, como se fosse uma bela sinfonia. 
É por causa do silêncio que tudo existe:  do silêncio surge a música e a arte nasce com ele.
A inspiração, a poesia e a bela música, surgem no silêncio. Todos nós a escutamos baixinho e ela vai para além de nós, para além da nossa alma. 
Onde cessa a fala começa a música.
E foi nesses pontos que nasceu “ No Silêncio da Poesia “.
No silêncio as mais belas palavras são escritas e soletradas na mais bela canção, como é o tema “ Despedida”, canção da minha autoria e orquestração do Mestre Dino Balula.
Como dizia o Poeta e Filósofo Fernando Pessoa “ Deus quer, o homem sonha e a obra nasce” .
E assim nasceu a segunda obra literária poética.
É do silêncio, das pequenas coisas, dos pequenos momentos que nasce a inspiração.
Como é bom poder olhar o mar, sentir aquela paz de espirito e poder escrever.
Sobe o pano, acendem as luzes e acção !
Nasceu esta obra onde sou o protagonista deste espectaculo e onde sou o actor principal deste grande teatro que chamo de vida !