segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Na ponta dos dedos com... Eduardo Figueiredo

Eduardo, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como é que te iniciaste na escrita?
No decurso da minha atividade profissional, tenho o hábito de criar manuais de procedimentos, com bastante detalhe. Quando comecei a explorar o tema “Euromilhões”, fiz algo semelhante e quando ía para aí na 5ª página, lembrei-me: - “Será que isto pode dar um livro?”. E deu!

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
É uma sensação agradável de sentir a inspiração a fluir e a escrita a dar-lhe sequência.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Diretamente não mudou grande coisa, a não ser a maior facilidade em visualizar, no dia-a-dia, livros potenciais e quando isso acontece crio um diretório novo no meu computador, com algumas anotações. Indiretamente mudou com a criação de uma sociedade de Euromilhões, em simultâneo com o lançamento do livro, cuja gestão me ocupa algum tempo.

E enquanto escritor, o que tens aprendido?
Que apesar de não ser impossível, não é fácil viver só da escrita.

Como definirias a escrita na tua vida: um passatempo, uma necessidade ou um acaso? 
Acabou por ser um acaso, decorrente da facilidade em lidar com números e do gosto pela escrita.

COMPRAR

Formaste-te em Contabilidade e é evidente que esta formação teve impacto na tua escrita, assim surgiu, O que faria se ganhasse o Euromilhões. Podes falar-nos um pouco sobre esta obra?
Para além dos critérios mencionados ao longo do livro, é um convite às pessoas para criarem critérios nas suas apostas, manterem-se fiéis a esses critérios e esperarem que mais tarde ou mais cedo resultem. Explica alguns fundamentos do Euromilhões e tem uma componente solidária, relacionado com os Sem-abrigo, que me diz muito e espero que um dia venha a ser possível de concretizar. Seria um enorme legado!

Como nasceu a ideia para este livro?
Nasceu quando um dia, como toda a gente a fazer apostas, criei um folha de excel, para anotar os resultados dos últimos sorteios e apercebi-me de algumas curiosidades. Era um ficheiro com os 50 números e com as 12 estrelas, da esquerda para a direita, e os números que tinham saído estavam a amarelo, para terem maior visibilidade.

É, sem dúvida, um livro pioneiro em Portugal. O que te levou a escrever esta obra?
Foi todo o conjunto de circunstâncias já mencionadas, que depois foi sendo complementado com algumas descobertas, que teve aceitação de algumas editoras e veio a concretizar-se no livro, em colaboração com a Emporium Editora.

Qual tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
As reações que tenho não são muitas, mas são muito positivas e aparentemente sinceras. É mais fácil convencer alguém a entrar para a sociedade do Euromilhões, do que a comprar o livro ou dar uma opinião. Espero que com esta divulgação possa contar com mais reações, incluindo também a da Oficina da Escrita.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
É estranho que eu gosto imenso de escrever, mas leio muito pouco. Apesar de não ser praticante, talvez escolhesse a Bíblia.

Se tivesses de escrever num género literário diferente, a qual desafio te proporias? 
Escrever um género literário diferente é sempre um desafio à inspiração. Já tive uma experiência com um pequeno conto, ainda não editado, em que tive que me esforçar bastante, para tentar corresponder às expetativas. Talvez tentasse literatura infantil, romance ou aventura.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro? 
Muita persistência atrás de 5 números e 2 estrelas! E talvez novos livros, daqueles que já anotei, ou outros.

Descreve-te numa palavra: 
Persistência.

sábado, 9 de novembro de 2019

A Vingança dos Sentidos, de Sérgio Carvalho

COMPRAR

A Vingança dos Sentidos é uma obra do autor, Sérgio Carvalho, e foi publicada em agosto passado, pela Chiado Books.

Este livro compila vários trabalhos do autor, de diversos géneros, desde a poesia, às reflexões e aos contos, o que o torna bastante apelativo.

Foi muito interessante descobrir as várias faces literárias do autor, que com facilidade se adapta a diferentes géneros.

A poesia e a prosa são descomplicadas e de leitura fácil, versam sobre a vida e sobre o mundo que o rodeia.

Os contos podem, inclusive, serem lidos pelo público mais jovem, devido à sua simplicidade e cariz jovial.

O livro lê-se rapidamente, é curto e não aborrece o leitor, podendo até ser lido de forma aleatória. Uma leitura diferente, agradável e bem-humorada, ideal para estes dias chuvosos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Perdido (S)em Ti, de Lindolfo Cunha

COMPRAR

Perdido (S)em Ti é uma obra do autor português, Lindolfo Cunha, cujo trabalho é bastante conhecido nas redes sociais, onde mais de 18 mil pessoas o seguem atentamente.
Nesta sua primeira obra publicada, cujo nome surgiu a propósito do título da página que gere no Facebook, podemos encontrar muito do que encontramos nas redes sociais e outros tantos trabalhos inéditos.
A leitura deste seu livro faz-se com facilidade e é agradável, fluída.
Os seus textos são pejados de emoção, com mensagens simples e ternas que podem – e devem – ser levadas para a vida.
É fácil identificarmo-nos com as palavras do autor, tão marcadas por múltiplos sentimentos, tão iguais e, simultaneamente, tão distintos, mas que todos vivenciamos em algum momento das nossas vidas.
À semelhança de alguns autores muito conhecidos do público, Lindolfo apresenta-nos uma escrita simples e direta, que conquista o leitor.

domingo, 3 de novembro de 2019

Na ponta dos dedos com... Sérgio Carvalho


Sérgio, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar:
Como é que te iniciaste na escrita?
Desde muito novo, com 9, 10 anos. Fazia adaptações de letras de canções, produzia alguns versos, sobretudo quadras. Penso que sempre tive propensão para o ritmo e a musicalidade.
Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Há a parte inicial, que é a ideia e a consequente euforia. Depois, enquanto se dá a maturação, há uma espécie de sofrimento até que o texto fique pronto. Quando acho que chegou ao fim, é um sentimento indescritível. Quase sempre, mesmo depois de acabado um texto, continuo a mexer nele até ao ponto em que acho que está no ponto.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Quer a escrita quer a leitura mudam um indivíduo. Abrem as janelas da nossa cabeça, fazem com que entendamos melhor o mundo e as pessoas à nossa volta.

E enquanto escritor, o que tens aprendido?
Não me considero um escritor, pois apenas publiquei um livro. O feedback dos outros é muito importante, tanto para mim como para a minha escrita. Em todas as vertentes é importante dar-mo-nos aos outros. É imensamente reconfortante aquilo que vou sentindo, considero um livro, sobretudo quando se trata de um livro, uma dádiva ou uma herança par, os familiares as filhas, os familiares e os amigos.

Como definirias a escrita na tua vida: um passatempo, uma necessidade ou um acaso?
Os três aspetos. Sempre gostei de uma explicação para as coisas, as atitudes, os factos… A escrita é uma forma de catarse e de tranquilidade. O acaso de encontrar novidades impele-me para a escrita.

És professor de Português e Francês. Este trabalho tem algum impacto na tua escrita?
Sem qualquer dúvida. Trabalho com alunos numa fase muito importante do seu desenvolvimento. Há textos que nasceram em aulas, há toda a magia da escrita recreativa… e há aquele sentimento de ter contribuído para educar o gosto e fomentar hábitos de escrita e de leitura.

Escreves, sobretudo, poesia. O que te leva a escolher esse género literário?
Já há muito tempo que não escrevo poesia, é muito raro. Aquelas que agora dei à estampa são maioritariamente textos antigos, que foram sendo aperfeiçoados. Aprecio o género, gosto de pôr as palavras a casar e a dançar umas com as outras até formarem um corpo. Depois há a questão do ritmo, da musicalidade, da síntese.

COMPRAR LIVRO

Publicaste o teu primeiro livro este mês, A Vingança dos Sentidos. Podes falar-nos um pouco sobre esta obra?
Esta obra é um pequeno livro, que foi sendo adiado. É uma espécie de coletânea, que reúne poemas, pensamentos e contos para todas as idades, um dos quais com relativa literariedade, “A vingança do guarda-chuva”. É uma seleção entre muitos outros textos dos mesmos géneros. A ideia partiu de amigos, que conheciam alguma da minha escrita, os quais me “obrigaram” a pôr as coisas em papel.
Como nasceu a ideia para este livro?

Além do que está veiculado na questão anterior, sempre tive o sonho de publicar um livro.

Qual tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
O lançamento ainda é recente, mas a reação tem sido muito positiva. Muito mesmo.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Há vários. Como tenho de dizer apenas um, escolheria “O amor nos tempos de cólera”, de Gabriel García Márquez.

Se tivesses de escrever num género literário diferente, a qual desafio te proporias?
A uma narrativa de ficção.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Um livro de ficção. Com histórias cruzadas de pessoas e do íntimo das mesmas.

Descreve-te numa palavra:
Realizado.

sábado, 2 de novembro de 2019

Xenotrófico | Já à venda

COMPRAR
A civilização humana tem evoluído rapidamente, graças ao desenvolvimento contínuo do conhecimento científico e tecnológico, que tem permitido ao Homem criar ferramentas e formas inovadoras de intervir no mundo natural, fazendo-o refém dos seus interesses. Contudo, esta ação tem acarretado efeitos secundários adversos sobre o mundo natural, tendo vindo a alterá-lo e a virá-lo contra o Homem, pondo em causa a sobrevivência deste. A solução derradeira para este problema poderá passar por aplicar o conhecimento científico, bem como as diversas ferramentas tecnológicas que este permite construir, sobre o próprio Homem, para que este consiga adaptar-se às mudanças adversas que cada vez fazem sentir-se com maior intensidade no mundo natural.
Nesta história que vos apresento, João Gonçalves regressa à sua cidade natal, após um longo período de ausência. Neste seu regresso, irá enfrentar os seus fantasmas do passado: os mistérios por detrás de uma estranha doença que o obrigou a um exílio forçado, o reencontro com um irmão que renegou e a reconciliação com uma paixão que julgava perdida. A doença que afetou João Gonçalves, mudou-lhe drasticamente a faceta, quer a nível físico quer emocional, ao ponto de ele próprio questionar-se se será um humano legítimo ou não, mas também lhe deu atributos sobre-humanos, aos quais ele recorre perante situações em que se vê obrigado a tomar supremacia sobre outros. Será João Gonçalves um produto de laboratório ou uma mutação arbitrária no ADN humano que poderá representar um novo degrau evolutivo na espécie humana? Será que o reencontro de João com uma paixão antiga ajudá-lo-á a ultrapassar a revolta que alimenta contra a sua condição pós-doença e contra o Mundo? A história o dirá.