sexta-feira, 24 de junho de 2016

"A noite gosta de Mim" e nós gostamos muito da Maria João Cardoso | Entrevista

Maria João Cardoso, foto retirada do facebook da autora

Maria João Cardoso é um nome que certamente não lhe soa estranho, nasceu a 26 de Agosto de 1974, em Évora, cidade que continua a sentir no coração.

A noite gosta de Mim uma página de grandes dimensões recheada de sentimentos, palavras que dançam freneticamente no recôndito da nossa alma. Uma página à qual ninguém consegue ficar indiferente e que dá nome ao primeiro livro de Maria João Cardoso.

Licenciada em Serviço Social, área que escolheu, pela capacidade e sensibilidade de esvaziar-se dos seus preconceitos e de si mesma e perceber e sentir o que é o outro.

Ama o céu, as cores do arco-íris, borboletas e a vida simples.

Escreve e dança por prazer.

Os filhos, Hugo e Maria Catarina são o grande oxigénio da sua vida.



✍ Como te iniciaste na escrita?
Desde que as letras se fizeram conhecer na minha mão, que escrevo! Desde muito pequena, escrevia, pequenas histórias e tudo era motivo para isso acontecer. Num bloco, num diário, até num rascunho que a minha mãe encontrava por todos os recantos da casa e que guardo até hoje.
Escrever é a realidade que não consigo abdicar e foi com uma experiência pessoal, que tive a oportunidade de dar a conhecer a melodia da minha escrita.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
O meu primeiro livro, A noite gosta de Mim, é inteiramente real e vivido ao mais intimo pormenor.
O próximo livro, TU és aquilo que EU sou, é a descoberta do outro, sem o ver, mas com uma conotação muito pessoal. Gosto do que é cegamente palpável e escrever é mesmo isso, é ter a sensibilidade de revelar para lá do que se vê e desenhar-nos no sentir de quem nos lê.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Não seria quem sou sem ESCREVER! É assim que me reencontro, que me preencho, que aqueço todos os sentidos que dou à vida! A escrita não me mudou, só veio reforçar o quão completa, ela me torna.

✍ O que sentes quando escreves?
Sinto-me EU, sinto que em cada dança que faço com as palavras, existem muitas vidas...eu só lhes empresto a minha alma.

✍ O que é mais prazeroso na escrita?
O instante do silêncio onde cabe toda a magia das palavras!

✍ Qual é a maior dificuldade que sentes quando estás a escrever?
Por vezes, a mão teima em não escrever, quando a alma, deixa de se sentir e são nesses momentos, que é difícil a dança das palavras acontecer.

✍ Tens algum ritual de escrita?
Escrevo em todos os “cadinhos” do meu tempo, sempre que a mão, precisa dessa melodia,mas Amo escrever no silêncio da noite, onde a magia é dessassossegadamente calma.

✍ Consideras a escrita uma necessidade ou um passatempo?
Sem dúvida uma necessidade! É na escrita que me devolvo ao mais íntimo de mim.

✍ Como encaras o processo de edição em Portugal?
Acho que infelizmente as Editoras demoram muito a responder e outras há que nem sequer respondem. Descomplicar seria a palavra chave, para que todo o processo fosse célere.

✍ Estás em constante contacto com o público, como vives isso?
Com naturalidade! As pessoas revêem-se em cada palavra e isso é delicioso! Tudo aconteceu de uma forma verdadeiramente surpreendente e poder dar voz e ser voz, de todas as pessoas que me acompanham, na melodia do que escrevo, é fascinante e encantador.

✍ O feedback é positivo?
O feedback é muito positivo, diria até, que tem sido contagiante o carinho, a dedicação de todos os que me lêem e poder sentir que cada linha do que escrevo, os representa.

✍ Como encaras as criticas, de foro negativo ou positivo, quando elas surgem?
Costumo dizer, que já era feliz, agora sou imensamente feliz, porque tem sido um caminho composto de criticas muito positivas ao meu trabalho, com o retorno de emoções, abraços apertados, confidências e disto resulta, fazer viver esta paixão que tenho pela dança que me constrói em cada palavra.

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Sobretudo a minha linha condutora, porque sou feita de VERDADE, tem necessariamente que abordar o que só a alma pode reter, só o que a pele pode sentir, só o que os olhos tocam sem tocarem e por isso falar de sentimentos, como o Amor, a saudade, a dor, a vida, é o que me consome e me deixa preenchida.

✍ Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?
Desde tenra idade que os livros sempre foram a minha “brincadeira” preferida. Leio todos os dias e não tenho hora para o fazer.
Considero cada vez mais urgente a sensibilização para hábitos de leitura, porque cada vez menos se lê, com os hábitos das novas tecnologias. A leitura não é só um meio de adquirir informação: ela também nos torna mais críticos e capazes de considerar diferentes perspectivas. Isso necessita de uma intervenção específica. É preciso planear estratégias específicas para ensinar os alunos a lidar com as tarefas de leitura dentro de cada disciplina.
Os livros proporcionam uma viagem ao mundo das palavras e ao mesmo tempo, ao mundo do conhecimento.

✍ Que livro recomendarias?
Recomendo o meu! Porque gosto de livros feitos de verdade e é disso que sou feita!
Mas gosto muito, do livro, do Telmo Mendes “Pelo peito A Dentro, porque tal como eu, sente-se a verdade dos sentimentos por inteiro!

✍ Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
Seria o meu próximo livro, TU és aquilo que EU sou, porque ali o AMOR, acontece e sem duvida, que não vivemos sem o sentir!

A noite gosta de Mim
✍ O que gostarias de partilhar sobre a tua obra “A noite gosta de mim”?
Os sentimentos que descrevo no meu livro, A noite gosta de Mim, pertencem a cada um de nós, em algum momento da vida.
É quando a alma em inquietação esmurra o peito, querendo passar para fora e uma angustia descabida afronta os nossos dias.
Passamos a compreender algumas coisas, outras só com o tempo. Descobrimos as nossas fraquezas e a nossa eterna força. Mas vai chegar o dia de nos reconciliarmos com o tempo e nessa altura o novelo começa a desenrolar-se.
Quero passar a todos os que me lêem, que em cada milímetro do que escrevo, existe o acreditar que as estrelas voltam sempre a brilhar!

✍ Como tem sido a tua experiência com a Chiado Editora?
Desde o primeiro instante, o primeiro contacto, com a Chiado Editora, superou todas as minhas expetativas e realizou um sonho que acalentava há muito dentro de mim; editar um livro e tive a sorte de ser não mais um livro, mas o LIVRO, carregado de MIM.
Espero que haja um bom trabalho com a promoção do livro, por parte da Editora.

✍ Quais as tuas perspectivas para o futuro?
Se pudesse faria dos meus dias, da minha vida, do sentido que a escrita tem para Mim, a minha fonte inteira de viver. Continuarei a escrever, porque isso faz parte de Mim.

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
A dança, é outra das melodias que me correm nas veias, tal como e Escrita.
Há na dança, uma força intensa e uma magia, porque a dança e a Escrita são a vida e quando eu parar, é porque morri!

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
A vida por vezes é uma casa vazia, por vezes tem a mania de tornar presente o passado e o futuro aquela coisa que está tão distante, mas ás vezes torna-se presente sem darmos conta.
Na página 45 do meu livro, A noite gosta de Mim, escrevi assim: “O mundo não parou, os segundos correm, o tempo passa ...” Quero sobretudo dizer a quem se encontra na melodia do que escrevo, que é sempre possível encontrar um novo caminho!

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritora?
Encontrar-me a cada instante e sustentar o encontro das vidas que se encontram em cada gesto que desenho com as palavras e escrever, escrever sempre e para sempre!

✍ Apenas numa palavra, descreve-te:
Completa. 

Entrevista por: Letícia Brito

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Lí Marta, a autora aguedense em ascensão

Lí Marta, Página do Facebook
Recentemente falei aqui no blogue sobre a primeira obra de Lí Marta, O Último Adeus e hoje trago-vos uma entrevista com a escritora aguedense, cujo primeiro livro já se encontra na segunda edição e traduzido em espanhol, com Espírito Selvagem, no mesmo bom caminho. 

✍ Como te iniciaste na escrita?
Talvez no dia em que me ofereceram o meu primeiro diário, julgo que aos oito anos de idade. Ali depositava os meus sonhos de criança. Onde o mundo era maior que tudo. Ainda hoje escrevo nos meus diários… Ainda hoje tenho sonhos de menina que escrevo lá.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
O meu primeiro livro é baseado numa história verídica. Porém, com alguma ficção verosímil. O meu segundo livro, embora fosse inspirado numa personagem conhecida, tem muita imaginação e devaneio meu.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Apesar de continuar a ser a mesma mulher vulgar, que venho do século passado e levo comigo todas as idades, acho que com o passar dos anos a escrita ajudou-me a encontrar o meu eu mais profundo. Através do mundo fascinante das palavras consegui ultrapassar algumas barreiras intransponíveis, como o medo de não ser capaz e realizar um sonho, escrever.

✍ O que sentes quando escreves?
Escrever é algo indescritível. É tão maravilhoso quanto o pensamento permitir. É extasiante. Magnífico. Um refúgio das horas inquietas, dos dias angustiantes, mas também a leveza e o desabafo da alma.

✍ O que é mais prazeroso na escrita?
É poder escrever tudo o que me vai na alma. Sem restrições, sem imposições…

✍ Qual é a maior dificuldade que sentes quando estás a escrever?
Ter o cuidado para que todos os que me leem percebam o que quero realmente transmitir.

Fotografias retiradas do Facebook Oficial da Autora

✍ Tens algum ritual de escrita?
Não. Embora adore palavras que me suscitem curiosidade e ao mesmo tempo me deixem deslumbrada, gosto de usar uma escrita simples e fluída. Julgo que “ritual” não é a palavra que defina este sentido.

✍ Consideras a escrita uma necessidade ou um passatempo?
Depende do meu estado de espírito. Há momentos que tenho necessidade de me refugiar na escrita, como um bálsamo. Há outros momentos que escrevo só porque sim. Porque gosto.

✍ Como encaras o processo de edição em Portugal?
Acho que a maior parte das grandes editoras - quando digo grandes refiro-me ao nome – só editam os livros dos autores conhecidos, com nome no mercado. Mesmo que livros de novos autores sejam fantásticos o que conta, para eles, são as vendas. E claro, um autor desconhecido tem um longo caminho a percorrer.

✍ Estás em constante contacto com o público, como vives isso?
Adoro partilhar bons momentos com os meus leitores. Com colegas. Com o público em geral. São esses momentos que eternizo no meu coração.

✍ O feedback é positivo?
Nunca é como queremos. Se perguntarmos a um autor cuja obra esteja numa vigésima nona edição, ele provavelmente irá responder que nunca mais chega à trigésima. Assim sou eu. Sempre exigente comigo mesma. Sempre a dizer que tenho de me esforçar muito mais.

✍ Como encaras as criticas, de foro negativo ou positivo, quando elas surgem?
Depende das críticas. Se forem construtivas, que melhorem a minha carreira enquanto autora, venham elas e muitas. Tenho lido opiniões de quem lê as minhas obras e há opiniões que, quanto a mim, não vejo nessa perspectiva, mas é a opinião de alguém e só me cumpre o dever de aceitar. As positivas são sempre bem-vindas!

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Temas atuais. Adoro fantasiar também. Sem nunca deixar o romance que faz parte da minha essência.

✍ Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
As Palavras que Nunca Te Direi – Nicholas Sparks. Continua a ser o meu preferido. Aquele que me diz tudo…

✍ O que gostarias de partilhar sobre as tuas obras?
O Último Adeus é o meu primeiro romance. Entrou em segunda edição ao fim de meio ano. Foi traduzido para espanhol. E continua a ter vendas surpreendentes. Espírito Selvagem é o meu segundo romance editado o ano passado e está quase a entrar numa nova edição. Não sendo eu uma autora conhecida, estas razões são mais do que suficientes para me deixar muito, muito contente.

✍ Como tem sido a tua experiência com a tua editora?
Até à data tem sido boa. Além de mantermos uma relação comercial, considero-os meus amigos. Pois têm-me apoiado e ajudado sempre que preciso deles.

✍ Quais as tuas perspetivas para o futuro?
Continuar a sorrir. A sonhar. Ser feliz. Ter a persistência e a esperança do meu lado para nunca desistir de lutar neste caminho da literatura.

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
A primeira de todas é estar com quem amo – o meu marido e os meus filhos. Adoro passear, viajar, ler, estar com amigos e família. Desfrutar cada dia que a vida me presenteia.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
O sonho comanda a vida. Sonhar é bom de mais, não obstante, ter esperança de que amanhã tudo estará perfeito é melhor ainda. Obrigada por tudo. Pois sem vocês não teria chegado até aqui e nada disto fazia sentido.

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritora?
Editar um novo livro no próximo ano. Continuar a divulgar as minhas obras. Estar o mais perto possível dos meus leitores em sessões de autógrafos. Tentar responder sempre aos meus leitores.


✍ Apenas numa palavra, descreve-te:Dedicada

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Sofia Alves Cardoso, jovem autora do «thriller» Não Confies

Sofia Alves Cardoso
Sofia Alves Cardoso é uma jovem escritora residente em Lodares, no concelho de Lousada. Nasceu numa noite tórrida, a 18 de Agosto de 1994, e desde tenra idade que o seu gosto pela escrita começou a revelar-se, tendo-se pronunciado aos 13 anos.
Durante muitos anos foi criando blogues onde narrava histórias, escrevia crónicas e textos até que, aos 13 anos, decide, secretamente, que quer escrever um livro. É então que a primeira versão do livro começa a ganhar forma. No entanto, aos 16 anos, voltou a reescreve-lo.
Aos 17 anos, prestes a completar os 18, termina aquilo a que ela chama de “a sua criança”: Não Confies, editado pela Corpos Editora em Outubro de 2012 e lançado na Biblioteca Municipal de Lousada a 2 de Novembro do mesmo ano.
A sua licenciatura em Criminologia permitiu-lhe dar um toque mais profissional às temáticas que aborda e que tanto caracterizam o seu estilo de escrita. Para além da escrita do livro já escreveu também letras para uma banda, uma vez que a música é também uma das suas grandes paixões, bem como auxiliou a escrita de um guião para uma curta-metragem. Durante muitos anos escreveu também com alguns autores brasileiros.
Atualmente Sofia procura conciliar a sua área de estudos com a sua escrita, tentando tornar a sua obra o mais aproximada da realidade.

✍ O gosto pela escrita surgiu na escola primária, quando a professora lhe pedia para preparar uma redação sobre um tema livre. “Ficava logo a pensar no que havia de escrever e que personagens ia inventar, as suas características, nomes… Era uma alegria! Depois, com o tempo, fui percebendo que a escrita não era só um divertimento para mim, mas uma parte substancial daquilo que eu era e que, portanto, um dia sem escrever era um dia perdido para mim.”

✍ Apesar de ser pura ficção, não nega o cunho pessoal, presente nos seus escritos. Inspira-se no mundo que a rodeia. Procura características nas pessoas ao seu redor que possa incluir numa personagem.

✍ Sofia adora o mundo do crime, das problemáticas sociais e das loucuras. Gosta de mostrar aos seus leitores, o lado mais sombrio do ser humano.

Não Confies
✍ A jovem escritora também nutre uma paixão inigualável pela leitura. “Ler é o pilar para construir uma história porque precisamos de nos apoiar numa narrativa que nos identifiquemos para conseguirmos levar a nossa avante. E quanto mais extenso o nosso vocabulário maior a probabilidade de termos uma escrita rica e cativante para o leitor.”, diz-nos a autora.

✍ A sua primeira obra, Não Confies, está longe de ser soft. A escritora, aborda essencialmente o crime, segredos e o ser humano. Como a professora, que apresentou o seu livro, mencionou, a jovem autora assemelha-se a uma detetive “a tentar escavar a verdade e por essa razão é que a minha escrita é descritiva. Eu quero mostrar aquilo que vejo, para que o possam ver também da forma como eu vi.”.

✍ Está a preparar a próxima obra, mas prefere não criar expetativas. No entanto, adianta que esta envolverá algumas problemáticas sociais (desigualdade social, essencialmente) conjuntamente com o crime. “Não tenho ainda tudo definido, mas falarei sobre um sem-abrigo que acordou no hospital e não se recorda de nada. Foi encontrado no rio Sena sem qualquer tipo de documento, entrou em coma e quando acordou não sabia pormenores cruciais da sua vida, incluindo a sua identidade. A questão que se coloca é por que razão, em cinco anos, nunca ninguém o procurou? Quem terá ele sido para não haver ninguém que o tenha procurado. E mais não posso dizer! Já escrevi demais!”



domingo, 1 de maio de 2016

Sara Ana Macedo Afonso, a autora de duas obras de poesia, nascida em Paris

Sara Ana Macedo Afonso
Sara Ana Macedo Afonso é uma jovem escritora e pasteleira, especialista em doçaria regional. Tem 27 anos e nasceu em Paris – França, vive, porém, numa aldeia de Trás-os-Montes; Carção, desde os 2 anos.
Com ensino secundário completo, ainda ingressou na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, mas não conclui os estudos. Atualmente concilia o seu trabalho como pasteleira na padaria dos pais com a paixão pela escrita. Autora de duas obras, com a Corpos Editora. A primeira, editada em 2008, Enquanto o tempo quiser e a segunda em 2010, Ver-me nos teus olhos. Os seus gostos pessoais, variam desde a leitura, ao cinema, ao gosto especial que nutre por viajar, conhecer, passear e conviver com os que ama. Gosta porém, de momentos de solidão. Gosta de fazer bolos, fotografar paisagens e sorrisos, dança, gelados, Verão e trovoadas. É amante do riso, dos sonhos e de abraços.

Desde tenra idade que encontrou na escrita a forma de se expressar para o mundo. A Língua Portuguesa era a sua disciplina favorita, aliada à História, portanto o seu gosto passava pelas composições e pela capacidade de inventar novos mundos.

Sara inspira-se no que a rodeia. Escreve textos poéticos, tem uma escrita simples e direta, ao alcance de todos os leitores. Escreve o que sente. Escreve como forma de desabafo e por ser observadora, escreve sobre o mundo ao seu redor.

Dentre os livros que recomenda, destaca as obras sua irmã, Débora Macedo Afonso. “Primeiro porque foi uma surpresa total esta aventura em que embarcou e depois porque se saiu lindamente. Fiquei muito orgulhosa com aquilo que já fez e certa que ainda nos vai surpreender muito mais. O sentido de trabalho, de rigor e amor que está a dedicar a esta sua nova paixão deixam-me com a certeza que vai longe, muito longe.”

A autora tem duas obras publicadas, Ver-me nos teus olhos e Enquanto o tempo quiser, de capa dura com pouco mais de 60 páginas, que abordam o amor, a amizade, a traição, as guerras, a sociedade.

Espera continuar a escrever. E que as pessoas se identifiquem quando e lêem. Que lhes consiga transmitir algo.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Diogo Simões, o jovem escritor que apaixonou os seus leitores com O Bater do Coração

Diogo Simões
Diogo Simões é um jovem escritor português, natural de Leiria. Tem 21 anos, está atualmente no 2º ano de Serviço Social e ambiciosa seguir Psicologia; a sua grande paixão. No entanto e apesar do tempo escasso devido aos estudos, é apaixonado pela escrita e foi precisamente no meio dos estudos que escreveu a sua primeira obra, O Bater do Coração, em 2012, publicada a 7 de Junho de 2014.
Parte do seu tempo livre é dedicado a exercitar a imaginação com novas histórias, e também com outros gostos pessoais, como ler e ver séries/filmes. No Inverno, fá-lo acompanhado pelo som da chuva (o Inverno era a sua paixão secreta, porém, não tão secreta agora, que a partilhou nesta entrevista).

✍ Como te iniciaste na escrita?
A escrita apareceu na minha vida bastante cedo… Era eu um mero aluno do 5º/6º ano quando começava já a imaginar histórias e a escrevê-las. Lembro que na altura depois não tinha grande paciência para as continuar, pelo que ficavam sempre nos seus estágios iniciais, mas foi então em 2009 que tudo começou. Foi um ano depois de ter saído o famoso jogo de simulação Sims 3. Estava maravilhado com as histórias que podia criar no jogo, e pensei: e se eu começar a escrever essas histórias?E foi assim que fiz. Rapidamente comecei a congeminar com a minha cabeça o que poderia fazer e, foi então a janeiro de 2010 que estreei a série Traição, juntando à escrita, algumas imagens que eram tiradas por mim no jogo. Como se fosse uma história ilustrada online. Tinha 29º capítulos e um blogue dedicado a ela, bem como trailerspara os leitores saberem o que esperar. E foi assim que comecei. Depois nem conseguia parar. Foram histórias atrás de histórias. Desde o romance, até ao fantástico e policial. Foram mais de 9 séries criadas, 8 blogues projetados, trailers, capítulos, temporadas e até finais alternativos. Só consegui parar em 2012 por o tempo que tinha tornar-se cada vez mais curto. Como devem imaginar, criar tudo isto, era algo bastante trabalhoso, apesar de ser feito com gosto… Mas foi em 2012 que consegui arranjar tempo, coragem e inspiração para escrever o meu livro: O Bater do Coração, que viria a ser publicado em 2014.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
Acho que é das perguntas que mais encontro. Ainda hoje muita gente pensa que as personagens d´O Bater do Coração existem, mas não. São completamente tiradas da minha imaginação, criadas desde raiz. É quase como se fossem meus filhos. Contudo, isto não quer dizer que não use parte das minhas experiências pessoais ou algumas características de pessoas que me rodeiam nas histórias, para dar algum realismo ou “profundidade” à história, mas é só mesmo 1% dessas vivências pessoais que uso. Acho que a literatura é ótima para fugirmos à realidade, por isso, porque não criar algo que não é real?

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Como a escrita foi algo que surgiu mesmo no início do meu desenvolvimento, acho que acabou por ficar tão entranhada em mim que me moldou por completo. Já li diversos artigos dos diversos benefícios da leitura e da escrita, e muitos podem achar disparatado o que dizem esses artigos, mas posso dizer que acabei por me tornar uma pessoa mais calma, que observa atentamente tudo o que acontece à minha volta. Acabo por ser extremamente curioso sobre tudo. Noto também que me ajuda a perceber os pontos de vista das pessoas, a pôr-me melhor no lugar delas. Claro que são coisas que depois vão “melhorando” à medida que vou crescendo, mas acho que é das coisas que mais me “mudou”. Acabo por ser mais tolerante. Algo influenciado pela criação das minhas personagens, especialmente quando escrevo na primeira pessoa e em diversos pontos de vista.

✍ A tua página no Facebook tem sido fundamental na divulgação do teu trabalho? Que outras plataformas utilizas para que os teus trabalhos estejam em constante contato com o público?
Sim, a página do Facebook é fantástica pois facilita muito mais a interação com os leitores e saber assim o que eles acham da obra publicada ou até mesmo contar-lhe as mais recentes novidades. Mantenho assim duas páginas no Facebook, a de autor, e a do livro, que me vão ajudando nesta jornada. Costumo claro, utilizar o meu blogue. Quase tudo o que está na página do Facebook, podem encontrar no meu blogue, ou até mesmo na rede social Twitter, que utilizo para partilhar coisas rápidas. Contudo, não me posso esquecer da rede social dos livrólicos e escritores: a rede Goodreads. Tenho lá os meus livros registados e tenho acesso à classificação que os leitores dão, as reviews que fazem, e também os livros que ando a ler.

✍ O feedback é positivo? Como encaras as criticas?
Tem sido bastante positivo e não podia estar mais contente. Eu adoro críticas, e se forem bem fundamentas, permite-me perceber da melhor maneira a perspetiva do leitor. Das coisas que os leitores mais me dizem é que me “odeiam” por os ter feito chorar, ou que adoraram por a história estar sempre a mudar. Não ser propriamente “fixa”. E foi até com esse feedback que me apercebi que essa “característica” era quase como uma marca minha. O facto de tentar surpreender o leitor. E é também com as críticas que percebo o que os leitores gostavam de ter lido, ver as ideias que fomentei aquando da leitura. Lembro-me de particularmente uma, em que o leitor gostava de ter lido mais sobre uma certa personagem. Foi uma coisa que me “mordeu” tanto a imaginação que comecei a escrever sobre essa personagem logo após a publicação da obra. Ou seja, o que quero dizer é, quaisquer que sejam as críticas, boas ou más, fundamentas ou não, elas são tudo para o autor, até porque é também com elas que o autor aprende. Especialmente na escrita, em que se aprende cada vez que acabamos um projeto. As nossas experiências irão sempre enriquecer-nos e, com isso, criar histórias cada vez mais ricas.

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Tendo em conta que é tudo ficcionado, procuro por abordar um bocadinho de todos, ou seja, usar a sociedade moderna como meu cenário. Quer acontecimentos históricos, algumas doenças, as diferentes opções sexuais, ou até mesmo as diferentes filosofias de vida. É importante sempre sabermos ver o lugar dos outros, e não podia haver melhores temáticas que estas.

✍ Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?
A leitura é, sem dúvida, algo que nunca iria conseguir abdicar, e algo que considero da extrema importância para nós escritores. Resumindo: adoro ler! Já tive alturas em que “devorava” livros, especialmente nas férias de verão em que em 15 dias eram logo 5 livros que lia, agora procuro ler imenso, claro, mas ao mesmo tempo apreciar aquilo que estou a ler. A maneira como um diálogo está elaborado, ou uma descrição. O adjetivo usado para descrever uma determinada “coisa”. É mesmo importante, e é igualmente importante não nos fixarmos num só género, mas em diversos. Ficamos mais “ricos” interiormente.

✍ Que livros recomendarias?
Uma pergunta difícil por ser praticamente impossível para mim escolher os meus livros favoritos, mas vamos a isto… Para aqueles que querem entrar no mundo da fantasia, é impossível não falar em Harry Potter. É ótimo, não só para se perceber melhor da escrita em terceira pessoa, ou da capacidade em se organizar uma história em diversos volumes, mas para nos ajudar a estimular a imaginação. Os meus favoritos, apesar do fanatismo pelo mundo criado pela J.K. Rowling, são os livros da Cassandra Clare, também de literatura fantástica, e são compostos pelos seis livros da série Os Instrumentos Mortais (que agora foi adaptado para série televisiva) e a trilogia As Peças Infernais. Outro género que acho também maravilhoso é o thriller e policial pela mistura do drama, romance, e suspense que existe. Os últimos que li foram: Um, Dó, Li, Tá (policial, e este mês saiu o 4º - são histórias separadas mas com os mesmos protagonistas), Segunda Vida(thriller) e Antes de Adormecer(thriller, e do mesmo autor do livro anterior, tendo sido adaptado no ano passado para o cinema). Tenho sempre a minha página no Goodreads, que pode ajudar para quem procura novas leituras.
O Bater do Coração
✍ Já tens obras publicadas. O que gostarias de partilhar sobre elas?
Que sou apaixonado pelo meu “filho”. A minha obra. Confesso que se fosse hoje, mudava uma carrada de coisas, mas ao mesmo tempo acho importante respeitar o que sentia na altura em que desenvolvia a obra, e aquilo que, naquela altura, eram as minhas aprendizagens. Mas adoro e acho que se procuram por um romance/drama que seja leve e cheio de reviravoltas, escrito em primeira pessoa, O Bater do Coração é uma hipótese a ser fortemente considerada…

✍ Estás a preparar a tua próxima obra. Quais as tuas perspectivas? O que vais abordar?
Estou a preparar e estou ansioso em a partilhar. É algo bastante psicológico e com bastante drama, com as suas pitadas de romance, em que, tento e espero, que leve o leitor a pensar na importância das nossas memórias, em como elas nos moldam e “contam” quem nós somos. Basicamente é um rapaz que perde a memória de um grande período de tempo da sua vida, e vê-se envolvido em dois grandes mistérios e bastante complicados, que vão conduzir depois toda a trama. Quem já teve a oportunidade de ler o manuscrito gostou, chorou e conseguiu pensar em coisas que julgavam já enterradas. Estou realmente ansioso.

✍ Achas que os jovens atribuem o devido valor à escrita e à leitura?
Infelizmente acho que não. A falta de interesse acaba por ser o que mais vejo, quer pela falta de motivação no seio familiar, quer mesmo pelos livros do plano nacional de leitura que, acredito que de alguma maneira, possam assustar e afastar os jovens da leitura. Contudo, conheci recentemente uma iniciativa em que a professora de Língua Portuguesa dá no início da sua aula 10 minutos para que os seus alunos leiam alguma coisa, quer seja um livro de casa, ou um texto do próprio manual da disciplina. E o que ela observou? Que eles adoram e trazem até cada vez mais livros de casa, resultando este tempo também, num espaço em que eles podem acalmar da algazarra de mais um dia de escola. Adorei a ideia e penso que seria realmente bom ver projetos destes a acontecer mais pelas escolas de todo o país. Acho que todos temos interesse na leitura e escrita, só precisamos de ser corretamente estimulados.

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
Sem dúvida que, para além da escrita e da paixão por ler, não consigo passar sem ver séries e filmes, que nutrem não só a mim, mas também a minha imaginação, o que vai resultar em livros mais ricos. Adoro também a fotografia, a história que ela me dá, e de ouvir música. O meu dia começa sempre com música. Contudo, não posso deixar de esquecer os meus amigos e familiares, sem dúvida que sem eles, nada me completava.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
Que não desistam dos vossos sonhos. Que não deixem que o medo interfira. Que façam do medo o vosso amigo! E tudo é possível, nem sempre é fácil, mas se soubermos aliar-nos ao medo, e soubermos aceitar a ajuda daqueles que nos estendem as mãos, conseguimos tudo!

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritor?
Acho que é ter mais das experiências que tive na Feira do Livro em Leiria, em que via as pessoas pegar no meu livro, ler a contracapa, e rapidamente irem ler mais no interior. Foi fantástico ver as reações. Ou seja, quero ser capaz de conseguir partilhar o turbilhão de histórias que tenho, e de o fazer bem, com os leitores do meu país.

✍ O que dizem os teus olhos?
Os meus olhos mostram-se cansados, mas felizes. Desejosos de conhecer mais deste mundo! E, sobretudo, que estarei sempre a olhar pelos que me são mais chegados. Adoro-os! E agora, mais pessoalmente: e a ti também, leitor. Obrigado por ai estares, a acompanhar esta minha jornada…

Um agradecimento especial ao Diogo, pois foi a partir das conversas que travámos, que surgiu esta rubrica! 

Podes conhecer melhor o trabalho do autor: