quarta-feira, 13 de novembro de 2019

A Princesa do Índico, de Pedro Inocêncio

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A Princesa do Índico é o terceiro romance do autor português, Pedro Inocêncio, cuja primeira obra, Tudo Acontece Por Uma Razão, é até hoje um sucesso e um livro procurado pelos leitores.

Neste seu novo livro acompanhamos a história do amor proibido entre Pedro Tomás, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo e Bahira, uma jovem muçulmana, que com os dois irmãos são apontados como possíveis culpados do atentado bombista à Assembleia da República Portuguesa.

É fácil criarmos empatia com os protagonistas deste romance, o jovem Pedro, de boa índole, cuja relação conflituosa com a figura paterna é um ponto bastante desenvolvido na obra, aliás, denota-se uma pesquisa e um cuidado na apresentação das personagens e das suas relações durante toda a narrativa.

A obra é marcada por um suspense intenso, que absorve o leitor. Apesar da obra ter mais de seiscentas páginas, não maça o leitor, pelo contrário, mantém-no agarrado e ansioso até ao derradeiro final. Surpreendente, diga-se.

Gostei muito de conhecer a escrita do autor, que apenas me era conhecida pelas suas publicações nas redes sociais, quando o seu primeiro romance chegou ao público, mas que agora se revela, acessível, simples e marcada por sentimentos, que aguçam a emoção do leitor.

Uma obra à qual nenhum leitor ficará indiferente.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Definições Vol. I, de Carlos Alberto Dias

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Definições Vol. I é o primeiro livro publicado pelo autor, Carlos Alberto Dias, através da Chiado Books.
Gostei particularmente do facto do autor usar a introdução da obra para se apresentar aos leitores e usar também o prefácio para explicar ao leitor o porquê do título que marca a sua obra.
Ao longo das quatrocentas páginas que compõe este livro, encontramos uma compilação de diversos trabalhos poéticos que o autor reuniu ao longo dos anos e que, de certo modo, ajudaram a definir o próprio.
É na escrita que muitos de nós nos encontramos e, certamente, também o Carlos se encontra nela. Partilhá-la em livro é ser-se ousado o suficiente para assumirmos o nosso mundo interior perante o mundo que nos rodeia, por isso, parabéns ao autor!
O autor debruça-se bastante sobre a escrita, sobre as emoções a ela inerentes, um dos poemas que elejo é até o “Escrever”, porque todo o escritor que se preze identifica-se com a emoção que a escrita implica em nós e sabe que mais do que um passatempo, é uma necessidade.
Apesar disso, o autor escreve um pouco sobre tudo, sobre a vida, os sentimentos, as rotinas, os lugares e as pessoas, escreve de uma forma acessível e direta, que sempre nos marca.
O livro tem também algumas ilustrações, o que torna esta mistura de poesia com imagem, bastante agradável. Um livro simples e descontraído para ler em qualquer circunstância e para entender melhor a emoção que é escrever.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Na ponta dos dedos com... Eduardo Figueiredo

Eduardo, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como é que te iniciaste na escrita?
No decurso da minha atividade profissional, tenho o hábito de criar manuais de procedimentos, com bastante detalhe. Quando comecei a explorar o tema “Euromilhões”, fiz algo semelhante e quando ía para aí na 5ª página, lembrei-me: - “Será que isto pode dar um livro?”. E deu!

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
É uma sensação agradável de sentir a inspiração a fluir e a escrita a dar-lhe sequência.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Diretamente não mudou grande coisa, a não ser a maior facilidade em visualizar, no dia-a-dia, livros potenciais e quando isso acontece crio um diretório novo no meu computador, com algumas anotações. Indiretamente mudou com a criação de uma sociedade de Euromilhões, em simultâneo com o lançamento do livro, cuja gestão me ocupa algum tempo.

E enquanto escritor, o que tens aprendido?
Que apesar de não ser impossível, não é fácil viver só da escrita.

Como definirias a escrita na tua vida: um passatempo, uma necessidade ou um acaso? 
Acabou por ser um acaso, decorrente da facilidade em lidar com números e do gosto pela escrita.

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Formaste-te em Contabilidade e é evidente que esta formação teve impacto na tua escrita, assim surgiu, O que faria se ganhasse o Euromilhões. Podes falar-nos um pouco sobre esta obra?
Para além dos critérios mencionados ao longo do livro, é um convite às pessoas para criarem critérios nas suas apostas, manterem-se fiéis a esses critérios e esperarem que mais tarde ou mais cedo resultem. Explica alguns fundamentos do Euromilhões e tem uma componente solidária, relacionado com os Sem-abrigo, que me diz muito e espero que um dia venha a ser possível de concretizar. Seria um enorme legado!

Como nasceu a ideia para este livro?
Nasceu quando um dia, como toda a gente a fazer apostas, criei um folha de excel, para anotar os resultados dos últimos sorteios e apercebi-me de algumas curiosidades. Era um ficheiro com os 50 números e com as 12 estrelas, da esquerda para a direita, e os números que tinham saído estavam a amarelo, para terem maior visibilidade.

É, sem dúvida, um livro pioneiro em Portugal. O que te levou a escrever esta obra?
Foi todo o conjunto de circunstâncias já mencionadas, que depois foi sendo complementado com algumas descobertas, que teve aceitação de algumas editoras e veio a concretizar-se no livro, em colaboração com a Emporium Editora.

Qual tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
As reações que tenho não são muitas, mas são muito positivas e aparentemente sinceras. É mais fácil convencer alguém a entrar para a sociedade do Euromilhões, do que a comprar o livro ou dar uma opinião. Espero que com esta divulgação possa contar com mais reações, incluindo também a da Oficina da Escrita.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
É estranho que eu gosto imenso de escrever, mas leio muito pouco. Apesar de não ser praticante, talvez escolhesse a Bíblia.

Se tivesses de escrever num género literário diferente, a qual desafio te proporias? 
Escrever um género literário diferente é sempre um desafio à inspiração. Já tive uma experiência com um pequeno conto, ainda não editado, em que tive que me esforçar bastante, para tentar corresponder às expetativas. Talvez tentasse literatura infantil, romance ou aventura.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro? 
Muita persistência atrás de 5 números e 2 estrelas! E talvez novos livros, daqueles que já anotei, ou outros.

Descreve-te numa palavra: 
Persistência.

sábado, 9 de novembro de 2019

A Vingança dos Sentidos, de Sérgio Carvalho

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A Vingança dos Sentidos é uma obra do autor, Sérgio Carvalho, e foi publicada em agosto passado, pela Chiado Books.

Este livro compila vários trabalhos do autor, de diversos géneros, desde a poesia, às reflexões e aos contos, o que o torna bastante apelativo.

Foi muito interessante descobrir as várias faces literárias do autor, que com facilidade se adapta a diferentes géneros.

A poesia e a prosa são descomplicadas e de leitura fácil, versam sobre a vida e sobre o mundo que o rodeia.

Os contos podem, inclusive, serem lidos pelo público mais jovem, devido à sua simplicidade e cariz jovial.

O livro lê-se rapidamente, é curto e não aborrece o leitor, podendo até ser lido de forma aleatória. Uma leitura diferente, agradável e bem-humorada, ideal para estes dias chuvosos.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Perdido (S)em Ti, de Lindolfo Cunha

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Perdido (S)em Ti é uma obra do autor português, Lindolfo Cunha, cujo trabalho é bastante conhecido nas redes sociais, onde mais de 18 mil pessoas o seguem atentamente.
Nesta sua primeira obra publicada, cujo nome surgiu a propósito do título da página que gere no Facebook, podemos encontrar muito do que encontramos nas redes sociais e outros tantos trabalhos inéditos.
A leitura deste seu livro faz-se com facilidade e é agradável, fluída.
Os seus textos são pejados de emoção, com mensagens simples e ternas que podem – e devem – ser levadas para a vida.
É fácil identificarmo-nos com as palavras do autor, tão marcadas por múltiplos sentimentos, tão iguais e, simultaneamente, tão distintos, mas que todos vivenciamos em algum momento das nossas vidas.
À semelhança de alguns autores muito conhecidos do público, Lindolfo apresenta-nos uma escrita simples e direta, que conquista o leitor.