segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A Sombra de Undbrakhar, de Caius Augustus

A Sombra de Undbrakhar (COMPRAR NA AMAZON) é o mais recente título do autor Caius Augustus, cujo livro anterior, Faces, já foi também partilhado por aqui. O autor já esteve, inclusive, em entrevista ao blogue e hoje venho apresentar-vos a sua obra que acabou de «sair do forno».

A Sombra de Undbrakhar segue a linha do livro anterior, é uma obra do género fantástico e promete conquistar os leitores.

Ao longo de quase trezentas páginas acompanhamos o jovem Mitsupilyk, a fada Whendy e o duente Hejshtar na sua demanda para resgatarem as terras da autora da sombra que as obscurece e que está prestes a colocar em perigo o mundo que eles julgavam conhecer.

A jornada dos heróis traduz-se em momentos de grande emoção, amizade e luta que culminam numa narrativa entusiasmante, com reviravoltas intensas e muita magia.

A escrita simples do autor é um ponto forte aliada aos capítulos curtos que tornam a leitura fluída.

Ilustrações bonitas e agradáveis vão pontuando a história, conferindo mais magia à leitura.

Uma obra a não perder.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A Queda do Véu, de Maura Sarmento Fernandes

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A Queda do Véu é o primeiro livro de poesia da autora portuguesa Maura Sarmento Fernandes e foi uma das leituras deste mês e foi publicado em maio deste ano.

Num registo que apesar de simples, é sensual e direto, a autora escreve poesia sobre o amor, sobre as relações, sobre a paixão e outros tantos sentimentos que nos são bem conhecidos.

Não ficamos indiferentes à linguagem da autora que é um misto de ternura e sensualidade, que nos faz suspirar e sorrir.

Este é um livro de poesia de leitura fácil e fluída, os poemas versam sobretudo sobre as emoções, os sentimentos e na forma como o ser humano vive esse turbilhão de sensações tantas vezes indescritíveis, mas que, sem dúvida, a todos são comuns.

Desmedidamente é um dos meus escolhidos, pela mensagem, pela simplicidade e pela profundidade que surgem em igual medida e que desmedidamente nos emocionam e se entranham no leitor. Uma leitura que vale a pena!



quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Na ponta dos dedos com... Maura Sarmento Fernandes


Olá Maura, bom dia. É um gosto enorme poder conhecer-te melhor e apresentar-te
aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-te esta questão: Como é que a escrita entrou na tua vida?
Como definir algo que apenas sempre permaneceu na nossa vida, mas que ainda não possuía ferramentas para o executar?
Sempre existiu o desejo de o fazer, embora com a inocência de uma criança…que floresceu com a rebeldia da juventude e ganhou asas na idade adulta.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
A escrita acresceu a liberdade de comunicar e me expressar sob uma muda forma, mas bem mais ensurdecedora que uma longa conversa ou um grito.

E enquanto escritora?
Escritora? Não me considero uma escritora, apenas uma autora publicada.
Sou uma mulher que tem uma paixão que se chama escrita, cujo objectivo é a partilha e o desejo que de alguma forma se identifiquem com a mesma.

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Em maio publicaste o teu primeiro livro, A Queda do véu. Pode falar-nos um pouco sobre ele?

A Queda do véu, surgiu numa necessidade de partilha pessoal em suporte físico, uma forma de perpetuar os meus “desabafos”.
Resume-se a um conjunto de “escritos” muito intimistas, alguns com um carácter mais ousado, mas acima de tudo é um convite a entrar num mundo de emoções e sensações.
Numa partilha honesta e sem preconceitos, em que se espelha claramente a queda de um véu que insistiu em permanecer por mais de quatro décadas e que finalmente deslizou em chão firme e sem máscaras.

É um livro de poesia. O que te motiva a escrever neste género?
A poesia é a forma mais imediata de partilhar o que aqui dentro vai.
Obviamente que não numa perspectiva de consumo…mas sempre numa visão de tentar fazer sentir…reagir…despertar…refletir…

Maura, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sentes quando escreve?
Eleva-me…faz-me viajar dentro de mim…transporta-me para todos os cenários que assim entender…permite-me ser quem eu quiser…e fazer o que me der “na real gana”.
É um prazer unicamente meu naquele momento de entrega e descoberta.
Um deleite!

Tens algum ritual de escrita?
Não posso dizer que seja um ritual, mas tento sempre escrever os meus escritos primeiramente em suporte papel, excepto mesmo quando não o posso fazer é que recorro às modernices.
E também por norma, a maior parte dos textos escrevo na madrugada…tem uma magia inexplicável e naquele momento é unicamente minha.

Se só pudesse ler um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Não concebo uma limitação e castração desta natureza.
Mas tentando responder à sua questão, sem dúvida não resistiria ao brilhantismo de Fernando Pessoa e seus tão “sui generis” heterónimos com as suas dicas na obra “ Como viver (ou não) em 777 Frases de Fernando Pessoa” numa publicação da Quetzal.

Que outros trabalhos já realizaste no âmbito da escrita?
Tive durante dois anos um blog de divulgação dos meus escritos, que entretanto encerrei.
Fora isso, muitos  “escritos” na gaveta à espera da luz do dia.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
A escrita é uma necessidade com efeitos muito positivos de enriquecimento pessoal e um passatempo porque a minha vida profissional e pessoal não permite que seja mais do que isso.

Quais as tuas perspectivas para o futuro?
Não penso nisso, tenho uma natureza com pés bem assentes na terra…abraço toda e qualquer repercussão positiva que daí advenha…mas sem expectativas e castelos de areia, no velho cliché “ um dia de cada vez”!
Afinal…o que é por gosto não cansa!!!

Se tivesses de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual te proporias?
Já me propôs! Estou a escrever um romance com uma componente mais ousada!
Mas sendo a escrita algo que depende de tempo e espírito disponível…levará algum tempo.

Descreve te numa palavra:
Observadora

Borboletas ao Luar, de Sandra Silva

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Borboletas ao Luar é um livro de poesia da jovem autora portuguesa, Sandra Silva, recentemente publicado sob a chancela da Emporium Editora.

Conheci a autora através do Facebook e foi muito agradável privar e conversar com ela, conhecer a sua história de vida foi também um dos elementos que me fez agarrar à leitura do seu livro.

Borboletas ao Luar não é um livro grande, mas é um livro de poesia, e há algum livro de poesia que não seja grande em emoção?

Ler poesia não é algo que se faça por divertimento, para relaxar ou descontrair, ler poesia é para quem deseja conhecer a alma, conhecer-se interiormente, para quem deseja ser resgatado para um mundo que não sendo nosso, terá sempre tanto de nós, porque a poesia é bela e delicada, emociona e entranha-se. Assim descrevo a poesia da Sandra.

Fiquei surpreendida com vários dos seus poemas, gostei da introdução da sua obra, onde a autora, de certo modo, nos explica a sua decisão de chamar ao livro, Borboletas ao Luar. Particularmente, gosto imenso de borboletas, não foi por acaso que tatuei uma na minha pele, as borboletas apelam à transformação, e este livro é isso mesmo, um apelo à nossa transformação.

Com uma linguagem muito simples e direta, terna e delicada, as rimas são uma constante e impressionam o leitor.

A dor do passado, Poesia, poesia e Deixa o teu sorriso brilhar são alguns dos meus preferidos. Este livro foi uma surpresa maravilhosa!

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Yoga e Maternidade, de Susana Lopes

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Yoga e Maternidade é um livro da autora portuguesa Susana Lopes, recentemente publicado pela Chiado Books.

Considerado um dos primeiros livros do género em Portugal, nele a autora aborda de uma forma simples, direta e prática, os benefícios do Yoga para o bebé e para a mãe quer durante a gravidez, quer após.

O livro está dividido em cinco partes, sendo que na primeira, a autora apresenta-nos as bases do Yoga, na segunda parte, a autora fala-nos da anatomia e fisiologia da mulher e do parto, na terceira parte fala-nos dos principios básicos para a prática do Yoga, na quarta parte fala-nos das técnicas do Yoga adaptadas à gravidez e por fim, na quinta e última parte, a autora dá-nos a conhecer o Yoga Sádhaná e apresenta-nos três aulas para as três fases da gravidez.

Este é um ótimo guia prático para as grávidas, para aqueles que gostam de Yoga, para quem pratica e também para os sedentos de conhecimento.

Com uma linguagem acessível, a autora prende o leitor às páginas do seu livro, e garante-nos um profundo conhecimento sobre o Yoga e a sua potencial importância durante a Maternidade.


A narrativa dividida por partes aliada ao facto do livro ser composto por imagens da própria autora, da sua gravidez e da sua prática do Yoga culminaram nesta obra que é, sem dúvida, uma excelente leitura e um guia essencial para o leitor.