sexta-feira, 6 de julho de 2018

Na ponta dos dedos com... Catarina Rodrigues

Catarina Rodrigues
Catarina Rodrigues é autora do título «1001 Coisas que Nunca te Disse» publicado recentemente pela Oficina do Livro. 


O livro marcou-me pela intensidade da sua história e pela sua linguagem sem filtros, forte e direta.  

Na entrevista que se segue, a Catarina partilha algumas curiosidades sobre si e a sua vida enquanto escritora.


Como é que a escrita entrou na tua vida?

CR: A escrita entrou na minha vida muito cedo. Acho que, antes de saber escrever, já escrevia. Em pequena, tinha o hábito de ficar horas e horas sozinha a observar as pessoas, as ruas, o quotidiano e lembro-me que imaginava mil histórias e pensava como seriam as suas vidas, os seus sonhos. Tinha nove anos quando escrevi a primeira história. Era sobre amizade entre uma boneca japonesa e um pessegueiro do quintal dos meus avós. Comecei a escrever histórias para os entreter durante os serões. Depois, comecei a escrever na escola para os meus colegas e professores. Sentia que as minhas histórias os divertia e emocionava. Rapidamente percebi que escrever era o que me dava mais prazer. E comecei a escrever a toda a hora e em todos os lugares.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?

CR: Liberdade! Sem dúvida. A minha escrita é a minha voz. É o meu grito de liberdade. É a escrever que me sinto real. É o meu elemento. É onde há espaço para existir. Sem medo.

Tens algum ritual de escrita?

CR: Não tenho nenhum ritual específico. Como tenho uma vida profissional muito agitada tenho pouco tempo para escrever. Escrevo sempre que encontro um bloco livre: nas pausas de almoço, enquanto espero pelos transportes públicos, nos transportes públicos. Escrevo muito à noite. Até altas horas da madrugada. É o meu momento preferido: no silêncio da noite. É quando as ideias estão mais vivas e fervilham. Gosto de sentir o papel. Mas a maioria das vezes escrevo no computador ou no bloco de notas do telemóvel para o processo ser mais eficiente. Há dias em que estou tão cansada e em que escrevo deitada na minha cama. Mesmo cansada vale a pena. Escrever vale sempre a pena. Mesmo quando não produzimos nada brilhante. Escrever é o que vale mais a pena e é o meu momento preferido do dia. Um dia sem escrever – sabe a pouco.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?

CR: Uma necessidade, sem dúvida. É a fiel companheira de anos e anos. E foi ela que me manteve viva em momentos mais difíceis. A escrita mostrou-me sempre o caminho. Com a escrita sei que há sempre um caminho novo. Posso sempre escrevê-lo. ;)

1001 Coisas que Nunca te Disse, Junho 2018
COMPRAR AQUI

Durante a leitura do teu primeiro romance «1001 Coisas Que Nunca Te Disse», perdura no leitor, a sensação de que há ali algum cunho pessoal. É verdade? Ou meramente ficção?


CR: Há um grande cunho pessoal, sim. Tem muito de mim e da minha história. Comecei a escrever o meu livro em 2013 após a rutura de um relacionamento. Foi muito duro. Dos momentos mais difíceis da minha vida. Na altura, eram apenas cartas que escrevia para ele e que um dia pensava em entregar-lhe. Mas depois o livro ganhou outra dimensão. Deixou de ser a minha história e passou a ser a história de outras mulheres. De várias mulheres. Mulheres que conheci em várias viagens pelo Mundo e que me inspiraram. Quis dar-lhes voz na minha história e garantir que não eram esquecidas. Esta história poderia ser a minha história. Ou a tua história. Somos muito mais parecidos do que julgamos e estamos todos ligados. Partilhamos histórias diferentes na mesma narrativa.  

O que gostarias de partilhar sobre o teu primeiro romance?

CR: Foi uma experiência maravilhosa. Tudo. Desde a conceção da ideia, as longas noites a escrever, o primeiro contacto com a minha editora, o trabalho que fazemos em conjunto. É emocionante lembrar-me de tudo. Escrever um romance é um caminho árduo e solitário. Cheio de aventuras. Altos e baixos e questionamentos. Mas digo com a certeza absoluta que vale a pena. Vale a pena cada minuto. Sinto-me viva e muito feliz por ver o meu livro publicado e nas mãos de outras pessoas. É maravilhoso.

Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?

CR: Para além da escrita, tenho o meu emprego a full time que também adoro e me realiza. Trabalho como business analyst na área de tecnologias da informação. Também sou formadora de soft-skills. Dou formações na minha empresa e em NGOS. Adoro desenvolver pessoas e ajudá-las a tirar o máximo partido do seu potencial. É isto que as soft-skills fazem. São skills transversais a todas as áreas profissionais que permite as pessoas evoluírem, trabalharem em equipa (o que é cada vez mais importante) e brilharem também pessoalmente.  É isto que me apaixona. Dou formações em tópicos como: presentation skills, communication, feedback, time management, conflict solving.

Sou completamente viciada em artes aéreas e pratico Pole Dance e, ocasionalmente, outros aéreos como a lira e o trapézio. Adoro. Sinto-me livre e viva. A vida é muito mais interessante de cabeça para baixo. (risos)

Também gosto muito de teatro, música e cinema. Pratiquei teatro durante muitos anos. Quanto à música, sempre fui uma cana rachada. (risos)

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?

CR: O meu tema preferido é o universo feminino. Sem dúvida que é o que me apaixona mais. Comportamento humano é o que mais me atrai e estimula. Falar de emoções, sentimentos. Falar de dor como ferramenta de crescimento. De sonhos. Da coragem de lutar. De liberdade no seu sentido mais puro e verdadeiro. Falar de temas mais provocatórios e que, por vezes, nos incomodam como o perdão, a reconstrução. De propósito e escolhas.

Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?

CR: Considero fundamental. É uma ferramenta de trabalho e de puro prazer. A leitura inspira, abre portas para novas ideias e questionamentos. E é isso que um escritor precisa. Esse estímulo que a leitura dá é delicioso. Durante a edição do livro, estive muito tempo sem ler porque receei que pudesse ficar colada a outras ideias. Agora é o que tenho mais vontade de fazer. Já tenho uma lista de livros que me recomendaram ou chamaram a atenção para colocar em dia.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?

CR: Tão difícil. Só posso mesmo escolher um? Seria possivelmente “O retrato de Dorian Grey”, um dos meus livros preferidos. Se pudesse escolher um autor seria o Kundera, sem dúvida.

Quais as tuas perspetivas para o teu futuro enquanto autora?

CR: Quero continuar a escrever. Muito, a toda a hora. Em todos os lugares! Viajar e escrever é tudo o que eu preciso.

Pensas em publicar um segundo livro?

CR: Sim, espero vir a publicar muitos e muitos livros. Livros diferentes e ousados. Que provoquem uma verdadeira revolução. Já tenho ideias para os próximos e já comecei a escrever uns rascunhos para o segundo livro.

Apenas numa palavra, descreve-te:

CR: Coragem.

Obrigada à Catarina Rodrigues pela sua simpatia e disponibilidade
Faço votos de que venham mais livros e o sucesso merecido! 

Letícia Brito

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Amaury Barroso em entrevista sobre a sua carreira literária

Amaury Barroso

Amaury Silva, apresenta-se sob o pseudónimo Amaury Barroso. Tem 47 anos, é natural de Rio Casca/MG, Brasil. Graduado e especializado em Direito. Mestrado em Estudos Territoriais (Criminologia e Direitos Humanos). É poeta,  professor e magistrado em Minas Gerais.
Já publicou alguns poemas avulsos em revistas, jornais e colectâneas, bem como 12 obras na área jurídica.
A sua obra mais recente O Livro dos Folguedos, foi publicado em 2015 com a Chiado Editora.

✍ Como te iniciaste na escrita? 
Desde criança, ainda com 11 e 12 anos comecei a escrever poemas e contos, mobilizado pelas experiências literárias escolares e tendo como ponto de partida a liberdade infanto-juvenil.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal? 
Tem muita conotação pessoal, ao lado do lúdico, do fantástico e da elevação. Há o reflexo de situações vividas por mim e pelos integrantes do meu círculo de relações.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Possibilitou um maior controlo com as pressas da vida. Uma desaceleração contemplativa que permite um olhar mais comprometido com o que pode ser transformado para o bem.

✍ O que sentes quando escreves?  
Uma convicção plena de que a humanidade é uma permanente busca pela superação da nossa insuficiência.

✍ O que é mais prazeroso na escrita? 
A probabilidade de ser lido.

✍ Qual é a maior dificuldade que sentes quando estás a escrever? 
A obtenção de respostas sem a mediação do leitor. O saber que o escrito é incompleto e depende da ação do leitor. Ao mesmo tempo essa situação é o desafio que move o interesse pela escrita.

✍ Tens algum ritual de escrita?
Busco sempre um ambiente de silêncio para a escrita.

✍ Consideras a escrita uma necessidade ou um passatempo?
Um oxigénio.

✍ Como encaras o processo de edição em Portugal?
Excepcional o trabalho da Chiado ao transcender a cena europeia e proporcionar uma verdadeira aproximação entre as nações que tem o português como idioma pátrio. Fortalece a integração, a cultura, a língua para os povos desses lugares como o Brasil e a África.

✍ Estás em constante contacto com o público, como vives isso?
Sempre busco a interacção com o público. Essa aproximação é fundamental para se entender a dimensão do próprio trabalho e é decisivo contributo para a autocrítica. As redes sociais tem permitido uma ampliação significativa desse processo..

✍ O feedback é positivo?
Tenho vivido algumas situações enriquecedoras. Ainda há dias, depois de publicar o poema O Choro de Obama (o poema é uma elegia ao desarmamento) em uma rede social, um dos leitores comentou que o mote e a organização dos versos já existiam em forma orgânica e eu consegui ser o artífice de fazê-los eclodir naquele momento. Isso me levou à conclusão de que o leitor estava absolutamente certo: toda escrita existe em estado potencial.

✍ Como encaras as criticas, de foro negativo ou positivo, quando elas surgem?
Entusiasmo com as positivas, mas sem deslumbramento. Reflexão e coragem com as negativas, para não desistir da utopia que é escrever.

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Busco questões existenciais, mas a partir de situações concretas. Por isso, os temas são bem eclécticos, mas os ingredientes do amor e ódio, paz e guerra, pátria e o eu, estão sempre presentes.

✍ Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?
Sou incessante leitor. A leitura é a prática que revela o sensorial do ser humano. É o mecanismo que autoriza a sua racionalidade e o diferencia no emocional dos outros seres vivos. Sem o conteúdo da leitura nos igualamos às coisas, com ela somos sujeitos.

✍ Que livro recomendarias?
Sugiro o romance de Chico Buarque: O Irmão Alemão. Terminei a leitura há alguns dias e achei que a articulação da realidade histórica com o elemento fantástico no enredo teve um resultado extraordinário.

✍ Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
Difícil... Talvez, Em Busca do Tempo Perdido, Proust.

O Livro dos Folguedos, Chiado 2015

✍ O que gostarias de partilhar sobre as tuas obras?
Meus escritos só almejam o reconhecimento de que é pela comunicação literária que os caminhos da cultura e da arte efectivamente servem ao homem e à vida.

✍ Como tem sido a tua experiência com a tua editora?
Construímos uma boa relação de apoio e solidariedade que resulta em segurança para a construção e desenvolvimento dos projectos. O diálogo é fácil e objectivo. O resultado é satisfatório para as expectativas iniciais e tende a ser permanentemente promissor.

✍ Quais as tuas perspectivas para o futuro?
Espero poder dedicar mais tempo à literatura. Atualmente minha actividade profissional como magistrado impõe uma redução do tempo dedicado à escrita. Lógico que os novos escritos sempre continuam a ser produzidos.

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
Família e o direito.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
Quero agradecer a atenção dos amigos e reafirmar propósitos bons no sentido do estreitamento dessa amizade e maior proximidade para uma rica vivência literária.

✍ Quais os teus objectivos enquanto escritor?
Colaborar para uma visão mais leve e positiva do mundo, pessoas e da vida, enfim, contribuir para a utopia boa.

✍ Apenas numa palavra, descreve-te:
Libertário.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

"A Melodia da Minha Alma" promete ser uma injecção forte de emoções para o leitor, descobre a mulher por detrás das palavras | Joana Brito

Joana Brito, Julho 2016
Letícia Brito ©

Joana Brito tem 30 anos, prepara agora a sua primeira obra A Melodia da Minha Alma, cujo lançamento está para breve. Concluiu o 12º ano em Económico-Social, e à parte ainda realizou outros cursos. É uma jovem pacense que reside atualmente na Costa do Marfim com o marido e a filha. 
Mãe a tempo inteiro, esposa dedicada, cuida da casa e tem pela escrita uma grande paixão. 
Joana gosta de ouvir música e gosta de cantar, embora me tenha revelado que a voz não é tão dotada quanto a criatividade que lhe inunda as veias. Afirma que de todos os passatempos que possuí, tal como ler e manter-se atualizada sobre o mundo, a escrita é o seu preferido. Um refúgio e uma diversão, assim descreveria a escrita na sua vida. Joana gosta de estar entre a família e os amigos, gosta de assistir séries e filmes e ir ao cinema. 
Nutre um carinho especial pela arte dos doces, gosta de prepará-los, decorá-los e especializou-se em diversos cursos de Cake Design.
À parte de tudo isto, o gosto por apresentar esta escritora no meu blogue, é ainda maior, tendo em conta os laços de sangue que nos unem. Uma das suas respostas surpreendeu-me e hoje partilho convosco a entrevista que lhe realizei.

✍ Como te iniciaste na escrita?
Desde miúda que escrevo, desde a escola onde escrevia cartas para as minhas amigas e fazia aqueles versos que hoje ao ler me arrancam sorrisos simples.
Escrever para mim foi sempre uma forma de me expressar, um refúgio.
Já escrevi para um Jornal concelhio Tribuna Pacense, desde cartas a artigos de opinião.
Não sei de onde surgiu esta paixão, só sei que desde que me lembro adoro escrever, brincar com as palavras.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal? 
Os meus textos têm de tudo, desde ficção à realidade vivida por mim. Uns são puros outros levam uma boa dose de devaneios.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Sou uma pessoa simples, que acredita no verdadeiro amor e no poder do amor na minha vida. Sonhar é algo que a escrita me provou ser maravilhoso, porque posso passar todos os sonhos para um papel e fazer deles o que realmente queria.
Escrever mostrou-me o que o melhor da vida não tem preço.
Sou dedicada e apaixonada, muito emotiva. Acho que escrever faz sobressair esse meu lado. Sou uma pessoa de fé e mesmo que a vida me ponha à prova eu nunca desisto pois acredito sempre num amanhã melhor.

✍ O que sentes quando escreves?
Quando escrevo sinto liberdade, posso ser eu sem ser. Posso fazer do mundo, da vida e dos sentimentos aquilo que quero e acho que não existe nada melhor do que fazeres algo que te oferece tamanha sensação de liberdade.

✍ O que é mais prazeroso na escrita?
Na escrita tudo é prazeroso, escrever dá-te uma infinidade de sentimentos, dá-te o poder de amassar o papel quando algo não está do jeito que querias, dá-te o poder de inventar, de exprimir a tua dor ou felicidade. Escrever é vida.

✍ Qual é a maior dificuldade que sentes quando estás a escrever?
A maior dificuldade é quando tentas escrever e não consegues dar sentido às palavras. Acho que para qualquer escritor o bloqueio é algo de muito triste.

✍ Tens algum ritual de escrita?
Ando sempre com papel e caneta para poder passar para o papel algo que surja do nada. Para mim isso é essencial.

✍ Consideras a escrita uma necessidade ou um passatempo?
Para mim escrever é conjugar as duas coisas. Sinto naturalmente uma enorme vontade de escrever e prazer ao fazê-lo.

✍ Como encaras o processo de edição em Portugal?
Não considero fácil, deveria haver mais ajuda para os escritores, não acho que escrever um livro em Portugal seja valorizado e apoiado como deveria.

✍ Em breve estarás em constante contacto com o público, como achas que viverás isso?
Acho que lidarei de forma muito natural, simples. Ao princípio talvez não seja fácil pois não estou habituada a isto mas penso que será muito especial e prazeroso e será uma forma de me enriquecer como pessoa.

✍ O feedback é positivo?
Penso que sim. Considero que tenho tido sorte. Agradeço a todos que gostam do que escrevo e todas as suas mensagens. Significam muito para mim, pois conseguir transmitir o que escrevo e ser tão bem recebido não tem preço.

✍ Como encaras as criticas, de foro negativo ou positivo, quando elas surgem? 
De uma maneira em geral encaro bem, pois tanto as boas quanto as más significam que de alguma forma toquei o coração daqueles que seguem o que escrevo. E isso é o que realmente importa.

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Abordo um pouco de tudo mas tenho tendência para escrever sobre o amor pois é o sentimento que me move.

✍ Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?
Tenho. Mas acho que deveria ler mais. Acho que ambas as coisas estão interligadas, mas sempre podem ser feitas em separado.

✍ Que livro recomendarias?
“O Segredo”, pois é simples e de fácil leitura e ainda funciona como um livro de auto-ajuda, para mim foi muito bom.

✍ Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
Nos Braços do Vagabundo de Letícia Brito, porque identifico-me com a história e acima de tudo pelo facto de abordar temas que para mim são especiais como o amor e a depressão. Além do mais é um excelente romance que terão o privilégio de ler.

A Melodia da Minha Alma, Joana Brito
Chiado Editora
✍ O que gostarias de partilhar sobre a tua primeira obra?
Já partilhei, a capa pois ela é o meu primeiro bebé, quando a vi pela primeira vez meu coração disparou, foi muito bom ver um sonho nascer e dar os seus primeiros passo. Espero que gostem tal como eu.

✍ Como tem sido a tua experiência com a tua editora?
Tem sido boa, é novidade para mim e quero tudo perfeito e temos trabalhado em conjunto para que isso seja possível e até agora tudo muito bem.

✍ Quais as tuas perspectivas para o futuro?
Eu penso muito no futuro, às vezes acho que um pouco de mais, mas faz parte da vida sonhar e planear o futuro, se assim não fosse qual seria o sentido da nossa caminhada cá. Espero apenas ter saúde e estar com a minha família, rodeados de muito amor e quem sabe a ler o meu livro aos meus netinhos, claro que ainda falta muito e até lá espero quem sabe encher a estante da sala com mais do que um exemplar dos meus. Sonhar faz bem.

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
Adoro fazer bolos, já fiz vários workshops e é uma grande paixão. Adoro embelezar as mesas e dar-lhes sabor. Quem sabe um dia terei a minha lojinha de bolos também.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
Que nunca desistam, pode estar difícil e tudo pode parecer não ter solução, mas nunca percam a fé e a esperança. Não se cansem de dar amor pois ele é a base de tudo. E claro como sempre digo, Sejam Felizes.

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritora?
Por agora quero que este primeiro dê certo, que toque no coração de quem o ler, quero que sintam como se fosse parte de vós. E claro, já penso noutro, mas acho que faz parte da veia de escritora, sempre com a caneta e o papel na mão e uma mente cheia ideias para passar para o papel. Espero que gostem.

✍ Apenas numa palavra, descreve-te: 
Sonhadora!

O que dizem sobre o livro...

A Melodia da Minha Alma leva-nos numa escrita de puros sentimentos. Cada palavra é sinónima de sensações vividas na flor da pele pela escritora. Escrever é muito mais que desenhar símbolos. É transportar cruamente aquilo que somos, vemos e sentimos de forma harmoniosa. Joana Brito faz isso de forma espetacular.
- André Alves Pereira, autor da obra Simplesmente, Esperança

Uma escrita muito intimista, muito cheia de amor, muita sensibilidade que nos leva a lugares recônditos e idílicos onde muitos de nós não estivemos mas que gostaríamos muito de ter estado. Falamos de um amor maior correspondido onde sempre que a distância os afasta esse amor é ainda maior e mais intenso.
Uma escrita leve, repleta de emoção que nos faz acreditar que o amor existe e é possível.
Nos dias que correm, onde o individualismo e o narcisismo são uma constante depararmo-nos com um amor assim é uma bênção.
Parabéns Joana Brito por nos brindar com esta obra que para além de enriquecer a nossa literatura, nos abre novos horizontes.
- Maria Israel, autora d'A Redenção de Guadalest

A Melodia da Minha Alma não é apenas mais um livro... é uma narrativa comovente, composta por diversos poemas que retratam vivências pelas quais muitos de nós já passamos, ou quem sabe, passaremos.
É um livro profundo, cativante, mas sobretudo muito realista.
Um livro que me fez chorar, sorrir, pensar, sonhar... que me fez recordar o passado, lidar com o presente e encarar o futuro.
Não se tratam apenas de poemas, pois a autora à sua maneira, promove ensinamentos, para que possamos "aprender" a lidar com várias situações na vida. Com vitórias e adversidades, com alegrias, com perdas e conquistas... e muito mais...
Recomendo vivamente esta obra!
- Ana de Carvalho, autora d'O destino assim o quis e Sete dias - sete contos

“É tão simples o meu amor, amo-te porque te amo…” Joana Brito consegue mostrar-nos a essência da vida através do seu infindável carinho e amor. Para ela o amor é o caminho da felicidade mais sublime, com fortes laços que a prendem eternamente à família. Cada recanto deste livro está recheado de sonhos, alegrias, lembranças e esperanças, conseguindo captar a atenção do leitor da primeira à última página.
- Lí Marta, autora de dois romances

A bloguer,
Letícia Brito.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Ana de Carvalho, autora de duas obras, prepara agora a sua terceira! | Entrevista

Ana de Carvalho

Na entrevista que deu anteriormente para o blogue revelou estar a preparar uma obra numa vertente mais solidária e baseada numa história verídica. Depois de um romance e um livro de contos infantis, o que podemos esperar desta nova obra?
Bem, desta obra podemos esperar muita coisa. Como é um livro com uma vertente solidária, espero conseguir atingir um enorme volume de vendas para poder ajudar esta criança. Espero também conseguir tocar nos corações de todos os portugueses, que comprando ou não o livro, ajudem de alguma forma a Joana. Por outro lado, pretendo ainda alertar as pessoas para o facto de existirem um número enorme de crianças com problemas de saúde, cujos pais não têm posses monetários, e que todos nós devíamos sentir-nos um pouco na obrigação de ajudar. 

✍ E título? Teremos o gosto de o desvendar agora, ou ainda o manterá no “segredo dos deuses”?
Em breve deixará de ser segredo… por isso podemos divulgar. O título é “Nicajoaninha”.

✍ Para quando está previsto o lançamento desta sua terceira obra?
Nunca se conseguem prever as datas, mas quero acreditar que não demorará muito e em breve a obra estará nas bancas.

✍ Tendo em conta que já vai a caminho do terceiro livro, como se sente e define enquanto escritora?
A nível pessoal continuo a mesma pessoa. Mas claro que a “Ana” enquanto escritora cresceu muito desde o lançamento da primeira obra. As exigências aumentaram, eu própria sou cada vez mais exigente comigo e mais crítica em relação ao meu trabalho. Começo a acreditar cada vez mais nas minhas potencialidades enquanto escritora.

✍O contacto com o público é uma constante. Lembrando que referiu na entrevista anterior que esse mesmo contacto a cativava, como tem sido viver esse contacto?
Continuo a achar o contacto com o público cativante, mas somente quando as pessoas querem realmente saber do nosso trabalho e não da nossa vida pessoal. Não vou dizer que a vertente de sermos conhecidas têm apenas coisas positivas, pois há pessoas que de uma maneira ou outra acabam por ser inconvenientes, mas de um modo geral continuo apaixonada pela escrita e pelo público.

✍ No meio em que se encontra inserida atualmente, as criticas sempre surgem, sejam elas de foro negativo ou positivo, qual o proveito que tira de ambas?
Eu não ligo muito às críticas. Sinceramente acho que os que falam mal são aqueles que nunca escreveram nada na vida, por isso, ignoro. Se as críticas forem positivas ótimo, se forem negativas feitas por alguém do meio e com juízo de causa para falar, aceito muito bem e procuro melhorar. Se for daqueles que pouco ou nada percebem, não ligo… a inveja é tramada.

✍ A sua página oficial tem alcançado números bastante positivos, acha importante este meio de divulgação?
É verdade e agradeço a todos os que têm feito a minha página crescer. Esta divulgação é essencial, é através dela que basicamente as pessoas conhecem os nossos trabalhos, as nossas conquistas e derrotas e os nossos desabafos. 

✍ “Um dia disse: vou escrever um livro.” Foi esta frase que na entrevista anterior revelou e foi essa mesma frase que lhe deu incentivo e mostrou que era capaz de tal, imaginar-se-ia já nessa altura, a escrever outros dois?
Nesta vida aprendi que não há impossíveis. Sou uma lutadora e enquanto for viva continuarei a escrever.

✍ Como tem sido a relação com a sua editora? Recomendaria a outros autores?
A minha relação com a editora é uma relação saudável. É uma grande Editora que eu respeito, mas em que sinto que sou respeitada. Óbvio que recomendo a futuros autores, por isso, é que iniciei o meu percurso na Chiado e onde espero continuar por muitos e longos anos.

✍ Qual a mensagem que gostaria de deixar aos seus amigos, conhecidos e seguidores?
Amigos e família obrigada por tudo. Para vocês também foi uma aventura descobrir que a vossa amiga era escritora, mas eu sou assim… uma caixinha de surpresas. Aos meus seguidores, adoro-vos. O vosso apoio tem sido fundamental. As vossas palavras de carinho são a minha maior motivação. Continuem a gostar de mim, porquê eu nunca deixarei de gostar de vós.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

André Alves Pereira, o autor de Simplesmente, Esperança

André Alves Pereira tem 31 anos. Nascido e criado no norte de Portugal, mais concretamente em Guimarães. É um orgulhoso nortenho das suas tradições e peculiaridades. Estudou na Escola Superior de Turismo e Hotelaria (IPG), trabalhando atualmente no setor do Turismo. A escrita sempre foi uma das suas paixões, marcando assim a sua estreia com o romance “Simplesmente, Esperança”.

Simplesmente, Esperança | Chiado Editora

✍ Como te iniciaste na escrita?
A escrita sempre fez parte da minha vida. Sempre gostei de “brincar” com as palavras. No fundo a escrita é mesmo isso, brincar com as palavras, pondo-as ao lado umas das outras numa dança com sentido.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
As duas coisas estão ligadas. É impossível dissociar uma coisa da outra. Embora o romance “Simplesmente, Esperança” seja ficcionado, tem muito de mim. Pois é todo o meu ser que escreve cada palavra.

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Foi mudando sem eu dar por isso. Se a escrita me tivesse surgido do dia para a noite, talvez fosse mais fácil perceber o que mudou. Como isso não sucedeu, julgo o que no fundo o que mudou fui eu e a escrita. Ambos crescemos, ficamos mais maduros.

✍ O que sentes quando escreves?
Sinto-me noutro mundo. À minha volta tudo se fecha. Fico num mundo muito próprio, que muito sinceramente não sei definir.

✍ O que é mais prazeroso na escrita?
O poder. É uma resposta um quanto ao qual parva. Mas é a que me surge em primeiro lugar. Quantas vezes ouvimos e vemos histórias, que se as pudéssemos escrever teríamos as escrito de outra forma? A escrita é o poder de criar. É como cozinhar uma receita só nossa. Pomos os ingredientes que quisermos e como quisermos.

✍ Qual é a maior dificuldade que sentes quando estás a escrever?
A única dificuldade que sinto, é que como sou um escritor que gosta de escrever livros cinematográficos. Passo a explicar, não gosto de ler e muito menos de escrever livros que tenham um andamento demasiado descritivo. Prefiro escrever como se fosse um filme, em que há sempre algo a acontecer em passo mais ou menos acelerado. Isso faz com que por vezes tenha de travar, pois preciso que o leitor “veja” aquilo que eu estou a ver. Para isso é preciso descrição. É a parte que mais me custa.

✍ Tens algum ritual de escrita?
Sim tenho. Ligar o computador (riso). Não tenho. Não importa o sítio nem o estado de espírito, depois de entrar naquele mundo que falei há pouco, tudo se desenrola.

Consideras a escrita uma necessidade ou um passatempo?
Se houvesse uma palavra que misturasse as duas, era essa a palavra que eu utilizaria.

✍ Como encaras o processo de edição em Portugal?
Como não conheço o processo de edição noutros países, encaro como sendo bom (riso). Não tenho comparação.

✍ Estás em constante contacto com o público, como vives isso?
Sou da área do Turismo. Por isso é algo que não me faz confusão. No fundo acho que o segredo é sermos nós mesmos. Se tentarmos sermos outras pessoas, certamente vai correr mal.

✍ O feedback é positivo?
Até ao momento muito positivo. A página do facebook, em menos de 2 meses chegou aos 4500 gostos. Julgo que é um pequeno barómetro.

✍ Como encaras as criticas, de foro negativo ou positivo, quando elas surgem?
Encaro-as bem. Todas elas, se forem bem fundamentadas servem para crescermos enquanto escritores.

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Sentimentos. É o que nos faz sentir vivos. Tal como diz umas das frases do meu livro: “Melhor do que estarmos apenas vivos, é sentirmos-nos, verdadeiramente vivos!”.

✍ Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?
Escrevo mais do que leio. Mas considero importante escrever bem para se ler bem (riso)! Tive uma professora na universidade, que perguntava, o que é escrever bem? Saramago tinha uma escrita muito própria e foi Nobel, por isso…

✍ Que livro recomendarias?
Ouvi dizer que há um muito bom que se chama “Simplesmente, Esperança” (riso). Recomendaria um dos primeiros livros que me lembro de ler, “Sete anos no Tibete” de Heinrich Harrer. É autobiográfico e faz-nos sentir! O livro é muito melhor que o filme…

✍ Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
A Bíblia! Tinha muito para ler, reler e tentar perceber…

✍ O que gostarias de partilhar sobre as tuas obras?
Que são obras escritas com alma. Que espero que cada leitor tenho o mesmo nível de prazer que eu tive ao escrever.

✍ Como tem sido a tua experiência com a tua editora?
Até ao momento, 5 estrelas.

✍ Quais as tuas perspetivas para o futuro?
Não as crio. Um dia de cada vez, dando o melhor de mim. O que tiver para vir, virá…

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
Adoro futebol. Cinema / séries. E de todas a coisas normais. Estar com a família, amigos e assim. Sou uma pessoa normal.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
Que nunca deixem de me seguir, pois vou dar sempre o melhor de mim, para que cada livro seja puro sentimento, sempre com mensagens de esperança.

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritor?
Ser lido. Acho que é a resposta de qualquer escritor.

✍ Apenas numa palavra, descreve-te:

Vivo!