segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Na ponta dos dedos com... Elisabete Pinho

Elisabete, sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como é que te iniciaste na escrita?
O meu percurso na escrita ainda é muito curto. Comecei por  escrever uns textos que ia publicando no Facebook. Um amigo desafiou-me a “pegar” nesses textos e criar uma história em volta deles. De início achei a ideia absurda… depois…bem, depois é como a coca-cola: “primeiro estranha-se depois entranha-se!”

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
São vários, dependendo daquilo que estou a escrever. Sou uma romântica incorrigível, uma sonhadora, quando escrevo deixo a imaginação voar e trago a personagem até mim… O que ela sente, eu sinto. Se ela está triste, eu estou triste, se ela está alegre eu também estou. Somos uma só! Se ela chora, eu choro com ela!

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Enquanto pessoa nada. Continuo a ser eu mesma. 

E enquanto escritora, o que tens aprendido?
Não sei se me posso considerar uma escritora, apenas fui autora de dois livros, ainda sou uma criança que está a aprender a gatinhar neste mundo, porém aprendi que não é nada fácil!

Como definirias a escrita na tua vida: um passatempo, uma necessidade ou um acaso?
A escrita começou por acaso, agora tornou-se uma necessidade, uma terapia. Há quem vá para o ginásio relaxar, eu escrevo!

És advogada e, portanto, lidas com inúmeras realidades. Esta formação tem algum impacto na tua escrita?
Nem por isso. As águas estão devidamente separadas!

Qual o género literário que eleges para a tua escrita?
O  romance, sem dúvida!

Publicaste o teu primeiro livro em 2018, Se houver uma próxima vez. Podes falar-nos um pouco sobre este livro?
O “Se houver uma próxima vez” conta-nos a história da Isabella Barbosa, uma mulher com uma vida aparentemente feliz, um casamento estável, bem resolvida a nível profissional, muito metódica, que guarda nela traumas de um passado que a persegue e que condicionaram muitas das escolhas que teve de fazer. Detesta jornalistas até conhecer um, o Gabriel, que vai mudar a sua vida e ensinar-lhe que nada é por acaso, que devemos viver o momento presente, pois pode não haver uma próxima vez! Tem um final que até a mim me surpreendeu!

O que te motivou a escrevê-lo?
Como disse anteriormente fui desafiada a escrevê-lo. Nunca pensei, realmente, conseguir escrever um livro.

Como foi a reação dos leitores face a esse projeto?
Foi muito boa. Gostaram muito, por isso surgiu “A Ampulheta”.


Preparas-te agora para publicar um segundo titulo, A Ampulheta. Podes desvendar-nos um pouco da sua história?
A história da ”Ampulheta” gira em torno do tempo, dos amores perdidos e reencontrados no tempo, do peso da culpa, da difícil escolha entre o certo e o errado. É também o amuleto da personagem, a Helena, que ao encontrar um diário perdido vai perceber que nem tudo o que parece é!

Quando é que este livro chegará aos leitores?
O lançamento será a 26 de outubro, no Museu Escolar Oliveira Lopes, em Ovar. Depois “A Ampulheta” andará por aí, para quem o quiser ler!

Recentemente, participaste na coletânea, Somos mais do que histórias. Como correu a experiência?
Já tinha participado noutras coletâneas anteriormente, mas é sempre um desafio ( e eu gosto de desafios).  Foi muito interessante. 

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Ui…. Pergunta muito difícil. Não consigo eleger um único livro para o resto da minha vida porque gosto muito de ler e cada livro marca à sua maneira… Mas se tivesse mesmo de escolher um… talvez o “ Se houver uma próxima vez” , por ter marcado a minha estreia no mundo da escrita. 

Se tivesses de escrever num género diferente do teu registo atual, a qual desafio te proporias?
Ando a tentar escrever poesia… 

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Muitos sorrisos, e, pelo menos mais um livro: “ Depois do fim”.

Descreve-te numa palavra:
Só numa? Não consigo!

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A Sombra de Undbrakhar, de Caius Augustus

A Sombra de Undbrakhar (COMPRAR NA AMAZON) é o mais recente título do autor Caius Augustus, cujo livro anterior, Faces, já foi também partilhado por aqui. O autor já esteve, inclusive, em entrevista ao blogue e hoje venho apresentar-vos a sua obra que acabou de «sair do forno».

A Sombra de Undbrakhar segue a linha do livro anterior, é uma obra do género fantástico e promete conquistar os leitores.

Ao longo de quase trezentas páginas acompanhamos o jovem Mitsupilyk, a fada Whendy e o duente Hejshtar na sua demanda para resgatarem as terras da autora da sombra que as obscurece e que está prestes a colocar em perigo o mundo que eles julgavam conhecer.

A jornada dos heróis traduz-se em momentos de grande emoção, amizade e luta que culminam numa narrativa entusiasmante, com reviravoltas intensas e muita magia.

A escrita simples do autor é um ponto forte aliada aos capítulos curtos que tornam a leitura fluída.

Ilustrações bonitas e agradáveis vão pontuando a história, conferindo mais magia à leitura.

Uma obra a não perder.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

A Queda do Véu, de Maura Sarmento Fernandes

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A Queda do Véu é o primeiro livro de poesia da autora portuguesa Maura Sarmento Fernandes e foi uma das leituras deste mês e foi publicado em maio deste ano.

Num registo que apesar de simples, é sensual e direto, a autora escreve poesia sobre o amor, sobre as relações, sobre a paixão e outros tantos sentimentos que nos são bem conhecidos.

Não ficamos indiferentes à linguagem da autora que é um misto de ternura e sensualidade, que nos faz suspirar e sorrir.

Este é um livro de poesia de leitura fácil e fluída, os poemas versam sobretudo sobre as emoções, os sentimentos e na forma como o ser humano vive esse turbilhão de sensações tantas vezes indescritíveis, mas que, sem dúvida, a todos são comuns.

Desmedidamente é um dos meus escolhidos, pela mensagem, pela simplicidade e pela profundidade que surgem em igual medida e que desmedidamente nos emocionam e se entranham no leitor. Uma leitura que vale a pena!



quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Na ponta dos dedos com... Maura Sarmento Fernandes


Olá Maura, bom dia. É um gosto enorme poder conhecer-te melhor e apresentar-te
aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-te esta questão: Como é que a escrita entrou na tua vida?
Como definir algo que apenas sempre permaneceu na nossa vida, mas que ainda não possuía ferramentas para o executar?
Sempre existiu o desejo de o fazer, embora com a inocência de uma criança…que floresceu com a rebeldia da juventude e ganhou asas na idade adulta.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
A escrita acresceu a liberdade de comunicar e me expressar sob uma muda forma, mas bem mais ensurdecedora que uma longa conversa ou um grito.

E enquanto escritora?
Escritora? Não me considero uma escritora, apenas uma autora publicada.
Sou uma mulher que tem uma paixão que se chama escrita, cujo objectivo é a partilha e o desejo que de alguma forma se identifiquem com a mesma.

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Em maio publicaste o teu primeiro livro, A Queda do véu. Pode falar-nos um pouco sobre ele?

A Queda do véu, surgiu numa necessidade de partilha pessoal em suporte físico, uma forma de perpetuar os meus “desabafos”.
Resume-se a um conjunto de “escritos” muito intimistas, alguns com um carácter mais ousado, mas acima de tudo é um convite a entrar num mundo de emoções e sensações.
Numa partilha honesta e sem preconceitos, em que se espelha claramente a queda de um véu que insistiu em permanecer por mais de quatro décadas e que finalmente deslizou em chão firme e sem máscaras.

É um livro de poesia. O que te motiva a escrever neste género?
A poesia é a forma mais imediata de partilhar o que aqui dentro vai.
Obviamente que não numa perspectiva de consumo…mas sempre numa visão de tentar fazer sentir…reagir…despertar…refletir…

Maura, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sentes quando escreve?
Eleva-me…faz-me viajar dentro de mim…transporta-me para todos os cenários que assim entender…permite-me ser quem eu quiser…e fazer o que me der “na real gana”.
É um prazer unicamente meu naquele momento de entrega e descoberta.
Um deleite!

Tens algum ritual de escrita?
Não posso dizer que seja um ritual, mas tento sempre escrever os meus escritos primeiramente em suporte papel, excepto mesmo quando não o posso fazer é que recorro às modernices.
E também por norma, a maior parte dos textos escrevo na madrugada…tem uma magia inexplicável e naquele momento é unicamente minha.

Se só pudesse ler um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Não concebo uma limitação e castração desta natureza.
Mas tentando responder à sua questão, sem dúvida não resistiria ao brilhantismo de Fernando Pessoa e seus tão “sui generis” heterónimos com as suas dicas na obra “ Como viver (ou não) em 777 Frases de Fernando Pessoa” numa publicação da Quetzal.

Que outros trabalhos já realizaste no âmbito da escrita?
Tive durante dois anos um blog de divulgação dos meus escritos, que entretanto encerrei.
Fora isso, muitos  “escritos” na gaveta à espera da luz do dia.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
A escrita é uma necessidade com efeitos muito positivos de enriquecimento pessoal e um passatempo porque a minha vida profissional e pessoal não permite que seja mais do que isso.

Quais as tuas perspectivas para o futuro?
Não penso nisso, tenho uma natureza com pés bem assentes na terra…abraço toda e qualquer repercussão positiva que daí advenha…mas sem expectativas e castelos de areia, no velho cliché “ um dia de cada vez”!
Afinal…o que é por gosto não cansa!!!

Se tivesses de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual te proporias?
Já me propôs! Estou a escrever um romance com uma componente mais ousada!
Mas sendo a escrita algo que depende de tempo e espírito disponível…levará algum tempo.

Descreve te numa palavra:
Observadora

Borboletas ao Luar, de Sandra Silva

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Borboletas ao Luar é um livro de poesia da jovem autora portuguesa, Sandra Silva, recentemente publicado sob a chancela da Emporium Editora.

Conheci a autora através do Facebook e foi muito agradável privar e conversar com ela, conhecer a sua história de vida foi também um dos elementos que me fez agarrar à leitura do seu livro.

Borboletas ao Luar não é um livro grande, mas é um livro de poesia, e há algum livro de poesia que não seja grande em emoção?

Ler poesia não é algo que se faça por divertimento, para relaxar ou descontrair, ler poesia é para quem deseja conhecer a alma, conhecer-se interiormente, para quem deseja ser resgatado para um mundo que não sendo nosso, terá sempre tanto de nós, porque a poesia é bela e delicada, emociona e entranha-se. Assim descrevo a poesia da Sandra.

Fiquei surpreendida com vários dos seus poemas, gostei da introdução da sua obra, onde a autora, de certo modo, nos explica a sua decisão de chamar ao livro, Borboletas ao Luar. Particularmente, gosto imenso de borboletas, não foi por acaso que tatuei uma na minha pele, as borboletas apelam à transformação, e este livro é isso mesmo, um apelo à nossa transformação.

Com uma linguagem muito simples e direta, terna e delicada, as rimas são uma constante e impressionam o leitor.

A dor do passado, Poesia, poesia e Deixa o teu sorriso brilhar são alguns dos meus preferidos. Este livro foi uma surpresa maravilhosa!

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Yoga e Maternidade, de Susana Lopes

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Yoga e Maternidade é um livro da autora portuguesa Susana Lopes, recentemente publicado pela Chiado Books.

Considerado um dos primeiros livros do género em Portugal, nele a autora aborda de uma forma simples, direta e prática, os benefícios do Yoga para o bebé e para a mãe quer durante a gravidez, quer após.

O livro está dividido em cinco partes, sendo que na primeira, a autora apresenta-nos as bases do Yoga, na segunda parte, a autora fala-nos da anatomia e fisiologia da mulher e do parto, na terceira parte fala-nos dos principios básicos para a prática do Yoga, na quarta parte fala-nos das técnicas do Yoga adaptadas à gravidez e por fim, na quinta e última parte, a autora dá-nos a conhecer o Yoga Sádhaná e apresenta-nos três aulas para as três fases da gravidez.

Este é um ótimo guia prático para as grávidas, para aqueles que gostam de Yoga, para quem pratica e também para os sedentos de conhecimento.

Com uma linguagem acessível, a autora prende o leitor às páginas do seu livro, e garante-nos um profundo conhecimento sobre o Yoga e a sua potencial importância durante a Maternidade.


A narrativa dividida por partes aliada ao facto do livro ser composto por imagens da própria autora, da sua gravidez e da sua prática do Yoga culminaram nesta obra que é, sem dúvida, uma excelente leitura e um guia essencial para o leitor.

Na ponta dos dedos com... Vanessa Jesus


Olá Vanessa, boa noite. É um gosto enorme poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-te esta questão: Como é que a escrita entrou na tua vida?                                                    
Sempre gostei de escrever. Comecei a tentar construir histórias logo na adolescência mas não passaram de experiências inacabadas (risos). A paixão pela escrita era tão forte que decidi tirar a Licenciatura em Comunicação Social e, posteriormente, o Mestrado em Comunicação e Jornalismo. A primeira edição de ‘As Aventuras do Kiko’ surgiu mais tarde e acabou por ser um realizar de um objetivo que tinha desde há muito tempo.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
A escrita, no meu ver, é uma forma de comunicação preciosa. Consegues transmitir melhor emoções, estimular a criatividade e a imaginação, que penso ser fulcral independentemente da idade que tenhamos. Sem dúvida que me ajuda nesses aspetos.

E enquanto escritora?
Profissionalmente é diferente, quer como escritora de livros para crianças, quer no jornalismo. E como é para os outros lerem, e não ficar apenas guardado para nós, acaba por ser algo que exige mais de ti. No entanto, estás sempre em constante aprendizagem. Ninguém sabe tudo, ninguém é perfeito. Portanto, de dia para dia tento sempre melhorar. Acabo por ter que ser mais persistente e tentar não ficar satisfeita com o que fiz, pensando sempre em aproximar-me da perfeição.

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Em março de 2018 publicaste o teu primeiro livro, As Aventuras do Kiko. Podes falar-nos um pouco sobre ele? 
‘As Aventuras do Kiko’ têm, como o próprio título diz, o Kiko como protagonista. É um menino como tantos outros, sonhador e muito brincalhão. Nesta edição em que celebra o seu 5º aniversário, o Kiko vai ter uma bela surpresa dos seus pais e dos seus melhores amigos, a Ritinha, a Leonor e o Pedrinho.  Porém, a sua curiosidade e incessante vontade de conhecer o que o rodeia leva-o a viver grandes aventuras. 

É um livro dedicado ao público mais pequeno. O que te motiva a escrever neste género?
Acho que é muito importante incutir o gosto pela leitura e o desenvolver da imaginação desde cedo. Isso aliando com o facto de adorar crianças. O nascimento da minha sobrinha e o ter que inventar histórias para adormecê-la despertou ainda mais este gosto.

Vanessa, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sentes quando escreve?
É algo que me dá um imenso prazer. É a minha profissão. E há um ditado que diz: “Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”, penso que esta frase diz tudo.

Tens algum ritual de escrita?
Silêncio absoluto. Há colegas que adoram colocar música ou até ter o som da televisão de fundo. Não consigo, tenho que estar completamente concentrada.

Se só pudesses ler um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Essa pergunta é difícil. Confesso que sou uma lamechas, portanto escolheria um livro do Nicholas Sparks.

Que outros trabalhos já realizaste no âmbito da escrita?
Livro é o primeiro e é para continuar com novas edições. Depois o jornalismo. Já tive o privilégio de trabalhar para vários locais que me deram e continuam a dar ferramentas para ir melhorando de dia para dia.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
Os dois. Como disse anteriormente, é algo que adoro fazer. Não me vejo sem escrever, sinto necessidade de o fazer com frequência, mas não encaro como trabalho. Tenho a honra de fazer o que gosto.

Quais as tuas perspectivas para o futuro?
Neste momento estou a preparar uma nova edição do livro. Quero continuar a dedicar-me aos livros infantis e espero que corra pelo melhor. Está a ser construído um site com jogos (www.asaventurasdokiko.com) e quero continuar a levar o Kiko às creches e pré-escolas como tenho feito até ao momento. Tenho outros projetos também à volta da personagem mas cada coisa a seu tempo. Podem acompanhar todas as novidades através do site e do Facebook.

Se tivesses de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual te proporias?
Hmm… talvez o romance. Mas para já não está nos planos. (risos)

Descreve-te numa palavra:
Lutadora

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Mamã, tenho medo do fogo, de Verónica Marques

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Mamã, tenho medo do fogo é um livro dedicado ao público mais pequeno, da autoria de Verónica Marques.

Nele, acompanhamos uma menina real, a Camila, filha da autora, numa linguagem simples e acessível, que retrata perfeitamente os momentos terríveis vividos durante os fogos que em 2017 assolaram Pampilhosa da Serra.

É um livro pequeno e de fácil leitura, com uma mensagem bonita para os mais novos, mas também para os adultos, sobre a importância de ajudarmos os outros (em segurança) e sobre o que é ser-se um herói, um herói é, segundo a autora e a pequena Camila, alguém que é capaz de ajudar o próximo, que com cuidando de si mesmo tem a força necessária para estender a mão ao outro.

Os heróis da Camila são os seus pais e a sua avó, neste pequeno conto e na vida real.

Um livro de poucas páginas que passa uma mensagem importante e bonita sobre a entreajuda.

Na ponta dos dedos com... Sandra Silva

Olá Sandra, bom dia. É um gosto enorme poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-te esta questão: Como é que a escrita entrou na tua vida?
A escrita entrou na minha vida  de uma forma um pouco atribulada.
Na passagem de infância para adolescência começamos a questionar tudo o que somos o que fazemos para onde vamos e eu passei por essa fase uma das fases em que as outras crianças e jovens conseguem ser muito cruéis basta existirem diferenças sociais ou culturais.
Então lembrei-me de começar a escrever todos os sentimentos que não conseguia exteriorizar. Então quando o fazia fazia de uma forma errada um dia lembrei-me de começar a escrever tudo o que estava a sentir era uma forma de me libertar de ganhar asas e voar era uma forma de sonhar mesmo que os sonhos não se concretizassem.
Comecei a escrever mais ou menos com 15 anos depois parei e depois por volta do ano 2010 voltei a escrita e tudo o que escrevia  era em poesia.
E por mais estranho que pareça antigamente só conseguia escrever quando estava no estado de depressão profunda ou num estado de grande euforia.
Através da escrita libertava todas as amarras que me aprisionavam os pensamentos e os sentimentos

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
E enquanto escritora?
A escrita tornou-me uma pessoa mais segura, e mais confiante, em mim mesma.
Enquanto escritora através da escrita comecei a perceber me que eu conseguia fazer algo mais grandioso e que as coisas que eu poderia fazer poderiam dar frutos agradáveis.
Como escritora a escrita deu-me vontade de querer aprender mais de querer conhecer os nossos escritores portugueses e de querer aprender mais sobre a literatura portuguesa que era algo a que eu não dava muita importância.

Em março publicaste o teu primeiro livro, Borboletas ao Luar. Pode falar-nos um pouco sobre ele?
Em março publiquei o meu primeiro livro! A concretização de um sonho de uma vida inteira. Hoje em dia é muito importante sensibilizar as pessoas, e principalmente os nossos jovens, para estes assuntos, porque estamos a criar uma geração de jovens frustrados e infelizes...e depois recorrem a este tipo de problemas para aliviar as suas frustrações, os seus conflitos pessoais, as suas dúvidas e depois ficam ligados a este ciclo vicioso, e é importante os pais lerem este livro, para perceberem os sinais que os filhos vão deixando de que algo não está bem!

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Sinopse do livro “Borboletas ao Luar” :

Porque a poesia pode ser amiga, confidente e transformadora, um refúgio de portas abertas para a liberdade, “Borboletas ao Luar” são textos poéticos que Sandra Silva deixa emergir do fundo da sua alma, de forma corajosa e genuína.

Fazendo da poesia um escudo para enfrentar estados de caos e desordem interior, a autora partilha sentimentos destrutivos de dor e de ansiedade, mas também a descoberta de momentos de esperança e de superação de episódios traumáticos! 🦋

É um livro de poesia. O que te motiva a escrever neste género?
Boa pergunta! Nem eu sei explicar o que motiva a escrever poesia!
Talvez se eu soubesse a resposta a essa pergunta eu hoje em dia não fosse poetiza.
Quando eu penso em escrever algo na minha cabeça começam a surgir palavras e letras todas baralhadas que começam a constituir frases resultado final sai tudo a rimar tudo em poesia

Sandra, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sentes quando escreve?
Posso sentir muitas coisas quando escrevo. Por vezes sinto tristeza, e outras vezes sinto euforia, outras vezes sinto raiva, outras vezes sinto frustração, outras sinto desilusão, outras vezes sinto Liberdade, outras vezes sinto amor, depende do meu estado de espírito, e dos acontecimentos que estão a decorrer na minha vida naquele momento

Tens algum ritual de escrita?
Quando escrevo tento ouvir música instrumental calma para conseguir aqui liberar as minhas energias e para dar voz aos meus sentimentos e pensamentos.

Se só pudesses ler um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Não sei responder a essa pergunta. No entanto existe um livro que li e reli e que me prendeu durante meses o pensamento, um livro que se chama a Lua de Joana é uma história muito profunda e sentimental, e infelizmente a personagem principal morre no fim é um livro muito interessante que todas as pessoas deviam ler! Principalmente as pessoas que têm filhos adolescentes

Que outros trabalhos já realizaste no âmbito da escrita?
Já tenho mais 2 livros terminados. 2 de poesia mas neste momento estou a escrever um livro infantil. Estou a iniciar o outro livro de poesia e ainda outro de frases.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
Infelizmente ou felizmente a escrita para mim é uma grande necessidade porque é a única forma de muitas vezes eu exteriorizar os sentimentos que não consigo verbalizar que me fazem doer o peito e Me causam muitas dores e lágrimas.

Quais as tuas perspetivas para o futuro?
As minhas perspectivas para o futuro são ser uma grande escritora, ver o meu trabalho reconhecido. E através da minha escrita poder sobretudo ajudar muitas pessoas a saírem de problemas que acham que não conseguem ultrapassar.
Um dia mais tarde gostava muito de poder fazer voluntariado com pessoas toxicodependentes, sem-abrigo, desalojados, crianças em risco, vítimas de violência doméstica.

Se tivesses de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual te proporias?
Boa pergunta, não me vejo escrever outro Género literário a não ser poesia mas penso, talvez um dia experimente escrever em prosa a vida é cheia de desafios, se não tentarmos não sabemos se somos capazes.

Descreve-te numa palavra:
Humilde

O Filho Daquela Que Mais Brilha, de Jp Santsil

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O Filho Daquela Que Mais Brilha é um livro do autor brasileiro Jp Santsil, que atualmente reside em Israel. Contudo, neste primeiro livro da Saga Quilombo dos Palmares no Novo Mundo é marcado pelas suas origens nordestinas, às quais o leitor não fica indiferente.
Na narrativa, o autor apresenta-nos a história de Djeli, um ancião africano que se torna guia espiritual de N'zambi, o protagonista desta história, um jovem príncipe, líder Zumbi dos Palmares.
A história foca-se na vida deste protagonista e acompanha o seu crescimento, físico e psicológico, desde o nascimento até ao fim da sua vida.
A leitura desta obra torna-se interessante sobretudo pelo facto de que a mesma é baseada em factos reais, mas extraordinariamente escrita aliada à imaginação do autor que a tornou forte e rebuscada.
É uma história sobre esperança, sobre amor, mas também sobre a força de um povo e de protagonistas que nos impressionam pela sua resiliência.
Com uma linguagem simples, uma narrativa bem construída e vários anos de pesquisa, eis que todos estes fatores reunidos culminaram no nascimento desta obra que impressiona o leitor e o absorvem, e embora seja um livro longo, que requer tempo e cuidado na leitura, é um livro agradável.

Na ponta dos dedos com... Verónica Marques


Verónica, sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como é que te iniciaste na escrita?
Nunca pensei que algum dia escrevesse um livro, confesso! No entanto, os incêndios de 2017 e a forma traumática como a minha filha mais velha vivenciou o de Pedrogão Grande ( em junho)  e depois, em outubro a destruição da sua aldeia e de parte do Concelho de Pampilhosa da Serra, despertaram em mim a vontade de passar uma mensagem positiva a todas as crianças que viveram acontecimento idêntico.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Escrever este livro terá funcionado como catarse do acontecimento experienciado! Eu estava ausente de casa quando o fogo devastou a aldeia onde vivo, a 5 quilómetros da Vila de Pampilhosa da Serra! As minhas filhas de 6 e 3 anos estavam em casa com o pai e avós. Mas passaram o momento da devastação apenas na companhia da avó. O pai estava a apoiar a comunidade. A mãe na Vila a ajudar no acolhimento da população evacuada!

Quando dei conta que o fogo ia em direção à nossa aldeia já era tarde demais para avisar alguém!
Julgo que só na apresentação do mesmo, que decorreu em Pampilhosa da Serra, no dia 15 de dezembro é que dei conta de que tinha vivido também, pessoalmente,  uma situação traumática!  

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Apenas escrevi este livro e não sei se algum dia embarcarei na aventura de escrever um novo livro! Se o fizer terá de ser nesta lógica: um livro que conta uma história real e que transmita mensagens positivas!


E enquanto escritora, o que tens aprendido?
Não me considero escritora, mas sim autora de um livro que surgiu de um acontecimento difícil comum a muitos portugueses!  Este livro é também um projeto familiar! Antes de pensar em publicá-lo, li-o à minha filha, que é protagonista do mesmo, para saber qual seria a sua opinião. Hesitei quando a vi chorar ao longo da leitura do mesmo. No final, a decisão foi dela!  

E depois contei com o apoio de amigos mais próximos com quem partilhei as primeiras versões, do Município de Pampilhosa da Serra que apoiou as ilustrações feitas pelo Marco Silva, Professor  no  Agrupamento de Escolas de Pampilhosa da Serra que quis o acaso que eu viesse a conhecer e ele aceitasse fazer parte desta história ilustrando o livro.

Como definirias a escrita na tua vida: um passatempo, uma necessidade, um acaso?
Foi mesmo um acaso! Após este acontecimento a  minha filha e outras crianças Pampilhosenses foram  apoiadas por um Psicólogo na Escola, o Dr. Marco Martins,  para avaliar o seu estado psicológico e fiquei aliviada quando soube que a Camila estava bem! Pensei em tudo o que tinha passado com ela após os incêndios de junho. A minha filha ficou mesmo traumatizada porque se apercebeu de tudo, das mortes inclusivé. Para além do facto da aldeia onde vive ter sido evacuada nessa altura e de eu ter estado a trabalhar quase em contínuo sem possibilidade de estar com ela. Durante os meses que se seguiram a minha filha ficava alarmada e em pânico sempre que ouvia falar num fogo. Generalizou o medo, faltou nos dias em que o programa de tempos livres tinha visita aos Bombeiros, e até uma falha de eletricidade era um problema! Mas eu não desisti e também nunca escondi a possibilidade do fogo destruir a sua aldeia. Mas dei-he a segurança que os adultos tudo farão para a proteger,  em especial o pai que já tinha sido Bombeiro. Tudo iria correr bem!

És assistente social e, portanto, lidas com inúmeras realidades, muitas vezes desconhecidas da maioria da população. Esta formação tem algum impacto na tua escrita?
Teve muito impacto! A minha primeira ideia era fazer um livro de memórias! Ouvir as pessoas e contar em discurso direto a Sua história! Dar um rosto e vida às histórias que fui ouvindo após o incêndio! E o mais curioso é que todos achavam que o seu sofrimento tinha sido pior que os da aldeia vizinha! Foi difícil para todos no coletivo! Mas a nível individual foi deveras difícil!
Se algum dia voltar a escrever será para voltar a contar um história real! E talvez em co-autoria com a minha colega de trabalho e amiga, Cláudia Almeida,  que também colaborou com algumas ideias para este livro!

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Publicaste em dezembro o teu primeiro livro infantil, “Mamã, Tenho Medo do Fogo”, um livro baseado na história real de uma menina que viveu os incêndios de outubro de 2017, em Pampilhosa da Serra. Podes falar-nos um pouco sobre este livro?

Já fui falando sobre o mesmo nas questões anteriores! Afinal de contas este é o único livro que tenho publicado! É um livro muito pessoal, um projeto familiar, mas com uma história que, infelizmente, é cada vez  mais comum aos Portugueses, em especial às crianças que são obrigadas a viver acontecimentos, cuja natureza e dimensão, não é possível evitar (ainda que possam ser prevenidos). Então, porque não falar sobre eles (‘?) e sobre as emoções que resultam deles (?) e sobre os cuidados a ter com eles (?) e as consequências que podem ter nas vidas das pessoas(?). Pessoas essas  que são os verdadeiros heróis das nossas crianças, em “contos”que de “Fada” nada têm, mas que têm um pai, uma mãe, um avô, uma avó, muitos vizinhos e amigos para partilhar e ajudar!
Foi esta a principal descrição do livro feita no dia da apresentação do livro pela minha convidada especial, a Professora Dulce Simões, do Instituto Superior Miguel Torga, com quem partilhei uma das primeiras versões do livro!

O que te motivou a escrever sobre uma tragédia que recentemente assolou o nosso país?
A complexidade socioemocional  do tema e o facto de ser tabu  falar sobre ele, em especial a crianças.

E o que te motivou a escrever para o público mais pequeno?
A protagonista da história é a minha filha mais velha, na altura com 6 anos de idade! Queria mostrar a todas as crianças a dureza deste acontecimento numa perspetiva positiva abordando valores como: amizade, solidariedade e generosidade e lembrando alguns cuidados a ter com o fogo, fazendo, também, alusão aos heróis de verdade! Por isso a Camila apresenta, no final da história, os seus heróis e convida os pequenos leitores a desenharem o(s) seu(s) herói(s).  Acredito que este livro possa ser usado de forma pedagógica por pais, encarregados de educação, educadores e professores! Tive a experiência da Escola EB1 da Caxieira do Agrupamento de Escolas Caranguejeira-Santa Catarina da Serra (Leiria) onde as Professoras do 1.º ciclo trabalharam a história a partir de imagens levando os alunos a escreverem uma história que confrontaram com a verdadeira, aquando a minha ida à Escola, na efeméride do 5 de junho - Dia Mundial do Ambiente- tendo sido também trabalhado o tema do ambiente com a história! Estas Professoras, a quem agradeço o acolhimento, em especial à Professora Ilda Sousa, mostraram uma forma criativa e pedagógica de trabalhar o tema dos incêndios através do livro “Mamã, tenho medo do Fogo!”.

Como tem sido a reação dos leitores face a este projeto?
Tem sido muito positiva! Tenho proposto levar o livro às Bibliotecas Municipais, em especial aos municípios que foram atingidos pelos incêndios de outubro! Já houve Câmaras que aderiram à minha proposta de Hora do Conto com projeção das imagens seguida de atividade lúdica e sessão de autógrafos. Mas ainda há alguns receios face à temática!
Tenciono fazer um evento com o apoio da Casa de Turismo Rural – Casa de Santo Antão sita em Padrões ( Pampilhosa da Serra) onde convidarei os Bibliotecários e os Vereadores da Educação, Cultura e Ação Social para apresentar o livro e a história que está por detrás bem como o seu carácter social e pedagógico, desmitificando algumas ideias que possam ficar com a leitura apenas do título e sinopse.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?

Talvez um livro de Memórias quando deixar de ser Assistente Social! Mas exigiria ter já começado a registar algumas histórias, o que  ainda não fiz! Mas já foi pensado! Considerando a idade da reforma a que somos sujeitos, atualmente,  julgo que se começar para o ano a fazer registos ainda conseguirei um bom volume! (risos)

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?

Talvez outro livro infantil.

Descreve-te numa palavra: REBELDE! Como diz a Psicóloga Vera de Melo no seu artigo “SER rebelde: no trabalho e na vida”  publicado na Revista RUA são rebeldes as pessoas quedizem o que acham, mesmo quando é impopular, não tendo receio de expressar as suas ideias e pontos de vista, mesmo quando são os únicos a fazê-lo. A sua energia é desconcertante, mas orientada para a busca da inovação e da produtividade, visando a evolução e prosperidade (…)”