sábado, 31 de agosto de 2019

Socicap, de António Romeu Damas

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SOCICAP é um livro de não ficção do autor brasileiro António Romeu Damas, que chegou recentemente às livrarias e cujo título se trata de uma junção de duas palavras tão bem conhecidas, Socialismo e Capitalismo.

É um livro sobre política, onde o autor aprofunda vários aspetos dos Socialismo e Capitalismo, que visa consciencializar o leitor para estes termos políticos, aproximando-o de mais conhecimentos e servindo de guia prático ao leitor.

Este livro é o resultado de vários anos de pesquisa do autor e é o primeiro volume que o autor publica, mas que serve de introdução ao próximo título a ser publicado.

SOCICAP é um retrato dos nossos tempos, do sistema, com uma linguagem séria e simples, ao qual o leitor se liga facilmente, com capítulos agradáveis, cheios de conhecimento e super interessantes, na medida em que ensina o leitor e constrói um novo ponto de vista sobre os termos supracitados.

Uma obra, no meio de tantas outras do género, mas que, sem dúvida, merece uma oportunidade.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Faces, de Caius Augustus

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É de ressaltar que embora o género literário deste livro não esteja entre os meus preferidos ou aquele que normalmente escolheria para ler, esta obra foi uma surpresa positiva.

Faces é um livro do género fantástico da autoria de Caius Augustus, autor brasileiro extremamente ligado ao mundo das artes.

Com uma escrita leve e simples, mas uma narrativa surpreendente e bem delineada, temos um livro com o qual simpatizamos de imediato e que nos deixa sempre expetantes pela próxima página.

Personagens que marcam o leitor porque são realistas e poderosas, capítulos que fluem naturalmente, dinâmicos e bem estruturados.

Este é o primeiro livro do autor, mas quero crer que a este se seguirão outros.

A escrita é simples, mas é boa, e portanto, gostaria de ler mais do autor, quiçá noutro registo literário.

Não deixem de ler, estou certa de que se irão surpreender!

Na ponta dos dedos com... António Romeu Damas

Olá, António. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: como é que te iniciaste na escrita?
Olá Leticia Brito! É sempre prazer poder discorrer um pouco sobre as minhas alegrias e experiências como escritor com você e com o seu público. Respondendo a sua primeira pergunta, o ato de escrever vem desde os meus primeiros anos de vida, é algo que parte da alma, ou seja, um dom natural. O meu primeiro ato como escritor foi escrever poesias e alguns contos de fadas, na arte da poesia escrevi pela primeira vez aos meus 8 anos de idade uma poesia que esta redigida em uma futura publicação em: “o Choro da Poesia”. Já o meu primeiro conto se chama: “A Turma Encantada”, ainda pretendo publicar esses dois escritos meus, este último escrevi com idade de 12 anos. De lá para cá nunca mais deixei de escrever, hoje conto com 4 livros de poesias cada um contendo cerca de 100 poesias, 5 contos de fadas, dois escritos de ficção, 4 de assuntos filosóficos, estes irá procurar conhecer melhor a “Origem do Amor e do Ódio”, como a “origem do Bem e do Mal”. Estes ainda não estão publicados, estão esperando apenas o momento certo de serem lançados ao público. Além desses citados ainda pesquiso no campo político a cerca do “Socialismo e do Capitalismo”, pesquisa que a chamo de “Socicap”. O Socicap já completa seus três volumes, tendo o prazer de oferecer aos países: Brasil, Portugal, Angola, etc, esta pesquisa.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
A escrita me leva a ver o mundo com mais esperança, uma vez que todo o conhecimento é algo que nos enriquece profundamente. O ato de escrever me levou a aprofundar nos conhecimentos científicos, estes por sua vez me trouxe de volta aquilo que estava esquecido dentro do meu “Eu”, o “Ser Político”. Fui buscar em Aristóteles o dom do filosofar e o dogma da filosofia política, uma vez que este filosofo nos cativa muito com a sua filosofia política, a qual irá nos mostrar que somos seres políticos, e sendo seres políticos temos que cuidar da política assim como cuidamos da religião, a política é algo transformador o qual pode nos levar a cometer atos bons ou atos maus. Outro também que muito me inspira no mundo político é a ação política de Jesus, este quis mostrar que todo ato político deve ser maior que a própria vida, que o outro nos completa enquanto humanos, por isso, ele sempre repetiu para os seus discípulos se quer fazer qualquer ação ao seu próximo, primeiro deve se colocar no lugar dele. Para Jesus, viver a política é sem dúvida nenhuma aceitar o diferente assim como ele é, e fazer com que a sua diferença seja comum na convivência comunitária. Jesus pregou o “Verdadeiro Comunismo”, e é este comunismo cristão que precisa ser entendido pelas as diferentes escolas cristãs: “Catolicismo, Protestantismo, Ortodoxíssimo e Copto”.  Outro ainda que muito me ajuda na inspiração vocacional política é Karl Marx e Engels. Destes dois últimos busco a compreensão do que poderia ser um dia a política Socialista. São estas diferentes formas de ver, enxergar o mundo que a cada dia busco uma nova política para que as pessoas possam viver com mais paz  e harmonia. Tudo isso, me levar a ser mais humano, e a cada dia busca ainda mais a humanidade dentro de mim. Muitos dizem que o mundo não tem jeito, que os paradigmas políticos nos levam ao caos humano, eu entendo que se queremos chegar em algum lugar, devemos a cada dia construir uma política mais justa para todos, e é isso que o Socicap quer levar as pessoas, humanidade política.


Publicaste o teu primeiro no mês passado, Socicap. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
Falar do Socicap é sempre uma honra, uma vez que esta pesquisa vai de encontro com a política democrática, a mesma prega um que espírito revolucionário e busca trazer a fertilização de uma política mais participativa. O Socicap procura em suas linhas promover a ação política popular, levando a ideia de que também a sociedade civil seja emancipada politicamente; é nesta emancipação civil que irá brotar o político vocacionado.  Esta pesquisa de forma alguma quer destruir a “Esquerda ou a Direita”, seu objetivo principal é promover uma profunda “reforma Política” a qual deve ir de encontro com a política participativa, a partir da participação popular o Socicap promoverá a ação reformadora a qual se baseia nas “diretas já” para o “Poder Judiciário”, ainda, irá buscar o profissionalismo dos políticos de caráter representativos, e os de caráter vocacionais, a estes farão administradores da monarquia do “povo Rei.” O Socicap busca ainda resgatar o espírito do “Iluminismo”, diante das diversas crises políticas existentes no mundo, crises que ao longo dos séculos vem colocando a desejar ideia novas, novas políticas.  A política mundial perdeu o seu espirito iluminista, tudo o que vemos e percebemos são os antagonistas que envolvem interesses apenas da “Direita ou da Esquerda” do Capitalismo ou do Socialismo” este ultimo que voltou a ser uma utopia partidária pregada pela esquerda revolucionária. A diversas disputas por poder político em todo canto do mundo iremos encontrar duelos envolvendo a “Direita e Esquerda”, entre “Religiosos e Ateus”, entre Ortodoxo e não ortodoxos.”  O Socicap quer mostrar uma política diferente, este método quer levar a humanidade, não apenas o povo brasileiro, qualquer país que desejar adotá-lo como sistema socioeconômico a uma transformação cientifica no quesito “Conhecimento Político”. Para entender o Socicap é preciso que as pessoas conheçam bem o que é “Socialismo” e o que é “Capitalismo”, por isso que, neste primeiro volume que foi publicado pela editora Chiado Books, iremos percorrer o caminho embrionário até as fases adultas dos dois sistemas, isso faz necessário, uma vez que sem o conhecimento da origem e do desenvolvimento destes sistemas não podemos ter um conhecimento categórico do Socicap, em seus volumes seguintes.

Estudaste Filosofia. Esta formação teve impacto no teu trabalho enquanto escritor?
O que me levou a desenvolver esta tese foi a preocupação que sinto diante dos fatos políticos mundo a fora, e principalmente o caminho que está seguindo a política brasileira. As diversas corrupções têm nos preocupado, principalmente nos dias atuais, onde a política de extrema tenta voltar ao poder mais uma vez. O Brasil e diversos países do mundo, volta e meia estão enfrentando políticas ditatórias, estas ditaduras promove o sofrimento, abusos de poder, covardia diante do poder público. As ditaduras são promovidas para inibir o poder político social, deixando uma sociedade escrava da vontade de seu governante. O Socicap busca promover o povo que o adotar em um povo soberano, um povo que sabe o que quer, um povo sábio, diante dessa sabedoria política cria então uma monarquia para defender este poder. Há vários motivos que me leva a defender esta tese, mas a principal é e sem dúvida a proteção da democracia, caso, por ventura a democracia deixar de existir muitos irão sofrer, por perseguições políticas, direitos adquiridos serão caçados, e quem mais sofre na ausência de uma democracia são os mais fracos: “Trabalhadores, pobres, mulheres, crianças, negros, etc. Pensando em uma política mais abrangente onde não apenas o Estado deterá o pleno poder político, mas junto do Estado a Sociedade. Para que possamos ter um controle desse poder, o Socicap irá apresentar em seu volume segundo esta organização social, filantrópica de caráter socialista, a mesma promoverá a emancipação política de cada cidadão e de cada cidadã, para isso acontecer, o socialismo dentro do Socicap organizará a sua própria estrutura política, a mesma que um dia foi pensada em o “Manifesto do Partido Comunista” livro este que levou Marx e Engels a melhorar a estrutura da “Liga dos Comunistas”. Foi pensando em regatar o espirito iluminista que o Socicap nasceu.
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Publicaste o teu primeiro no mês passado, Socicap. Podes falar-nos um pouco sobre ele?

O Socicap no seu primeiro volume busca levar os seus leitores e leitoras a entender melhor o que seria “Socialismo e Capitalismo”, buscando na base esta compreensão filosófica, sociológica, e histórica destes sistemas socioeconômicos. Sem esta compreensão fica difícil entender a proposta do Socicap, o mesmo em seu manifesto procurará envolver Estado e Sociedade em três estruturas políticas. A reforma política citada e promovida pelo Socicap, será administrada pelos poderes organizacionais, hierárquicos do Estado, este que dentro de um sistema democrático adota a estrutura “Liberal” a mesma que foi fruto do Iluminismo durante os séculos XVII e XVIII, estrutura esta que muito foi debatida e discutida por diversos cientistas políticos e filósofos, aqui não posso esquecer de citar Rousseau, John Locke e Montesquieu, entre outros.  O poder social dentro do Socicap, este que irá garantir a emancipação política popular se encontra toda ela no Manifesto do Partido Comunista, obra que foi elaborada por Marx e Engels, e pelos os dirigentes da Liga durante diversas reuniões do movimento socialista no século XIX. O poder político socialista promoverá a educação política e se incumbirá de fiscalizar toda a ação do poder do Estado diante da estrutura liberal: “Poder Presidencial, Legislativo e Judiciário”. A terceira estrutura criada pelo Socicap é a estrutura democrática da “Liga”, esta estrutura terá em seu controle o poder administrativo da política como um todo. Assim se mostrará o corpo da política Socicapitalista a mesma tem a seguinte estrutura: Poder do Estado (Organização Liberal), poder da sociedade (organização socialista), poder da democracia (organização da Liga). Dentro do Socicap o Socialismo terá uma ligação política com o Capitalismo por via da estrutura da Liga, uma vez que na pratica socialismo e capitalismo tem natureza distintas e provocadora, para inibir o confronto entre os dois, o Socicap proporá a criação da “Liga Democrática”. É com o poder político da Liga, que Socialismo e Capitalismo andará em caminhos paralelos mas com a mesma finalidade, a qual é a felicidade do “Povo Rei”.

O que te levou a escrever um livro com cunho politico?
Neste primeiro volume vou em busca do contexto histórico e sociológico do Socialismo e do Capitalismo, para que assim possa levar aos leitores e leitora do Socicap a ter uma melhor compreensão que seria estes sistemas socioeconômicos. É para um pesquisador político é muito importante mostrar desde a base a criação das coisas, sem o entendimento de como tudo começou ficaria difícil para mostrar a estrutura e a proposta socicapitalista, sem uma boa compreensão fica muito difícil apreender a vontade popular para uma nova ideia de política. A intenção dessa pesquisa é trazer de volta o espírito do iluminismo, para que a partir de então as pessoas comece a interessar mais, a querer estar mais por dentro da política e dela fazer parte, seja como político profissional (aqueles que são filiados a algum partido político) ou como político vocacional (aqueles que estão envolvidos com a política socialista). A pesquisa apresentada por mim e publicada pela Chiado Books é uma forma encontrada de aproximação com os políticos em potência, estes são quem de fato irá gerar o corpo do Socicap. Quando trato do socialismo nesta pesquisa vou de encontro com o seu nascimento, mostrando os principais fatores que levaram os primeiros socialistas (Utópicos) a desenvolver um trabalho intenso e doloroso para defender a classe proletária dos abusos dos burgueses. Percorro a sua história a partir dos anos de 1665, penetrando no contexto social da Revolução Industrial e Francesa, nas lutas travada e criadas pelos utópicos, científicos e reais, este ultimo com maior êxodo uma vez que se deu a criação da União Soviética. Neste primeiro volume irei narrar a construção do Império Soviéticos, e as principais nações que aderiram a forma de governo de Lênin e Stalin. Termino a história do socialismo mostrando a decadência desse Império que muito contribuiu para a história da humanidade. Ao citar o Capitalismo, nesta pesquisa volto cerca de 2500 anos na história, vou a Grécia Antiga para ali encontrar o Espírito do Capitalismo. Uma vez encontrado este espirito, mostro a criação embrionária deste sistema, com o desenvolvimento comercial dos burgos e das grandes navegações europeias; navegações estas que foram patrocinadas pelos principais países europeus da época: Portugal, Espanha, Inglaterra, Itália, etc. Percorro dentro do contexto histórico e sociológico capitalista a criação das diversas colónias criadas na América, África e Ásia. Ao citar o Brasil pesquiso a partir das organizações indígenas a era Lula; falando de todo o desenvolvimento político, cívico, ético, e moral da sociedade brasileira. Isso, para que possa levar os leitores e leitoras do Socicap a uma profunda reflexão do que seria o Socialismo e Capitalismo.
       
Podes falar-nos um pouco da pesquisa que fizeste para este primeiro trabalho?
Pesquisado tenho já mais dois volumes terminados de Socicap, 4 volumes de Amor e Ódio (este no campo filosófico ontológico), tenho 5 livros de poesias com sem poesias cada um, três pequenas obras infantis (Contos de Fadas), dois livros literários no quesito ficção, conto com um projeto missionário, pesquisado para melhorar a missão da Igreja Católica, este ainda não teve êxodo por falta de apoio da própria Igreja. Estou iniciando neste próximo mês mais duas pesquisas, o IV volume de Socicap, este que irá tratar do “Contrato Social Socicapitalista” e o V volume de Amor e Ódio. Publicado graças a parceria feita entre eu e a editora Chiado Books, tenho apenas o Socicap volume I; que sabe estes outros trabalhos possa ser também publicado!


Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
A Bíblia Sagrada, mas apenas o Novo Testamento. O Novo Testamento da Bíblia esta todas as informações para que nós possamos criar uma sociedade justa, com uma política justa, com uma relação social baseada no amor ao próximo. O Comunismo pregado pelo Socicap não é o comunismo idealizado pelos Utópicos, nem pelos Científicos, muito menos pelos soviéticos, o comunismo idealizado pelo Socicap é o mesmo pregado por Jesus Cristo, política esta que ficou no passado nos tempos da Igreja Primitiva. Com a criação do catolicismo a verdadeira política de Jesus foi omitida, e em seu lugar ergueu-se a política dos papas, dos reis, e principalmente a política romana da era do Império Romano, império este que foi governado por políticos corruptos, gananciosos, ditadores, e escrupulosos, terroristas, etc. A política de cristã precisa ser mais discutida, o que se ouve falar de Jesus   é apenas do homem religioso, e não do homem político, se não discutirmos a política cristã, nunca iremos entender o que de fato é: “Comunismo”.

Pensas em publicar novamente?
Penso e quero publicar novamente, quero publicar todas as minhas pesquisas no campo político e filosófico, como também as obras que tenho no campo da literatura. Espero firmar esta parceria com a Chiado Books para o lançamento de todas estas obras. Um pesquisador, um escritor nunca pensa em desistir de escrever, uma vez que o seu maior objetivo não é apenas ganhar dinheiro com suas publicações, todo aquele que publica um livro, por interesse financeiro se torna um hipócrita, o conhecimento não é uma riqueza individual, e sim social, todas as pessoas precisa adquirir conhecimento, quanto mais conhecer mais livre ele se torna, já dizia Descartes: “Se Penso Logo Existo”. Esta frase desse filosofo implica o compromisso que o escritor, o pesquisador tem com a pessoa do outro. Só podemos conhecer alguma coisa se o conhecido for declarado, mostrado, aqueles que procura conhecer. O conhecimento é a pedra mais preciosa que a humanidade tem em mãos, aqueles ou aquelas que não dão valor no conhecimento (Livros) se torna escravo daqueles que apropria de má fé desse conhecimento.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Ainda quero escrever uma novela, acho que este género literário seria o meu maior desafio como escritor, uma vez que a novela não é apenas uma literatura, mais várias literaturas compondo apenas uma. Não é fácil criar uma estória de novela, uma vez que ao escrever uma novela o autor precisa ser mais real possível, ou seja, esta mais próximo da realidade, o autor deve estar a par dos acontecimentos contemporâneos, da cultura em que ele quer narrar, dos costumes e gírias criadas nos diálogos sociais. Uma novela seria para mim mais difícil que escrever um livro científico.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Os leitores e leitoras que acompanhar o meu trabalho poderá esperar de mim compromisso com a verdade, com o conhecimento, interesse de me doar completamente na construção de uma sociedade mais comprometida com a vida, com a harmonia entre pessoas e nações, o meu maior objetivo não é realizar o meu sonho, e sim, promover a “humanidade” nos corações das pessoas. Por isso que, começando pelo Socicap, o meu interesse maior não é ganhar dinheiro com as vendas dos livros publicados, mas gerar nas pessoas comprometimento com a vida de uma forma geral.       

Descreve-te numa palavra:
Paciência!

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Na ponta dos dedos com... Caius Augustus


Olá, Caius. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: como é que te iniciaste na escrita?
Antes de tudo, agradeço muito pelo espaço e oportunidade, muito obrigado. Bem, desde criança eu sempre fui muito interessado por animes, histórias em quadrinhos e livros. O ponto de partida foi ainda nos anos 90, ainda com meus 7 para 8 anos de idade, quando comecei a criar HQ’s e elaborar estórias de fantasia e aventura. Porém, depois de um tempo, desejei fazer algo sólido e sério. Então, por volta de 2005, iniciei a produção de uma história que viria a se tornar um jogo, ao qual dei o nome de “Faces”. Trabalhei nele ao longo de dois anos, entretanto, logo depois de conclui-lo, acabei por perder todo o projeto, mas fiquei com aquilo em mente e, em meados de 2011, decidi que o escreveria em formato de livro e me dedicaria ao máximo para que ficasse memorável, inspirador e imersivo, ou seja, melhor, mais complexo, elaborado e detalhado. Assim, começou a minha jornada como escritor e, logo depois que concluí o “Faces”, iniciei os próximos.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Ajudou-me a ser mais objetivo, mais aberto para conselhos, atento a opiniões e aprendi a ouvir melhor. Conjuntamente e posteriormente, também aprimorei minha forma de filtrar os conselhos e saber me adaptar quando necessário. Paciência também foi algo mais aprimorado, sempre busquei ser paciente e trabalhar com carinho e cuidado em meus projetos, no entanto, notei que todo o cuidado era pouco e trabalhar com textos vai muito além. Refiro-me não somente a estória contada ao leitor, mas na fluidez, na forma como se narra, na quantidade de informações ou na falta delas, no equilíbrio e escolha das palavras, além da disposição em que serão colocadas.

E enquanto escritor, o que tens aprendido?
Aprendi a ler melhor, a ter mais paciência e persistência, também aprendi a ser mais realista e ver o mundo de forma mais leve. Consequentemente, ao vê-lo de forma mais clara, passei a prestar mais atenção nos detalhes. Aprendi também que escrever é um processo demorado, revisões são algo importantíssimo e o tempo é uma ferramenta extremamente útil para o processo. Estórias precisam de seu espaço para respirar e as palavras, recém-escritas, precisam de tempo para serem reorganizadas e revisadas.
Estudaste Design Gráfico. Esta formação teve impacto no teu trabalho enquanto escritor?
Bem, não diretamente. Utilizei de minha formação para trabalhar na diagramação, harmonia, disposição das imagens, tipografia, enfim, tudo vinculado ao visual. Ser escritor foi algo anterior a essa formação.
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Em junho publicaste o teu primeiro livro, Faces. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
“Faces” se iniciou como um jogo de RPG e, simultaneamente, uma história em quadrinhos que cheguei a desenhar e concluir em meados de 2006. Desde essa época, tudo veio tomando seu tempo e evoluindo, tomando proporções e ganhando mais vida até a conclusão do livro.
O livro narra a jornada de Horus, um homem com incontáveis anos de experiências e que acabou por tornar-se imune ao tempo, possui um fator regenarativo avançado e, de certo modo, é imortal.
A estória se inicia em uma visão, retornando em seguida ao presente já em uma batalha. Inicialmente o leitor não tem conhecimento sobre quem seriam aquelas figuras, porém, pelo duelo e diálogos, subentende-se que são semelhantes em certo ponto e que se antagonizam.
Logo ao final do embate, um desequilíbrio é gerado e o universo torna-se distorcido, o portal dimensional no qual Horus se exilava é fechado misteriosamente e, com o mundo alterado, seres de outras realidades começam a surgir. 
Guiado pelas vibrações misteriosas que o chamam, Horus sai em busca de respostas para descobrir o que acontece. Assim, a jornada se inicia.
Com o tempo e deparando-se com as criaturas invasoras, ele percebe que a aflição e a vulnerabilidade dominam a atmosfera e o risco de perder sua vida torna-se real. Seres ancestrais e guardiões o ameaçam e sua saga se estende através de um universo hostil e desarmónico.

O que te levou a enveredar pelo género fantástico?
Acredito que seja algo além da explicação ou motivo. Talvez por minhas referências e inspirações. Desde pequeno sempre tive ligação com universos fantásticos como Conan, Red Sonja, jogos no Mega Drive como Golden Axe, Generations Lost de 1994 e Legend of Zelda, posteriomente histórias como Silent Hill, Soul Reaver, Berserk, Senhor dos Anéis, Nárnia entre várias outras. Sendo assim, inspirado por estas obras, também tive vontade de fazer o mesmo, inspirar leitores com materiais originais e únicos.

És ligado a outras artes: fotografia, música, ilustração. Como concilias estas áreas?
Todas estão juntas ao mesmo tempo e normalmente dedico um tempo para cada. Quando estou mais focado em escrever, por exemplo, normalmente reservo um espaço e dedicação maior para retomar as ilustrações posteriormente (talvez uma semana, talvez alguns dias, depende). Sempre as intercalo, todavia, não são áreas distintas em termos criativos, são complementares e todas acabam por fazer parte da mesma necessidade de transpor ou elaborar algo que tenho em mente, sendo assim, concentro-me para a realização de um projeto onde ele é necessário. Em muitos casos, por exemplo os livros, acabam por envolver tudo, pois além da escrita, também faço as ilustrações, as capas e trilhas sonoras. Muitas vezes, ainda montando um texto, ou assim que o concluo, vejo a necessidade de ilustrar a cena ou compor uma trilha para o momento e, logo, dedico alguns dias para elaborar a ilustração ou composição.

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
No momento e publicado, somente o Faces. Contudo, tenho mais dois livros concluídos, “A Canção sem Título” (ação/aventura/terror, universo pós apocaliptico e sobrevivência – ainda não publicado -) e “A Sombra de Undbrakhar” (fantasia/aventura), publicado em Setembro de 2019 na Amazon.
Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Acredito que ficaria doido, mas se em vez de um só, eu pudesse optar por uma série, e se por acaso na escolha eu pudesse escolher um mangá, então seria: Berserk.

Pensas em publicar novamente?
Com certeza!

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Bom, já acabei por migrar um pouco para o terror e meu último livro é do género Horror Cósmico. O desafio inclusive está sendo aplicado: escrever sobre algo indescritível ou inominável e, assim como H.P. Lovecraft teve maestria em fazer, passar mensagem precisa, conseguir e permitir ao leitor adentrar na estória, compreender e, além de tudo, inspirar-se, refletir a respeito e transpor algo que vai além do que está sendo contado, onde o leitor medite sobre o quebra-cabeça que lhe foi mostrado e compreenda algo muito além do narrado. Esse é um desafio e tanto e fica entre o “não entendi e está confuso” e o “então era isso que aquilo queria dizer!”.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Muitas estórias, músicas, livros e ilustrações.

Descreve-te numa palavra:
Motivado.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Na ponta dos dedos com... Ana Marta Fidalgo


Ana Marta, sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: como é que te iniciaste na escrita?
Eu iniciei a escrita sozinha em casa, fui escrevendo aos poucos, no inicio ainda pensei em criar um blog para divulgar a minha história de vida, mas depois lembrei-me de enviar para a editora chiado e ver no que surgia, mas não contei a ninguém nem à minha família, depois passado uma semana a editora contactou-me, e disseram que gostaram do conteúdo para fazer um livro, e então foi aí que contei a novidade aos meus pais, porque tivemos que ir a Lisboa à editora fazer os pagamentos, a minha família e os meus amigos ficaram muito orgulhosos de mim.

O que é que a escrita trouxe à tua vida?

O livro “E Se Fosses Tu?” trouxe muita alegria para mim, porque realizei mais um sonho na minha vida e também a oportunidade de conhecer novas pessoas.

O que te motiva a escrever?
Através da escrita consigo desabafar tudo o que está dentro do coração, e também posso mostrar às outras pessoas que para ser feliz, não é preciso ser perfeito, isso motiva-me.

Nasceste com paralisia cerebral e este facto da tua vida teve influência na tua escrita. O que te levou a contares a tua história?
Eu escrevi o livro “E Se Fosses Tu?” Devido às inúmeras perguntas dos meus seguidores do instagram, e também para dar a conhecer a minha história de vida, com o objetivo de motivar pessoas com o mesmo problema que eu ou piores a nunca desistir da vida.
“Se eu consegui, vocês também conseguem”.

Lutaste sempre para seres uma mulher independente e como tal não permites que a doença te defina. Acreditas que a tua história poderá ser uma inspiração para os outros?
Sim, o meu objetivo de vida é ser uma mulher independente e nunca vir a depender de alguém, na minha vida sempre pratiquei fisioterapia para conseguir ultrapassar este problema, no entanto já consigo fazer as minhas coisas de dia-a-dia sozinha, faço uma vida completamente normal, frequento a universidade, saio com amigos. E sim, acredito que a minha história será uma inspiração para os outros, pois apesar de andar numa cadeira de rodas já consegui ultrapassar muitos obstáculos para chegar onde cheguei, no entanto existem pessoas que não têm nenhum problema de saúde, e não possuem a coragem que eu carrego dentro de mim para dar a volta por cima aos problemas da vida.

Escreves só quando vem a inspiração ou escrever é um rito que praticas independentemente das circunstâncias?
Eu gosto mais de escrever nos dias em que estou mais revoltada com a vida, pois é nesses dias que consigo expressar a revolta que sinto dentro de mim, porque apesar de ser uma mulher muito feliz e rodeada de pessoas que gostam de mim, sinto um grande aperto no coração por causa de não andar, e saber que só estou numa cadeira de rodas por culpa de um erro médico.

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Recentemente publicaste o livro “E Se Fosses Tu?”. Podes falar-nos um pouco sobre ele?

“E Se Fosses Tu?” é um livro que relata pormenores inéditos da minha vida desde que nasci até atualidade. Nesta obra revelo o quanto luto para ter uma vida mais independente e conseguir superar os obstáculos que me aparecem pela frente.


Como tem sido a reação dos teus seguidores face a este trabalho?
Tem sido fantástico o feedback das pessoas em relação ao meu livro, e também têm surgido novas propostas de presenças e entrevistas, várias pessoas ao lerem falam que ajudei-as bastante a nunca desistir da vida por mais difícil que seja, e outras dizem que devia continuar com a escrita, pois sou uma inspiração para todos.

O que podem os teus seguidores esperar para o futuro?
Muitas surpresas.

Pensas publicar novamente?
Sim, mas primeiro estou concentrada neste livro para ver até onde chego, se tudo correr dentro das expetativas, mais tarde logo penso se quero publicar novamente.


Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
A culpa é das estrelas.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?

Aventura.

Descreve-te numa palavra:
Forte e corajosa.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Na ponta dos dedos com... JP Santsil

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Jp, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: como é que te iniciaste na escrita?

R: Saudações a todos. Tive início na escrita aos 14 anos de idade, quando um casal de poetas foram fazer uma oficina de poesia em minha escola. Participei dessa oficina que durou um mês, resultando numa pequena e simplória antologia em que escrevi o meu primeiro texto criativo.

O que é que a escrita trouxe à tua vida?
R: Me trouxe muitos benefícios e oportunidades profissionais, em que trabalhei como captador de recursos, assessoria e planeamento para Organizações Não Governamentais, na área social, cultural, educacional e ecológica. Em que tinha que escrever muitos projetos e programas para editais governamentais ou corporativos. E por essa afinidade com a escrita ao longo do tempo, resolvi escrever meu primeiro livro: O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA, e pretendo seguir carreira como escritor e autor de livros.

O que te motiva a escrever?
R: Vejo a escrita como a primeira tecnologia de programação da humanidade, em que se perpetuam culturas, religiões, leis e governos ao longo do nosso trajeto histórico civilizatório. E posso compreender o poder que ela tem de perpetuar a história da humanidade, e por isso, fui motivado a escrever.

Dedicas parte da tua vida ao ativismo social, cultural, educacional e ecológico. Estas vertentes às quais estás ligado têm impacto na tua escrita?
R: Sim! Completamente. 70% de todo trabalho de uma Organização ou Movimento Ativista é escrita, lidando dia-a-dia com burocracias, relatórios, projetos e finanças.

És natural de Salvador. A cidade onde nasceste tem influência na tua escrita?
R: Salvador, esta cidade que tão bem nos representa mundo afora, foi a primeira capital do Brasil. Denominada, primeiramente, como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, a cidade, capital da Bahia, é notável em todo o país pela sua gastronomia, música, literatura e arquitetura. A influência africana em muitos aspectos culturais a torna o centro da cultura afro-brasileira. O Centro Histórico de Salvador, localizado no bairro do Pelourinho, é conhecido pela sua arquitetura colonial portuguesa, tendo sido declarado como Património Mundial pela UNESCO em 1985. Terra de muita cultura e etnias miscigenadas. Muitos bons escritores brasileiros surgiram lá como: Gregório de Matos que é considerado pela crítica especializada um dos maiores poetas do barroco em Portugal e no Brasil, e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa no período colonial; Castro Alves, Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro; Ruy Barbosa Foi um dos organizadores da República e atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Foi Ministro da Fazenda do Brasil em sua época e membro da Academia Brasileira de Letras; Jorge Amado foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, e é o mais adaptado para o cinema, para o teatro e para a televisão. Em 1994, a sua obra foi reconhecida com o Prêmio Camões. O baiano Jorge Amado, embora não nascido em Salvador, ajudou a popularizar a cultura da cidade ao redor do mundo em romances; Zélia Gattai foi uma escritora prolífica casada por 56 anos com Jorge Amado. Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias; João Ubaldo Ribeiro foi escritor, jornalista, cronista, roteirista e professor, formado em direito e membro da Academia Brasileira de Letras. Venceu o Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa. Teve diversos trabalhos adaptados para o cinema, para o teatro e para a televisão

Tens algum ritual de escrita?
R: Calma, paz e ouvir o que diz meu coração.

Escreves só quando vem a inspiração ou escrever é um rito que praticas independentemente das circunstâncias?
R: Acredito que a ação faz a inspiração, porém, é claro há momentos criativos. Escrever para mim é como um constante fluxo das águas de um rio, que apesar de despojar-se no mar nunca o transborda.

Em maio publicaste o teu primeiro livro, O Filho Daquela Que Mais Brilha - A incrível saga do Quilombo dos Palmares no Novo Mundo. Podes falar-nos um pouco sobre ele?

R: 7 anos em pesquisa com viagens a Lisboa e Amsterdão. 4 anos de escrita. O que há de engodo? O que há de verdade nessa história? Está obra relata não só a história do Quilombo dos Palmares, seus líderes e oponentes. Revela fatos ocultos da descoberta e fundação do Brasil. Que vai desde a Europa Medieval, a inquisição católica e o aculturamento dos judeus sefarditas em cristãos-novos, e os movimentos criptojudeus libertários até a África e seus originais impérios africanos, desembarcando em terras dos nativos e originais povos das florestas tropicais sul-americanas, classificados como índios pelos cristãos ibéricos europeus. Relata, também, a colonização espanhola e holandesa na Capitania de Pernambuco, que compreendia os atuais estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Alagoas e a porção ocidental da Bahia. E nos conta uma história de amor e luta, esperança, liberdade e crenças messiânicas em um período trágico da história brasileira. Nenhum outro livro revela a fantasia que virou realidade, e a verdade que se transformou em engodo como este. Esta Obra é um romance de ficção histórica, mas que preserva 100% dos fatos verídicos, revelando segredos académicos, desmistificando os achismos e impressões dos historiadores, seus objetivos e discursos manipulatórios. Também, desmascara a fantasia criada pelos diversos movimentos de ativismo negro. Não agradando nem a grego e, nem a troianos, nem a “pretos” e, nem a “brancos”, mas buscando relatar um pouco de verdade histórica, sem manipulações. Este livro é um documento animado, dramatizado e romantizado, sem partido, dando aos personagens históricos emoção e vida.

Trata-se de uma saga. O que te inspira a escrever neste género literário?
R: Eu, praticamente, cresci ouvindo histórias e escutando músicas a respeito do Quilombo e Zumbi dos Palmares. Nasci em Salvador, capital da Bahia, o verdadeiro centro da cultura afro-brasileira. A capital baiana é a cidade com maior número de descendentes de africanos no mundo, seguida por New York, majoritariamente de origem iorubá e congolesa, vindos da Nigéria, Togo, Benim e Gana, Congo e Angola. Depois da ditadura militar (1985), os blocos afros como Ilê Aiyê (1974), o Malê Debalê (1979), Olodum (1979), Muzenza (1981), Cortejo Afro (1998) e o Bankoma (2000) se reergueram na capital baiana, onde as suas maiores inspirações para as letras dos seus enredos foi Palmares e seus heróis. Isso contribuiu muito para minha inspiração desse meu primeiro livro. Reuni todos os fatos históricos, junto a uma bela ficção imaginativa, interligando os muitos personagens históricos da época. Veracidade reunida a fantasia, isso é teoria histórica; retratando que toda história que nos é relatada nas escolas e universidades e nos demais grupos de estudos sobre Palmares não passa de teoria e imaginação dos poucos historiadores que escreveram sobre o caso. Na História não se sabe ao certo quem foi Zumbi, ou Ganga Zumba, ou se esses personagens foram os mesmos. Até porque naquela época Palmares já era uma incógnita, e as poucas informações vieram de alguns bandeirantes e sertanistas que ousaram invadir o Quilombo. Tudo relatado por meio de poucas cartas “um tanto fantasiosas”, para contar os seus feitos e bravuras de guerra. A história real é realmente irreal, engodo e fantasia. Os desafios foram muitos. Desde a construção de um ambiente geográfico, até o desenrolar de toda essa história de que não se tem muitos relatos históricos. Só para se ter uma ideia, ao quebra-cabeça histórico do Quilombo dos Palmares falta 80% de suas peças, das quais 15% são relatos dos bandeirantes, sertanistas e alguns governantes, e o restante, 5%, são alguns “fatos históricos” dentro desses soberbos relatos em que os colonos portugueses auto vangloriavam-se nas suas invasões em Palmares e na captura de alguns de seus líderes. Então, temos 80% de muito engodo e fantasia sobre o Quilombo e seus personagens. Aí é que entra a minha criatividade ao recriar todo um ambiente e mundo, coligando outros personagens históricos, continentes e reinos, e demais situações da época, preenchendo as lacunas desse quebra-cabeça histórico com uma bela e inteligente ficção, e muita espiritualidade por parte de um dos protagonistas o ancião GRIOT Djeli.

Como tem sido a reação dos teus leitores face a este trabalho?
R: Esta obra é fruto de uma vasta pesquisa histórica e sapiência de vida, a qual contém segredos e mistérios tanto académicos, quanto espirituais, base de meus estudos culturais, como um mestiço latino-americano brasileiro e cidadão do mundo. E dos meus estudos espirituais, como ser humano em plena expansão de consciência, nos muitos ensinamentos das culturas africanas, nativo-americanas e do Mediterrâneo asiático e africano. A obra contém não só os muitos ensinamentos dos judeus cabalísticos e Essénios, cristãos gnósticos, europeus alquímicos, ameríndios (andinos, amazonenses e costeiros), mas também as culturas africanas ancestrais dos Yorubas e Mandinkas. E, é claro, toda a cultura dos conhecimentos quilombolas dos afro-brasileiros. Devido ao fato dessa história ser ainda inconveniente para a moderna sociedade brasileira, tive resistências de algumas grandes editoras em publicá-la. Porém, ao lançá-la pela Editora Chiado e, por estar disponível no Kindle Amazon, estou obtendo muitas respostas positivas e surpreendentes por parte do público em geral.

O que podem os teus leitores esperar para o futuro?
R: Depois da escrita de: “O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA”, pretendo definitivamente seguir uma carreira de escritor. Não sei bem ao certo em que ramo, já que meu primeiro livro foi um romance histórico. Mas sei que desejo me focar em temas fortes e que toquem a consciência e espiritualidade do ser humano, que toquem mais ainda o seu coração. Pois acredito no poder e na magia da literatura como um fator educativo na formação e transformação cultural da condição humana, rompendo as muitas cápsulas da ignorância nas quais fomos aprisionados e arraigados com o tempo, por uma sociedade de valores competitivos de raça, classe e status. Sei que muito mais obras de grande valor e beleza hão de vir por aí em minha trajetória de autor.

Tens algum novo livro a ser preparado?
R: Sim! Porém, no momento só no campo das ideias. Ainda estou me recuperando da grande ressaca que foi ao terminar a escrita do: O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA.

Pensas publicar novamente?
R: Constante e permanentemente!

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?

R: Não querendo ser egoísta, mas, sem dúvida: O FILHO DAQUELA QUE MAIS BRILHA.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?

R: O lado extremo do balançar do pêndulo. Passaria de Ficção Histórica para Ficção Cientifica.


Descreve-te numa palavra: PERFEIÇÃO.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Na ponta dos dedos com... Isabel Esperança

Isabel, sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como é que te iniciaste na escrita?
Iniciei o meu percurso na escrita há alguns anos, como uma necessidade de expor o meu Inner Game, falar sobre temas que assolam o pensamento, o meu e provavelmente, de muitas outras pessoas.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
quando escrevo, dou asas à minha imaginação. Entro num mundo  para além do que conhecemos, entro numa nova dimensão, onde a verdade e a ficção se fundem e se confundem. Sem linhas e sem fronteiras. É transponível para alem do que conhecemos e é visível. É um mundo de infinitas possibilidades.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
quando entro nessa dimensão, e me entrego à escrita, reconheço que há um mundo de infinitas possibilidades. esse mundo, faz me reconhecer as minhas fragilidades enquanto Ser humano, mas também faz sobressair o melhor que há em mim e todo o potencial que tenho ao meu dispor ao querer contribuir para que o mundo seja um lugar melhor.  

E enquanto escritora, o que tens aprendido?
tenho aprendido que a escrita é partilha. Aprendemos a dar um bocadinho de nós, do nosso mundo, e isso acaba por se traduzir em amor pelo outro. Mas não é só no sentido unilateral. Também recebemos amor, cada vez que alguém sente as minhas palavras e as toma como suas e transforma a sua maneira de ver a vida, ou simplesmente reflete sobre isso, eu recebo. E isso faz-me sentir grata perante a vida.

Tens algum ritual de escrita?
Na verdade não. Tenho que sentir .... E, nesses momentos, pego uma folha de papel e sento-me no chão. Gosto da sensação de liberdade que me dá um pedaço de papel branco,... E depois, com um lápis de carvão começo a colocar ideias soltas, e as palavras começam a brotar da minha cabeça e do meu coração. Emergem abruptamente ideias que não consigo agarrar e que tomam literalmente conta de mim! Já me habituei a colocar ao lado da minha cama uma folha branca. Com alguma frequência, acordo a meio da noite com uma ideia que me faz acordar e acelerar o ritmo do meu coração. Nessas alturas eu sinto que a ideia é boa e que preciso agarra-la naquele preciso momento. Caso contrário, no dia seguinte não me lembrarei... Pode ser uma ideia solta sobre algo que nunca tinha pensado, ou pode ser a linha de pensamento ou a ideia/palavra chave para dar continuidade a algo que já iniciei.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
a escrita começou por ser um esboço de retalhos de vida, de pensamentos psico-sociais, uma necessidade de expor o meu Inner Game face ao mundo e ao que nos rodeia, aquilo que vemos e aquilo sentimos. A forma como observo a sociedade (e como os outros a observam), como as pessoas se relacionam, e se comunicam, o mapa mental de cada um, os sentimentos, as emoções, etc.  Depois, quando o Gonçalo da Chiado me convidou para participar na Antologia da Poesia, e muito embora nunca tivesse escrito poesia, senti um enorme desejo de criar algo em forma de poesia. Mas nada muito rimático, nada muito emparelhado. Tenho como referencia na poesia, o estilo inconfundível de Pessoa e revi-me e revejo-me a escrever poesia cuja mensagem é muito para além daquilo que se pode ler. É uma obra de arte em que cada um pode retirar uma mensagem a cada momento, de acordo com aquilo que sente, de acordo com o seu estado de espírito, de acordo com a sua vivência, a sua interpretação do mundo e daquilo que o rodeia. Daquilo que vê e daquilo que acredita muito para além do que é visível. A escrita não é estática. É algo mutável, que se lê e se sente com os olhos e o coração de quem o lê e com o estado de espírito presente no momento em que o lê. E naturalmente, também de quem o escreve. A escrita é há muito tempo, parte da minha existência, como o ar que respiro ou o água que bebo.

Aproxima-se a publicação do teu primeiro livro. Como se chamará? 
Branklache, a menina bolacha.

Podes falar-nos um pouco sobre ele?
É sobre Branklache, uma linda bolachinha que vive numa pequena e mágica aldeia, onde o sol brilha todos os dias e onde todos os meninos bolachas são felizes. A historia apela aos valores essenciais , como a família, a amizade, o amor , a partilha, etc . 

O que te inspirou a escrever este livro?
Começou por ser uma historia que ajudei a idealizar para a minha filha Daniela, quando estava no 4º. ano. Depois, não ficou por ali, começou a crescer em mim uma enorme vontade de dar vida à Branklache e de a dar a conhecer a todos os meninos e meninas! Porque a Branklache é mesmo uma menina muito especial como todos os meninos e meninas que existem no mundo. E a Branklache é isso mesmo, o espelho de todos os meninos e meninas. Especial,  terna,  amiga, sincera e muito, muito doce!

E o que te motivou a publicar?
Branklache ficou guardada numa caixinha de bolachas por bastante tempo. Nunca ficou esquecida, apenas estava adormecida. Chegou ao momento em que ela começa a reclamar, a suplicar! Ela queria sair dali, ela precisava sair daquela caixinha. Disse-me certo dia que não pode mais ficar ali, fechada. Não mais! Ela tinha razão, como têm todos os meninos e meninas do mundo, que precisamos ouvir e escutar com atenção.  Branklache é a historia de todos os meninos e meninas que apelam aos valores essenciais, como a família, a amizade , a partilha, o amor. A Branklache quer estar presente no quotidiano de cada um deles e fazer as suas vidas muito mais doces.

Como achas que será a reação dos que te rodeiam a este projeto?
Acredito ser muito positiva.

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Sim, várias antologias da poesia Portuguesa, quer da Chiado e Vieira da Silva. Coletâneas  de Micro narrativas ficcionais, Contos de natal, Cartas de Amor. Tenho também um blogue onde falo de vários temas, Compassamento.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
"O monge que vendeu o seu ferrari" de Robin Sharma.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Não me identifico apenas com um único género literário. Posto isto, há infinitas possibilidades…

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Diria que podem esperar muitas coisas; que eu me surpreenda... E que os surpreenda também.

Descreve-te numa palavra:
Apaixonada.

domingo, 18 de agosto de 2019

Na ponta dos dedos com... Ana de Carvalho

Ana, sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: a escrita está enraizada no teu ser e isso denota-se no teu trabalho, como é que a escrita surgiu na tua vida?
Desde já muito obrigada pela entrevista. Respondendo à tua pergunta, a escrita surgiu de uma forma natural, era eu ainda uma criança. Sabes quando desde cedo começamos a  escrever poemas, quadras e temos uma imaginação fértil?... Acho que é o início de tudo e o resultado, mais cedo ou mais tarde, só pode ser este, escrever livros…

Escreves só quando vem a inspiração ou escrever é um rito que praticas independentemente das circunstâncias? 
Eu escrevo por prazer e não por obrigação, por isso, escrevo quando estou inspirada, mas também quando preciso desabafar…hoje em dia é melhor desabafar num papel que contar a nossa vida a amigos…nos dias de hoje é difícil confiar em alguém, por isso escrevo sobre o que me vai na alma e guardo para mim, em pedaços de papel… este é o único rito que pratico.

O que é que a escrita trouxe à tua vida?
Tanta coisa… permitiu-me ver a vida de um modo diferente. Ajudou-me a crescer, conhecer novas pessoas… permitiu que eu passasse para o papel as minhas histórias e que as partilha-se com o mundo… a escrita é libertadora.

Ser escritora não é fácil em Portugal, mas tu já publicaste quatro livros de diferentes géneros e continuas a perseverar. O que te motiva a escrever?
Enquanto houverem pessoas que gostem dos meus livros, eu vou escrever. São eles que me motivam a escrever. O facto de ser escritora de num meio pequeno não faz com que tenha menos valor que outros que vendem milhares. Posso dar-me ao luxo de escrever sobre o que quero, tudo o resto não me interessa…
COMPRAR LIVRO

O teu último livro, Ódio de Morte, foi publicado em dezembro de 2018. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
É um romance com uma vertente policial. No meu ver, o meu melhor livro… uma história onde o amor e o ódio se misturam. O mistério é uma constante e com um final absolutamente imprevisível.

O que te inspirou a escrevê-lo?
Nada em concreto. Numa noite que estava com insónias, comecei a pensar na história, liguei a luz, escrevi os tópicos e no dia a seguir comecei a escrever o livro.

Trata-se de uma narrativa envolta em mistério. Como foi escrever num género tão diferente dos anteriores?
Foi excelente. Sempre gostei, e gosto, de policiais… por isso foi uma experiência maravilhosa. 

Como tem sido a reação dos teus leitores face a este novo trabalho?
Confesso que o título surpreendeu os meus leitores, foram apanhados de surpresa… mas é isto que também me dá gosto surpreender os leitores. Os “meus” estavam habituados a títulos amorosos, suaves e de repente surge um “ Ódio de Morte” e tudo pára… depois de lerem o livro entenderam melhor o título escolhido… 

O que podem os teus leitores esperar para o futuro?
Tudo e nada… Eu sou um pouco imprevisível.

Tens algum novo livro a ser preparado?
Tenho uma nova história na minha cabeça, mas que ainda não comecei a escrever.

Pensas publicar novamente?
Claro que sim. Nem fazia sentido ser de outra maneira…Mas não sei quando… agora estou a fazer uma pequena pausa. 

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
“As palavras que nunca te direi” de Nicholas Sparks. 

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Um policial, mas um livro 100% policial…

Descreve-te numa palavra:
Sonhadora…


sábado, 17 de agosto de 2019

Na ponta dos dedos com... Fabricius Lucas de Almeida

Fabricius, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: como é que te iniciaste na escrita?
Muito obrigado, Letícia, por me apresentar aos teus seguidores. Igualmente para mim é um prazer.
Eu escrevo desde sempre. Tão logo aprendi a ler e escrever, já me encontrava a inventar coisas. A poesia, que me sai pelos poros, chegou a mim naturalmente, creio que mesmo antes de eu compreender mais sobre o género. Sempre tive o cuidado de datar e guardar a maior parte de meus poemas. Nunca havia planeado publicá-los, pois escrevia para mim. Era uma coisa muito pessoal até o dia em que notei ter acumulado um número razoável de poemas. Foi quando, tomado por uma audácia imensa, apresentei meu original a algumas editoras. Para minha grande surpresa, todas elas o haviam aprovado e eu escolhi a que me fez a melhor proposta de edição. Assim foi que Heráldica nasceu.

O que é que a escrita trouxe à tua vida?
Eu diria que a escrita me trouxe uma melhor compreensão do caótico de mim mesmo, exteriorizando coisas muito profundas e reorganizando minhas ideias e sentimentos no papel, onde é mais fácil de ver.

O que te motiva a escrever?
Quase sempre dores muito profundas, sentimentos recônditos que eu necessito verter para não sucumbir. São coisas que vou acumulando conforme minha leitura da vida, observações e reflexões das quais não posso fugir. Eu sempre brinco dizendo: — “eu não nado no raso”, e justamente por ser sempre tão circunspecto e intenso, não raro, me esgoto de mim mesmo. Em momentos como esses, a poesia é um maravilhoso veículo de sobrevivência.

Não é, no entanto, apenas a escrita que é parte essencial da tua vida, a dança e o canto também o são. És um jovem extremamente ligado ao mundo das artes. Como concilias a arte com as restantes áreas da tua vida?
Responderia melhor dizendo como concilio as demais áreas da minha vida com a arte. Não é fácil! Entretanto, para mim a arte sempre virá em primeiro lugar.

És natural de São Paulo. A cidade onde nasceste tem influência na tua escrita?
De certa forma. Entretanto, eu creio que São Paulo em si nunca tenha sido assim tão determinante ou influente no que me saiu de poético até hoje. Digamos que a cidade tenha me influenciado pouquíssimo.

Tens algum ritual de escrita?
Absolutamente nenhum. Sou indisciplinado e até, às vezes, um pouco preguiçoso. Normalmente escrevo à noite, na madrugada. Sou notívago e esses são, geralmente, meus momentos de maior produção.

Escreves só quando vem a inspiração ou escrever é um rito que praticas independentemente das circunstâncias?
Só quando vem a inspiração. Jamais pude me sentar e por-me a escrever intencionalmente. É um processo totalmente incerto.

Em agosto do ano transato publicaste o teu primeiro livro, Heráldica. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
Na verdade, ele foi publicado em julho do ano passado. Heráldica é um livro composto por oitenta poemas desditosos de amor. Seu título alude, metaforicamente, ao universo dos contos de fada, de modo que a temática situada neste contexto encontra muitos elementos, inclusive lúdicos, para se desenvolver. Apesar de não parecer, a obra tem uma essência otimista, que não desiste de sonhar e busca por força para lidar com as frustrações impostas pela vida real.

Trata-se de um livro de poesia. O que te inspira a escrever neste género literário?
Como já disse, a poesia me sai pelos poros. Nunca fora uma escolha deliberada. Ela é apenas natural para mim, inclusive poesia em prosa. Eu confesso que me sinto extremamente confortável neste género. Sinto-me livre. Quanto as inspirações, depende muito... geralmente são experiências que observo, coisas da vida que me afetam de alguma forma... Pode ser qualquer coisa.

Como tem sido a reação dos teus leitores face a este trabalho?
Muito positiva felizmente.

A poesia ainda é um género muito subestimado. Alguma vez sentiste esse preconceito na pele? 
Já senti na pele toda sorte de preconceitos. Acredito que ninguém está livre disto em algum ponto da vida. Não dou importância, todavia. Felizmente até agora, não tive nenhuma reação preconceituosa em face a minha poesia.

O que podem os teus leitores esperar para o futuro?
Além de tentar me manter minimamente resiliente, nada posso prometer a eles ainda. Apesar de já ter passado um ano, ainda me sinto vazio. Escrevo eventualmente e tenho algumas boas coisas guardadas, mas eu ainda necessito de tempo para criar seja o que for. A mim me parece ter sido ontem o lançamento de Heráldica.

Tens algum novo livro a ser preparado?
Seria extremamente precoce se eu dissesse que sim, e em verdade, não tenho.

Pensas publicar novamente?
Eventualmente sim.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado? Estás me propondo um grande dilema. É quase impossível eleger apenas um! Eu não sei... talvez “Felicidade Clandestina” de Clarice Lispector.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Letras de música, dramaturgia ou roteiros para cinema (se é que se pode chamar a este último de literatura.) Mas, nada como a poesia..

Descreve-te numa palavra:
Beleza.