sábado, 27 de julho de 2019

O Homem da Quinta Dimensão, de João Caeiro e Tito António

O Homem da Quinta Dimensão (comprar aqui) é um livro técnico escrito pelos autores João Caeiro e Tito António, a convite do segundo. Este livro foi publicado em março do presente ano pela Emporium Editora, um dos autores, o João, esteve na rubrica Na Ponta dos Dedos recentemente (ler entrevista aqui).

A obra é resultado de uma longa pesquisa por parte dos autores, no âmbito de um projeto de ciência iniciado pelos mesmos em 2018, denominado, Arquitetura do Universo I, II, III. No seguimento desse projeto, nasceu o livro que hoje vos apresento, O Homem da Quinta Dimensão, onde os autores nos falam de uma nova teoria da Física.

O tema retratado nesta obra não é um tema fácil e não tenho as competências adequadas para escrever ou argumentar sobre o mesmo, nesse sentido, o objetivo desta opinião é acima de tudo, dar a conhecer ao leitor o trabalho do Tito e do João.

Numa fase inicial da leitura somos introduzidos à existência do Universo e a sua lógica, naquele que é um texto simples e direto, a introdução pretende, no fundo, preparar o leitor para o ponto principal deste livro. 

O livro está dividido em duas partes, a primeira parte é um ensaio sobre o universo e a quarta dimensão, sendo que a segunda parte se foca na vida e no homem. 

Através de uma narrativa bem construída e de uma linguagem bastante concisa, os autores apresentam ao leitor o Modelo dos Dois Factores, que nada mais é do que uma explicação científica para o universo, e que assenta sobre pilares seguros e investigados pelos autores, naquela que se trata de uma grande descoberta para a ciência.

Embora não seja um livro que se lê de um dia para o outro, não é uma leitura complicada. Senti que estava, na verdade, a ter uma aula de ciências, apesar de esta nunca ter sido a minha disciplina de eleição, certo é que este livro enriquece o leitor, independente da vontade deste. Uma obra que requer tempo e atenção e que, sem dúvida, merece uma oportunidade.


segunda-feira, 22 de julho de 2019

Jurema – Guardiã do Conhecimento, de André Cozta

Jurema – Guardiã do Conhecimento (comprar aqui) é um livro do autor brasileiro e sacerdote de Umbanda, André Cozta, publicado recentemente. Integra a coleção Sentido Oculto da Chiado Books.

O livro começa com um prefácio de Marina Nagel, Dirigente Espiritual da Casa do Pai Otávio, segue-se a este prefácio, uma apresentação do livro e do conceito pelo próprio autor, e um glossário com os termos mais comummente utilizados na narrativa que se seguiria. 

A obra Jurema está dividida em duas partes sendo que na primeira o autor apresenta o Mistério Jurema e na segunda parte fala-nos da iniciação e preparação do Curumim. 

É importante explicar ao leitor que a Umbanda é uma religião, mas este livro não é apenas para os seguidores dessa mesma religião, mas para todo aquele movido pelo desejo de conhecimento.

A Mãe Jurema (ou Cabocla Jurema) é a imagem da Umbanda, considerada um Poder Planetário, cuja força está assente na Natureza. Jurema é, tal como indica o título eleito pelo autor, a Guardiã do Conhecimento e esse conhecimento é, sem dúvida, essencial ao ser humano, essencial para a sua vida, essencial à sua existência. 

A obra é narrada na terceira pessoa em forma de fábula, não é uma obra complexa, embora requeira atenção da parte do leitor, uma vez que envolve conceitos desconhecidos para muitos, sobretudo para os que nunca tiveram qualquer contacto com a religião. 

A linguagem escolhida pelo autor para este livro é simples e direta. A mensagem que o autor pretende transmitir chega com facilidade ao leitor. 

Este livro é voltado para os umbandistas, contudo, pode ser lido por qualquer outra pessoa porque permite ao leitor uma viagem que incita à reflexão interior.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Na ponta dos dedos com... Sofia Vanzeller

Olá, Sofia. Sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: como que é que te iniciaste na escrita?
Acho que tudo começou com o meu primeiro diário, tinha eu uns onze/doze anos. Desde aí acho que lhe ganhei o gosto e enchi muitos cadernos desde então! Ainda hoje mantenho um diário apesar de não escrever com tanta regularidade como antigamente por motivos de disponibilidade de tempo (com muita pena minha).

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Esta é difícil. São tantos! Penso que, sobretudo, é a leveza. Muitas vezes escrevo porque tenho demasiados pensamentos dentro da minha cabeça e isso consegue ser muito sufocante. Então, sinto necessidade de tirar as preocupações da minha mente e projetar para o mundo o que penso para me conseguir organizar e ficar mais calma. Escrever ajuda-me a relaxar, porque sinto que passei o peso das minhas emoções para o papel e isso já me ajudou a ultrapassar muitas fases difíceis!

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
A escrita ajudou-me a interpretar o mundo de uma maneira diferente e isso influenciou e influencia, sem dúvida, a minha maneira de ser e estar no mundo.

E enquanto escritora, o que tens aprendido?
A escrita ensinou-me disciplina em muitos sentidos. Disciplina de trabalho, sim, agora mais recentemente com a escrita do meu livro, mas também disciplina em termos de arranjar tempo de qualidade para mim mesma. Mesmo quando escrevia o meu livro, nunca o interpretava bem como trabalho, era sempre uma maneira de fugir para o meu mundo e esquecer o stress do dia-a-dia. A escrita ensinou-me que é importante valorizar-me e valorizar os outros e faz-me sempre ver o ponto positivo de todas as nossas histórias.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
Sem dúvida alguma, uma necessidade. Não consigo passar muito tempo sem escrever, porque é como se me faltasse alguma coisa.

Estás a tirar um Mestrado em Medicina Veterinária, és vlogger nos tempos livres e já publicaste um livro. Como organizas o tempo e concilias áreas tão díspares?
Não faço ideia. Com muita ginástica, penso eu! O curso consome grande parte do meu tempo, mas sempre que arranjo tempo livre não consigo deixar de me dedicar às coisas que gosto e acho que é isso que me estimula a não desistir. É a paixão pelos meus projetos que me faz continuar e é verdade que alguns acabaram por ir pelo cano abaixo, mas muitos outros ainda estão de pé e outros tantos consegui terminar tal como aconteceu com o meu livro! Acho que tudo se resume a dedicação e à vontade que tu tens de investir nos projetos. Podem demorar mais ou menos tempo, mas acabamos por conseguir. Querer é poder!

Publicaste em fevereiro o teu primeiro livro, “Anjos da Noite”. Apesar de a sua publicação ser recente, este foi um trabalho que começaste a desenvolver em 2010. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
A ideia original surgiu-me em 2010 e escrevi os primeiros capítulos nessa altura. Trata-se de uma história de fantasia que segue as aventuras de uma rapariga chamada Sydney ao descobrir um universo paralelo ao nosso que é dominado pela magia de sete elementos naturais e por muitos seres fantásticos. À medida que a Sydney se envolve cada vez mais percebe que a magia boa está gradualmente a ser oprimida pela magia negra graças às ações de um feiticeiro antigo que a quer capturar a todo o custo. A vinda da rapariga coloca os habitantes deste mundo em perigo e a Sydney e os amigos encetam numa demanda para tentar travar o feiticeiro.
Não estive constantemente a escrever durante os oito anos seguintes. Foi um trabalho no qual pegava e largava conforme a inspiração e o tempo me iam surgindo. O enredo começou a ficar bastante complexo e nem todos os aspetos da história estavam bem delineados e houve uma altura que estive com o projeto bastante tempo parado, porque não conseguia andar para a frente sem antes pensar muito bem como unir todas as pontas soltas. Contudo, com o tempo, lá fui escrevendo e a história, o mundo e as personagens foram crescendo e tomando vida própria. Há cerca de dois anos para cá foi quando acelerei mesmo muito e consegui escrever o último capítulo no verão do ano passado!

O que te levou a escrever este livro?
Não sei bem precisar de onde tirei a ideia maluca de escrever um livro, mas penso que adveio de todos os livros que já li e vivi tantas histórias diferentes que comecei a ter as minhas próprias ideias e pensei: por que não construir o meu próprio universo? Queria mesmo escrever um livro que eu gostasse de ler e que conseguisse apaixonar as pessoas tal como tantos livros me apaixonaram a mim e decidi tentar. E depois à medida que ia escrevendo cada vez me apaixonava mais a minha história e sabia que desse por onde viesse eu tinha de saber como é que ela acabava!

Como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Ainda está muito no início, mas o apoio da minha família e dos meus amigos mais próximos tem sido mesmo muito importante para mim. Tenho amigas que já leram e adoraram ao ponto de viciar e não consigo pôr por palavras o quão isso me faz feliz e me dá forças para continuar a escrever! Espero que com o tempo consiga chegar a cada vez mais pessoas e que a história as apaixone tanto quanto me apaixona a mim.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves, para além daqueles que podemos encontrar no teu primeiro livro?
Penso que o que me atrai mesmo escrever são temas que abordem a criatividade, a vida, as emoções, a natureza e os segredos da mente. Não tenho muito jeito para desenvolver temas concretos e maçudos. Acho que gosto de falar mais do abstrato, se é que posso usar essa palavra. Gosto de filosofar sobre o porquê de estarmos aqui e estou constantemente em busca do significado da vida!

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Comecei este ano a escrever a continuação de “Anjos da Noite” e, à parte deste universo, tenho também outro livro em progresso. Fora os meus projetos pessoais, não tenho assim mais trabalhos dentro da escrita dignos de registo.

Na tua biografia está evidenciado o teu gosto pela leitura. Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
“Amor Cruel” da Colleen Hoover. É simplesmente apaixonante!

Pensas em publicar novamente?
Sim! Ainda não terminei esta história. “Anjos da Noite” ainda vai ter uma segunda parte na qual comecei a trabalhar este ano. Há também outra história diferente na qual estou a trabalhar e que também, eventualmente, gostaria de publicar.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Adorava conseguir escrever uma boa história de ficção científica. Contudo, acho que não tenho essa capacidade, hehehe!

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Agora que me lancei no mundo dos livros e tenho o meu primeiro publicado, quero mesmo esforçar-me por estar cada vez mais presente no mundo da escrita, continuar a escrever e dar a conhecer as minhas histórias ao mundo.

Descreve-te numa palavra:
Sonhadora.


quarta-feira, 17 de julho de 2019

Na ponta dos dedos com... Tiago Serafim


Tiago, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores do blogue, para começar: Já trabalhaste em diversas áreas, desde as telecomunicações à segurança privada e és atualmente analista numa empresa de consultoria de tecnologia de informação, apesar disso, é na escrita que te encontras. Como é que surgiu esta paixão pela escrita?
Sempre tive uma inclinação para criar, desde cedo. Creio tê-lo herdado da minha mãe, que escrevia poesias e passava os dias a cantar o fado enquanto tratava da casa. Como passámos algumas dificuldades e apesar do seu esforço, costumo dizer que fui “criado” numa pequena medida por ela, noutra pela minha avó, e na maior pela televisão J , o que acredito ter ajudado a desenvolver essa imaginação. Mas o ponto de viragem, digamos, foi durante a minha adolescência no final dos anos 90, quando o grunge e o metal me levaram a apaixonar-me pela música. Comecei a tocar guitarra e eventualmente a compôr, e ainda hoje gosto de escrever letras e poemas.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Isso depende sempre do que estou a escrever. Às vezes dou por mim a encarnar personagens totalmente diferentes da minha pessoa, para assim me despegar de certos paradigmas e sentir total liberdade para seguir determinado rumo. Todavia, acabamos sempre por colocar algo de nós próprios, pois é o que experienciamos que nos inspira. Se descrevo algo violento e me sinto um pouco chocado, então estou a ir bem pois era esse o objectivo. Mas só quando me apercebi que estava a terminar um livro e vislumbrei a hipótese de ser publicado descobri um sentimento novo. “Outras pessoas vão ler as minhas palavras. Irão gostar? O que vão pensar? Estarei a ser politicamente correcto...” etc. Confesso que fui dominado por uma certa ansiedade, mas o feedback tem sido positivo e encaro agora o que senti como “nervos de principiante”.

Tens algum ritual de escrita?
Não tenho tempo para rituais J Trabalho por turnos rotativos e tenho de agarrar as ideias no momento em que surgem. Seja no computador ou no caderno, tenho alguma dificuldade em deixar para amanhã o que posso fazer hoje. O que acaba por resultar em algumas noites em branco. De resto, basta-me silêncio e um bom vinho.

Como concilias a tua vida pessoal, profissional e a escrita?
Com muita resiliência! Ainda não tenho filhos, mas entre tratarmos da casa e dos cães, e os nossos empregos, não resta muito tempo a mim ou à minha esposa para actividades extra.

Trabalhas desde os dezasseis anos. Este facto teve alguma influência na tua escrita?
Inevitavelmente. Fiz cobranças porta-a-porta durante cerca de uma década, antes de trabalhar na área da Segurança Privada. Foram dois empregos que me fizeram lidar com todo o tipo de realidade, todo o tipo de pessoa, extrato social, zona, personalidade...Para além da minha infância, tudo isso decerto contribuiu para a minha forma de estar e, consequentemente, para a escrita.

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Em maio publicaste o teu primeiro livro “Iníquo”. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
É uma história de ficção mas que aborda certas realidades, como a criminalidade, a corrupção e o abuso de poder. Começou com uma ideia sintetizada em menos de uma página que acabou por ficar esquecida há alguns anos. Resolvi desenvolver esse esboço há cerca de dois anos, talvez, e acabei por enviar à editora. É uma história de vingança que reflecte obviamente as minhas influências cinéfilas. A história envolve um grupo de amigos que cresce num ambiente complicado que os obriga a enfrentar todos os obstáculos inerentes. A sua história é afectada por um acontecimento, no passado, que se liga à narrativa do presente, em que seguimos os passos de um detective que investiga uma série de homicídios.

Este livro é do género policial. Escreves sobre violência, corrupção e homicídios. O que te levou a escrever um livro deste género com temas tão fortes?
Estará certamente relacionado com o meu estado de espírito há todos aqueles anos. Ao desenvolvê-lo, tentei manter-me fiel ao conceito original. Ao crescer, fui confrontado com algumas situações um pouco pesadas, no contexto da insegurança que envolve o ambiente em que cresci. Sem dúvida fui buscar alguma inspiração em certas experiências pessoais e, em última análise, talvez precisasse de despejar para o papel alguma revolta, para obter uma certa catarse. Digo isto agora, claro, tentando analisar o que sentia na altura.  Por outro lado, como pseudo-cinéfilo que sou, notar-se-á que retirei daí algumas influências. A violência existe, ponto. Alguns de nós vivem numa bolha social e não são obrigados a confrontar certas situações. A minha experiência pessoal e profissional familiarizou-me com alguns exemplos. A ficção permite-nos uma espécie de purga quando abordamos esses temas. Nem que seja para fantasiarmos por momentos que este tipo de coisas não acontecem...lêem-se.

E como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Surpreendentemente positivo. Principalmente entre as pessoas da minha geração. Dizem-me que se identificam com o contexto, com a época. “Daria um bom filme” é uma nota recorrente J . Os pedidos de uma “sequela” também vão chegando, o que me traz uma enorme satisfação.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves, para além daqueles que podemos encontrar na tua primeira obra publicada?
Essa é uma questão muito complicada para mim. Sou o tipo de pessoa que não consegue responder a perguntas como “Qual a tua cor preferida”. Ouço todo o tipo de música, vejo todo o tipo de filme, leio todo o tipo de livro. Desde que me mova de alguma forma. Só não suporto as futilidades apelidadas de “arte” vendidas às massas pela máquina de marketing(O meu “meme” preferido que circula pelas redes sociais tem a frase “Please stop making stupid people famous”). Se encontro um tema do qual me apetece escrever, faço-o, bem ou mal. Dito isto, Pelo menos de momento, não estou definido como escritor, relativamente a géneros. Tanto me apraz literatura ficcional como histórica, ou ambas, policiais, filosofia...Como autor, a maior parte da minha energia foi até ao momento dedicada à música.

É verdade que, apesar de o teu primeiro livro ser um policial, também escreves poesia?
Não tanto como outrora, mas é algo que faz parte de mim. É uma forma pura de expressarmos o que nos vai na alma sem nos prendermos a conceitos por norma incontornáveis, como a lógica ou a razão. Não sei se neste momento diria que “escrevo” poesia ou se “escrevi”. Mas nunca sei se o Eu de hoje concorda com o Eu de amanhã J

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Este é o meu primeiro trabalho publicado. Normalmente, quando crio, crio para mim. O sentido de criar é dar forma aos nossos pensamentos e fazê-lo traz-me um sentimento de dever cumprido. Claro que todos gostamos de obter validação externa, mas acredito piamente que a quem temos de agradar é a nós próprios. Amigos e conhecidos que admiram a minha escrita pedem-me ajuda aqui e acolá para os seus trabalhos, mas este é o meu primeiro manuscrito ”oficialmente” divulgado.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Voltamos à minha natureza indecisa J É muito difícil tirar um título da “cartola”, pois sei que quando vir esta entrevista vou pensar se não deveria ter dito outro...Mas estou tranquilo em destacar “O Alquimista” de Paulo Coelho. Consegue tocar-nos a um nível tão profundo com uma escrita simples e agradável. Quando me pedem para recomendar um livro, é sem dúvida dos nomes que me surgem em primeiro lugar.
Como previsto...estou aqui a pensar em mais um ou dois e agora estou cheio de ansiedade a pensar no qual deveria eleger...próxima questão, por favor!

Pensas em publicar novamente?
Por enquanto estou a digerir todo este processo. Escrever, escreverei sempre, para mim. Mas conhecendo-me e sabendo tudo o que tenho cá dentro...estou inclinado para o “sim”.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Gosto de histórias que nos fazem pensar sobre a natureza humana, a dualidade moral, a vida, a morte, o amor, o ódio. Penso que seria nas redondezas destes temas. Algo de espiritual, filosófico...que nos faça pensar e questionar.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Como referi, sempre criei e sempre gostei de criar. Agora tive um vislumbre deste “mundo”, dos processos, dos passos a seguir. Agora será difícil não pensar em continuar, mas não me vejo a cingir-me unicamente ao mesmo género. Vamos ver o que o futuro reserva.

Descreve-te numa palavra:
Abstrato.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Na ponta dos dedos com... João Caeiro


João, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos
seguidores do blogue, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita?
Nos meus primeiros anos de vida dormi num quarto com biblioteca, em casa da minha avó, os livros fascinavam-me. Nessa casa aprendi a escrever e a ler sozinho, antes sequer de ir para a pré-primária. A primeira palavra que li foi “Abril” ainda me lembro bem. A partir daí nunca mais parei.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Depende do estado que eu esteja a experienciar no momento da escrita.

És técnico de desenvolvimento pessoal. O que te levou a enveredar por esta área?
Eu acredito que quando na vida descobrimos alguma parte importante  do “mapa”, a devemos registar para que os que vêm a seguir a possam usar para se orientar melhor.  Por ter tido grande necessidade de me desenvolver numa serie de áreas em que falhava muito, aprendi muitas coisas úteis sobre desenvolvimento pessoal, que agora partilho com quem precisar. Uso para esse efeito uma vastíssima gama de ferramentas.

Como é que se concilia o desenvolvimento pessoal e a escrita?
Como eu frequentei Programação neuro-linguística e tirei cursos com uma das maiores autoridades em influência humana e hipnose conversacional, o David Snyder, a parte verbal está sempre muito presente até nas técnicas que uso. De facto, mal vim de Inglaterra a primeira coisa que fiz foi criar um modelo exclusivo de persuasão em Português, que usa a nossa sintaxe e gramática específicas para criar padrões de persuasão tremendamente eficazes. Os resultados desse modelo revelaram-se tão extraordinários, que agora os ensino em cursos a pessoas das mais variadas profissões...Então, para mim, a escrita e o desenvolvimento pessoal andam mesmo de mão dada, de muitas formas.

Possuis formação no domínio da comunicação e de influências vibratórias. Esta formação influenciou a tua escrita?
Eu já escrevia como autodidata muito antes de tirar cursos, frequentei jornalismo, estive a tirar escrita criativa e guionismo no extinto A.C.T, frequentei PNL, todas essas formações tiveram o seu peso, mas o que mais influenciou a minha escrita foi o ler muito. Quando andava no ciclo lia um livro por dia, de temas diferentes, só para me distrair. Saia da escola e metia me na livraria juvenil, a minha mãe tinha um acordo com  o dono para que ele me deixasse ler o que quisesse, desde que não me deixasse sair e me desse o lanche. :) Era viciado em livros e até como presentes pedia livros.

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Publicaste recentemente em parceria com outro autor, Tito Soares, a obra “O Homem da 
Quinta Dimensão”. Podes falar-nos um pouco sobre este livro?
Esta resposta eu preferia que a desse o Tito Soares, uma vez que ele é que conceptualizou o modelo e é o cérebro por trás desse projecto. O homem da quinta dimensão é já o quarto livro do projecto “ARQUITECTURA DO UNIVERSO”, e integra os conhecimentos expostos nos 3 volumes anteriores. O homem da quinta dimensão é um livro, que espero, expandirá a consciência de muitas pessoas quanto ao funcionamento do universo e quanto á grandeza do potencial humano.

Este livro surge através do projeto científico “Teoria dos Dois Fatores”. Podes explicar aos leitores de que se trata este projeto?
O Tito Soares, que é ex Director da Policia Judiciária, consultor da ONU, professor de física e matemática, química, licenciado em direito, e um autêntico génio com um domínio extraordinário em múltiplas áreas, concebeu, após décadas de reflexão científica, os alicerces de um novo modelo de física que unifica a física relativista, quântica, e Newtoniana. Este modelo pioneiro deu origem ao livro arquitectura do universo 1. Depois disso, por razões que só o Tito poderá saber, convidou-me para desenvolver o modelo com ele. Isso deu origem aos volumes 2, 3 , e ao Homem da quinta dimensão. Fiquei super feliz com o convite, foi sem dúvida o melhor projecto em que já participei, e pelo caminho criei uma serie de aplicações muito úteis para o modelo, que em essência é muito abstracto, muito abrangente. Ele parte da geometria, matemática, etc para explicar as bases de funcionamento de todo o universo físico.

O que te levou a escrever nesta vertente?
O convite do Tito, criador do modelo.

E como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Dizem que não tem bases suficientes para entender totalmente o conteúdo, mas que acham super interessante. Nas apresentações ao vivo reagem muito bem.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves, para além daqueles que podemos
encontrar nas tuas obras já publicadas?
A minha escrita sempre foi muito eclética, tanto na forma como no conteúdo.

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Sim, inúmeros...desde escrever livros como ghostwriter, a trabalhos como copywriter, artigos, poesia, centenas de letras para músicas, etc. De tudo um pouco.

Pensas em publicar novamente?
Sim, mas edições físicas tão cedo não me parece.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Guionismo para cinema, que também tirei curso, banda desenhada e ficção literária. Já fiz trabalhos em todos estes, e voltaria a fazer.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Trabalhos muito diferentes, alguns técnicos e mais ligados ao desenvolvimento pessoal,
E outros mais pessoais e artísticos.

Descreve-te numa palavra:
Criativo

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Na ponta dos dedos com... André Cozta


André, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores do blogue, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita?
Olá, Leticia! O prazer é meu e também é uma honra poder me aproximar e falar um pouco mais sobre nosso trabalho literário aos leitores deste blog.
Bem, desde os tempos de escola já sentia afinidade com a escrita e as redações foram se tornando as tarefas mais prazerosas. Já adulto, como médium trabalhador da Umbanda, recebi a incumbência de escrever psicografando mensagens trazidas por Mestres da Luz.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Sinto como se fosse a minha própria fala. Costumo até dizer aos meus alunos que escrevo melhor, expresso-me melhor escrevendo do que falando. Na verdade, é a forma de expressão que melhor flui a partir do meu espírito.

Tens algum ritual de escrita?
Hoje em dia não mais. Apenos sento para escrever e o processo flui naturalmente. Lembrando que tudo o que escrevo e chega ao público tem orientação dos Mestres da Luz atuantes no Ritual Sagrado de Umbanda.

Sacerdote, médium e escritor. Como concilias estas três áreas na sua vida?
Posso dizer que complementam-se, como os dedos de uma mão. Todo o meu trabalho é voltado para o conhecimento dentro da Umbanda e da Magia, por isso, este encontro acontece naturalmente.

Estas áreas têm influência na tua escrita?
Com certeza, afinal, todo o meu trabalho gira em torno da Umbanda e da Magia.

Já publicaste nove obras anteriormente. Podes falar-nos sobre elas?
Com o maior prazer!
Publiquei nove obras pela Madras (editora brasileira):
1- Relatos Umbandistas: são relatos de 7 médiuns umbandistas desencarnados falando acerca das suas experiências enquanto encarnados, como médiuns na Umbanda, entre as décadas de 1950 e 1980, no Brasil;
2- Contos D’Aruanda (e algumas mensagens de fé, paz e evolução): traz nove contos que homenageiam a Umbanda e cinco mensagens do Sr. Preto Velho Pai Thomé do Congo aos umbandistas e demais interessados;
3- Caminhos da Evolução/Superando Preconceitos: na primeira parte, os Mestres da Luz Sr. Gehusyoh e Sr. Rhady nos trazem um ensaio reflexivo acerca da Evolução como sentido da Vida, bem como sua influência nos outros seis sentidos (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei e Geração) e destes nela. Na segunda parte, nove relatos trazidos por Pai Thomé do Congo de espíritos desencarnados que manifestaram, enquanto aqui viveram, os mais diversos tipos de preconceitos;
4- O Anfitrião do Campo Santo: nesta obra, o Sr. Exu Caveira nos traz relatos de trabalhos realizados por ele no astral e também em templos de Umbanda;
5- A Sete Palmos- Uma Viagem à Prisão das Consciências: nesta obra, em que tive a honra de ter o prefácio escrito pelo Mestre Rubens Saraceni (sacerdote e escritor responsável pela fundamentação teológica da Umbanda), o Sr Exu Caveira nos traz relatos de experiências obtidas por ele em trabalhos onde vivenciou e aprendeu, porque alguns espíritos quando desencarnam ficam presos às suas formas decompostas nas tumbas dos cemitérios (nos caixões). Este mistério, denominado “Prisão e Reforma das Consciências”, está sob irradiação de nosso Pai Omulu, com guarda de Mãe Iansã das Almas e visa purificar espíritos negativados e reformar suas consciências.
6- Trilogia O Preto Velho Mago, composta das seguintes obras:
6.1- O Preto Velho Mago/Conduzindo Uma Jornada Evolutiva: um espírito preso a uma faixa negativa tem o auxílio do Preto Velho Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas para sua recuperação, após uma encarnação minada de negativismos;
6.2- À Sombra da Vaidade / Amor, Magia e Conflitos: a jornada deste espírito volta no tempo, para Inglaterra do século XVIII, onde, divide-se entre o trabalho como comandante de um exército real e atuações como mago trevoso. Num triângulo amoroso com duas “bruxas”, a negativação surge como caminho natural;
6.3- Nas Amarras da Arrogância / A Queda de um Cavaleiro Amargurado:no século XIX, em uma encarnação na Argentina (anterior à queda em que se encontrará com Pai Cipriano no primeiro livro), ele é um fazendeiro assassino e que faz de tudo para conquistar seus intentos ignorantes;
7- Umbanda, Uma Escola Evolutiva: ensaio publicado em 2017, onde propomos uma reflexão acerca da Umbanda como escola evolutiva, filosofia de vida, religião de fé e amor e suas funções na vida dos indivíduos e na sociedade;
Sinopses e um vídeo falando destas obras podem ser encontrados neste link do nosso site:  http://www.caminhosdaevolucao.org/livros-publicados/
Estas nove obras podem ser adquiridas em www.madras.com.br.


Recentemente, publicaste “Jurema” através da Chiado Books. De que trata este livro?
“Jurema – Guardiã do Conhecimento”, nosso décimo livro, publicado pelo Grupo Editorial Chiado, no Brasil e em Portugal, é uma fábula onde Cabocla Jurema da Evolução nos mostra como são assentadas na natureza as falanges das linhas espirituais de trabalho que conhecemos por intermédio do ritual sagrado na Umbanda, sob o comando dos Divinos Orixás, regentes da Natureza Mãe.

O que te levou a escrever sobre o Mistério Jurema?
Como em quase todos os outros, foi a inspiração mediúnica, neste caso específico, conduzida por Cabocla Jurema da Evolução
Esta obra pode ser adquirida em www.chiadobooks.com
Vídeo-release desta obra em nosso canal no You Tube no link: https://www.youtube.com/watch?v=Fbu0VcsPh-4&t=2s

E como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Temos recebidos boas críticas. Esta obra traz em uma fábula toda a Ciência Divina aberta nas últimas décadas pelo Mestre Rubens Saraceni em obras como: Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada, Gênese Divina de Umbanda Sagrada e Código de Umbanda, todas publicadas pela Madras Editora (www.madras.com.br).

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves, para além daqueles que podemos encontrar no teu livro?
Deus e suas manifestações naturais sempre estarão presentes nos meus escritos e argumentos. Sou Bacharel em Filosofia, portanto, um paralelo entre este campo religioso e o filosófico sempre se mostrarão em minhas obras e nas minhas aulas. A Umbanda é uma escola filosófica que se mostra a nós a partir da Fé, sentido básico e fundamental da Vida.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
Gênese Divina de Umbanda Sagrada- Rubens Saraceni (Madras Editora)

Pensas em publicar novamente?
Neste momento, tenho 4 livros prontos e mais 3 em projeto. Acho que nunca conseguirei parar.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Filosofia. Mas minha dificuldade sempre seria  dissociá-la de Deus e das suas manifestações naturais, portanto, escrever sem a Umbanda no contexto não passa, para mim, de utopia.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Escrever acerca de Deus, das suas manifestações naturais, da Umbanda e sua filosofia.

Descreve-te numa palavra:
Servidor (de Deus)


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Às Margens do Rio das Velhas, de Wagno Rosa

Às Margens do Rio das Velhas (Comprar aqui) é um livro da autoria do brasileiro Wagno Rosa, que retrata tempos passados através das suas palavras.

Este livro é um retrato da vida em Raposos, uma pequena cidade situada entre as montanhas e o vale do Rio das Velhas, onde outrora a mineração era o meio de sustento dos seus habitantes.

O autor começa por apresentar o adro da igreja onde os mais pequenos costumavam fazer competições de aviões de papel com as folhas que sobravam dos cadernos escolares, no fim do ano letivo. 

Logo depois, o autor partilha as suas próprias experiências, momentos marcantes da sua infância, através de um relato genuíno e simples em primeira pessoa. Este relato, embora verídico, tem alguns pormenores mais ficcionados que segundo Wagno, serviram para embelezar a narrativa. 

A sua infância vivida numa época difícil, foi ainda assim marcada pela alegria, alegria que todas as crianças deveriam ter a oportunidade de vivenciar durante o seu crescimento. 

Ao longo dos capítulos, Wagno fala das tradições, dos costumes, da forma como era celebrada a Semana Santa, da discoteca, do cinema, de todas as partes integrantes de Raposos, que de certo modo foram uma grande influência para a sua escrita.

Esta narrativa é um relato bonito e simples da sua infância, mas acima de tudo, é um relato que recorda a sua terra natal.

Vestigium D'Arbor, de Vieira Vieirinha

Vestigium D'Arbor (COMPRAR AQUI) é um livro de poesia da autoria de Vieira Vieirinha, autora que recentemente foi entrevistada cá no blogue e que também assina sob o heterónimo Lo Escrita, A Menina que Fui é uma obra da sua autoria que também foi avaliada pelo blogue.

Este livro à semelhança do livro A Menina que Fui é pequeno, mas grandioso no seu conteúdo. Gostei particularmente da apresentação deste novo livro, mais cuidado, mais delicado e apelativo. A sua edição é de 2017 mas a sua poesia é sempre atual.

«Emoção» é um dos primeiros poemas que consta desta obra e o qual destaco, destaco também «Luto», estes poemas tocaram-me de um modo especial, mas todos eles merecem ser lidos e apreciados. 

Entre a poesia há também o destaque de algumas frases da autora, que incitam à reflexão, que se entranham. Vieira Vieirinha toca profundamente o leitor com a sua poesia, às vezes simples, às vezes complexa, mas sempre pejada de sentimento.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Na ponta dos dedos com... Wagno Rosa


Wagno, sê bem-vindo a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores do blogue, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita?
Desde bem novo, em meus primeiros anos na escola, eu já gostava de escrever, contar histórias. Com o passar dos anos, tentei aprimorar minha escrita, justamente através de muita leitura.

Qual o sentimento que te domina quando escreves?
O sentimento é o de poder compartilhar experiências, histórias, momentos e emoções. Também é uma forma de eternizar algo que até então só existia dentro de sua mente, dentro de seus pensamentos e na sua imaginação.

Tens algum ritual de escrita?
Não sei se chega a ser um ritual... Apenas preciso estar isolado de tudo e ter a certeza que ninguém irá me incomodar enquanto escrevo. Se perceber que existe a possibilidade de ser interrompido durante o processo de escrita, não consigo criar nem desenvolver nada com coerência. Por isso só escrevo quando estou sozinho em casa ou onde quer que seja. Escolho algumas músicas dos meus artistas preferidos, como os Beatles, Clube da esquina ou até mesmo alguns clássicos, como Mozart e Vivaldi para me inspirar e deixo os pensamentos fluírem.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
Acho que no início era um passatempo, mas de algum tempo para cá passou a ser uma necessidade. Muitos dos textos que escrevo, servem para matar as saudades de alguma época ou de alguns momentos especiais da minha vida, como aconteceu nesse livro.

A família é segundo a tua biografia uma forte influência na tua escrita. Porquê?
Minha família sempre foi meu alicerce. Durante toda a minha infância e adolescência,  vivi cercado de pessoas que influenciaram muito a minha formação e meu caráter. Sou o primeiro neto de duas famílias numerosas. Fui filho único durante cinco anos e sempre tive muita gente da família pra brincar comigo, passear, dar-me conselhos e a me ensinar quase tudo o que aprendi na vida. Acho que deve ser por isso!


Publicaste recentemente o teu livro, “Às Margens do Rio das Velhas”. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
O livro é uma coleção de contos narrados durante uma das melhores épocas da minha vida. O título faz referência ao rio que atravessa a cidade e é uma eterna testemunha da vida dos moradores, que assim como em tantas outras regiões do estado tiveram suas histórias ligadas às atividades da mineração.

É um livro que retrata uma cidade emblemática no interior de Minas Gerais, de onde és natural. O que te levou a escrever sobre a tua terra natal?
Quando me casei em 1994, fui morar em outra cidade. Sempre tive o sonho de voltar, mas a vida foi me levando cada vez mais para longe. Hoje, minha mãe, meus irmãos e grande parte da minha família ainda moram na cidade. Meu pai também está enterrado lá. Quis prestar uma homenagem ao lugar onde passei alguns dos melhores momentos da minha vida e demonstrar uma forma de agradecimento às pessoas com as quais tive a honra de conviver. Por último, encontrei uma forma de ensinar aos meus filhos que é possível ser feliz levando uma vida simples.

E como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Percebo uma enorme expectativa e também muito orgulho das pessoas ao descobrirem que as histórias de nossa cidade foram narradas em um livro. Sinto que as pessoas ficaram felizes e bastante curiosas para lerem os contos.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves, para além daqueles que podemos encontrar no teu livro?
Em geral gosto de documentários sobre grandes personagens da humanidade, biografias e romances. Em algum momento quando escrevo faço referência a estes personagens.

Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Sim, no ano de 2015, publiquei meu primeiro livro, dedicado a orientar jovens em início de carreira profissional. Gostei tanto da experiência que decidi escrever este outro livro, que estamos lançando agora pela editora Chiado.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
É difícil responder a essa pergunta, gosto muito do livro “O amor nos tempos do cólera”, do Gabriel Garcia Marques e de “O Físico”, do Noah Gordon. Mas talvez eu fique com a série “O Imperador”, do Conn Iggulden.

Pensas em publicar novamente?
Com certeza que sim, escrever para mim se tornou uma necessidade, além de me proporcionar um prazer muito grande!

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Sonho em escrever um romance, quem sabe uma saga, uma série de aventuras talvez. Tudo vai depender da inspiração que virá daqui à diante.

O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
Busco me aprimorar a cada trabalho, em tudo que eu faço, então acho que os próximos livros serão sempre melhores que o último.

Descreve-te numa palavra:
Incansável.


A Menina que Fui, de Lo Escrita

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A Menina que Fui (COMPRAR AQUI) é um livro da autoria de Lo Escrita, heterónimo de Vieira Vieirinha, uma poeta portuguesa. 

Este livro teve a sua edição em 2016, é um livro de poucas páginas que se enquadra no género poético.

A leitura do mesmo requer uma atenção e um cuidado por parte do leitor, uma vez que a poesia não é um género fácil ou bonitinho, mas um género pejado de emoções. E emoções é precisamente o que sentimos à medida que vamos avançando nas páginas desta pequena (mas grande) obra.

Sobre o amor, sobre a vida, sobre nós próprios, sobre o que desejamos e o que queremos desta nossa existência este é um livro para colocar sobre a mesa de cabeceira e degustar lentamente, saboreando cada verso, cada rima, cada sentimento nele contido.

A escrita da autora é muito simples, mas bela e intensa e transporta-nos. É sem dúvida uma leitura agradável que aconselho aos amantes de poesia.


sábado, 6 de julho de 2019

Na ponta dos dedos com... Vieira Vieirinha


Vieira, sê bem-vinda a este espaço. É um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? 
Grata estou eu pelas suas palavras, generosidade e oportunidade de dar a conhecer ao leitor o meu trabalho. Ao qual agradeço a sua existência na minha vida.
Eu sempre escrevi para a gaveta muito embora existissem épocas com maiores necessidade do que outras. Para o leitor pela partilha, comecei a escrever num grupo de poesia administrado por Pedro Timpeira em Lisboa, através da Internet "Recanto da Poesia em verso e Prosa" no ano de 2012, muito embora já tivesse participado em projetos escolares ligados à literatura, fui membro do Clube Juvenil Verbo, era o que tínhamos na época da minha juventude. Sou resiliente, acredito nas minhas capacidades, tanto que continuo a frequentar o instituto de Inglês em Vila Nova de Gaia e tenho obtido bons resultados (não pretendo apenas um Inglês falado, a escrita é igualmente importante até porque me ajuda cada vez mais no Português).
Qual o sentimento que te domina quando escreves? 
Já tive fases de revolta, amor, indignação, mágoa, injustiça, dor e criatividade, um pouco de tudo. Agora talvez me sinta mais apta, mais apaixonada por mim e por todos aqueles que sempre valorizaram as minhas qualidades.
O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? 
A escrita não mudou nada em mim enquanto pessoa, sinto-me a mesma Mulher embora com maior acumular de experiências e conhecimento, mais profunda e decidida. A escrita mudou a forma como as pessoas me viam, muitas mudaram de postura perante mim e como é lógico tive de tomar novas posições perante as situações que me eram apresentadas, continuo defendendo os mesmos valores e muitas vezes com algum esforço da minha parte pois vivemos tempos de uma sociedade livre, acho que um dos défices dessa liberdade é o sentido de orientação e a forma como se gere o respeito e responsabilidade perante o outro (Opiniões contrárias). Mas a escrita tem sido uma mais-valia no sentido de maior profissionalismo e capacidade de resiliência, no sentido de melhorar a mim mesma no todo.
A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? 
A escrita iniciou como uma necessidade até porque como disléxico não acho um passatempo muito divertido, posso dizer-lhe que a minha necessidade de expressar, de mudar minha forma de ver o mundo e de fazer o mundo pensar, foi encontrada através da escrita, e o próprio motivo foi a escrita. Fazer entender que o disléxico não é um inútil, um disléxico pode lá chegar apesar de ter que trabalhar muito mais e eu serei a prova disso.
Tens dois heterónimos “Lo Escrita” e “Maria de Mais”. Como é que surgiram estes nomes?
Lo Escrita é um lado mais infantil, criativo e sonhador que todas nós mulheres criamos e desejamos ter dentro de nós, já Maria de Mais é uma mulher carregada de humor, liberalista típica Maria rapaz. Enquanto lo escrita revejo muito a infância, Maria de Mais surge numa época após divórcio onde fui alvo de uma situação social controversa e indesejável perante os meus valores, onde a audácia e perspicácia se afloraram. Por isso o assumir do pseudónimo de Vieirinha Vieira o poço das emoções mais profundas, onde existe um complemento entre os estados de alma das três criaturas, sendo eu uma quarta (Cláudia Vieira) o complemento total delas.
Frequentaste o curso profissional de contabilidade e gestão. Esta formação teve impacto no teu trabalho enquanto escritora?
Sim, claro. Era improvável alguém disléxico ser escritor e ainda sinto o quanto é visto com maus olhos as minhas opções. O curso foi um pouco fugir à necessidade de escrever visto que a viabilidade era vista por todos como nula, uma tentativa de minha parte em encontrar uma profissão numa outra área. (O gosto pela filosofia sempre foi muito presente durante a formação)
Publicaste o teu primeiro livro “A menina que fui”. Podes falar-nos um pouco sobre ele?
É preciso ver que este livro embora todo ele escrito e elaborado por mim teve a mais-valia de ser perscrutado pela Doutora Aida Araújo. Na altura passei as férias de verão a encontrar uma lógica criativa nos textos, algo que pode-se interessar ao leitor para além do aglomerar das letras, algo diferente que fizesse o leitor pensar e repensar, identificar-se e renasce-se. Quem sabe uma nova dialética mas dentro do vocabulário comum. O livro "A menina que fui" reporta aos crescimentos e duvidas, as sombras por que todos nós passamos, as reflexões e sonhos da sensibilidade ao sentimento. No fundo a menina que cada uma de nós carrega, hora a hora. "A menina que fui" é uma mulher sensual de bom gosto e com cultura, educação. Uma mulher que vive na sua torre de marfim de noite e de dia. Recordo que na altura convidei também a poeta Ana Albergaria para fazer a apresentação deste, pois foi a forma de transpor amizade em assimetrias, sem rivalidades. Lembro que este livro foi apresentado na casa Barbot, em Vila nova de Gaia.
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Entretanto surgiu “Vestigium D’Arbor”. Porquê a poesia?
Vestigium D`Arbor é um livro extremamente profundo, até então só falei com uma pessoa que chegou muito próximo do seu significado (ou seja, do significado que eu como autora lhe atribuo). Poesia? Acho que são características que nasce em nós. E afloram com a vida. Este livro é um livro que fala de dor, Deus, vida, realismo e Sexualidade. A poesia é a defesa da humanidade e como todos os outros seres, eu sou humana. Recordo ter convidado a Prof. Fernanda Santos de Braga, por considerar uma mulher de personalidade, justa e frontal.
Como tem sido a reação dos leitores face a este trabalho?
Em primeira mão sinto muito silêncio, mas as pessoas que se prenunciam normalmente são pela positiva, alguns mais próximos não se admiram (conhece-me)! Aqueles que só conhecem de passagem esses por vezes sinto um certo receio na abordagem. Se desejar ver o sucesso do livro "Vestigium D`Arbor" pelas vendas? Sim, foi um fracasso! Mas se este for visto pelo impacto causado no meio social? Confesso que foi um dos maiores sucessos da minha vida.
Quais os temas que gostas de abordar quando escreves, para além daqueles que podemos encontrar nas tuas obras?
Abordo todos os temas muito embora exista alguns que exigem de mim mais atenção mas o que mais gosto é criar, criar algo paradisíaco e bom. Na escrita estou mais camuflada do que na vida real e enquanto me escondo atrás de algumas palavras é noutras que me encontro, não sofro de preconceitos mas já me cansei com julgamentos. A ideia não é que me conheçam a mim e sim a si próprios. “REFLEXOS", essa é a mais-valia da poesia e da sua partilha. E quem sabe o próximo livro de Vieirinha Vieira.
Já realizaste outros trabalhos no âmbito da escrita? Quais?
Sim. Já tenho participações como coautora em mais de 50 livros em diversas editoras, não só com poesia mas também com cronica ,conto e fábula. Alguns e-books, exposições, cenas de teatro já marquei presença em feiras de livro e festivais literários.
Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado?
A Bíblia.
Pensas em publicar novamente? 
Sim! Aliás tenho muito material basicamente preparado. Mas tudo a seu tempo até porque também penso abandonar a escrita muitas vezes, ou seja continuarei a escrever e elaborar projetos mesmo sabendo que os grandes senhores estão na espionagem, no roubo das ideias e direitos de autor. Mas devido às constantes ameaças, prejuízos, invasão de privacidade e faltas de respeito por parte de alguns dos responsáveis no próprio sector da escrita vai surgir um afastamento involuntário mas propositado da minha parte, a pressão exercida que tem vindo a ser feita sobre minha família e sobre mim mesma tem agravado a minha saúde, na verdade: é que no final todo mundo morre. Já passei a fase de querer mudar o mundo e o meu mundo hoje está bem mais rico, experiências que tenho vindo a realizar falam por si. " Não aceitar os meus trabalhos é um direito que assiste a todos mas faltar ao respeito andar por trás a criar instabilidade, rivalidade e difamação só mostra que apesar de muitas pessoas saberem escrever muito bem são pessoas muito mal formadas" E como tal eu afasto-me até porque é conveniente ao poder politico manipular o pensamento das pessoas e eu não sou mais um ser manipulável. "As luzes da ribalta são procuradas pelos que não tem luz, aquele que tem luz própria não tem essa necessidade de procura."
Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Os géneros com os quais me identifico são, sem dúvida, o Lírico, infantil e dramático.
O que é que os leitores podem esperar de ti para o futuro?
O meu melhor. "Não sou do tipo de me dar bem com Deus e o Diabo mas também não alimento alcoviteirices e más palavras, sempre fui 8 ou 80 mas também não me enquadro como juiz, deixo isso para aqueles que se sente atentados desse poder e saber". A Maturidade faz-me saber respeitar e afastar em silêncio.
Descreve-te numa palavra:
DETERMINAÇÃO.