quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Confissões de uma Miúda Gira de Ângela Caboz


As Confissões de uma Miúda Gira é um livro de Ângela Caboz que reúne várias crónicas sobre, acima de tudo, os sentimentos.

Ângela Caboz leva-nos numa viagem fantástica pela sua mente e o seu coração, fala-nos de amor, da vida, do desejo, da paixão, da importância de sonhar.

Este livro é quase como uma carta de amor à vida, o que o torna tão especial.

A escrita da Ângela é acessível, simples e muito cuidada. Sem tabus ou floreados. Sem filtros. Um livro para ler e reler. Qualquer que seja a página aberta, somos brindados com uma escrita fabulosa, repleta de emoções.

Lê-se de uma rajada. É leve e emociona. Algumas das suas crónicas deixam-nos com uma lágrima tímida a tentar escapar.
Parabéns, Ângela!

O Segredo de Liberum de Susana C. Júdice

O Segredo de Liberum de Susana C. Júdice é o segundo livro de uma trilogia fantástica. 

Nesta obra, acompanhamos a heroína Gweniver de Essentia, numa nova vida, calma, pacata, onde predomina o amor. No entanto, como nada é perfeito, as escolhas do seu passado atormentam-na e trazem uma grande reviravolta à sua vida, levando-a novamente embarcar em aventuras e a ultrapassar obstáculos, colocando Gwen à prova.

O que mais me surpreendeu neste livro, para além da sua história, foi a escrita escorreita e fabulosa da autora, que nos brinda com uma obra cuidada, com uma narrativa bem-estruturada e uma história cheia de potencial. Com uma protagonista feminina que se afirma, guerreira, imponente.

Não se dá grande destaque aos autores do género fantástico em Portugal, o que é uma pena, pois a Susana traz-nos um livro maduro, com uma narrativa vibrante e dinâmica. 

É um livro que nos mantém agarrados até à última página, sempre com o coração a pulsar de ansiedade pelo que virá depois. 

No fim, há uma sensação maravilhosa, a tal que sentimos sempre que fechamos um bom livro, um misto entre a satisfação e o desejo de ler mais, conhecer mais. Assim espero pelo terceiro, ansiosa e fazendo votos de que Liberum seja um sucesso (maior do que já é).

sábado, 20 de outubro de 2018

Paula de Paula Jorge

Paula é o romance de Paula Jorge, no qual acompanhamos a protagonista Paula, nas várias fases da sua vida. As curiosidades da infância, as rebeldias próprias da adolescência, a insegurança, o desejo pelo futuro, a vida adulta a assomar imperiosa, as dificuldades que a vida nos impõe… Todos estes temas são abordados neste pequeno romance – pequeno em tamanho, mas grande em conteúdo, grande na mensagem que nos transmite. 

A autora tem uma escrita simples e delicada, tornando a leitura fluída. Os capítulos são curtos, e este é um ponto que ressalto, pois gosto particularmente dos capítulos mais curtos. Prefiro-os curtos e concisos, de leitura rápida, mas de mensagens fortes, e foi isso que encontrei na obra da Paula Jorge, a quem aproveito para parabenizar.

É uma história leve, contudo, carregada de emoção, que educa e comove, que nos inquieta, que nos faz pensar… 

O penúltimo capítulo deste romance intitula-se “Conversas com Deus”, e não lhe fiquei indiferente. É um tema que me arrepia, que me seduz, porque também eu sou crente e tenho pontualmente as minhas conversas com Ele. É uma conversa calma, serena, livre de preconceitos ou tabus, uma conversa entre amigos, que mostra claramente as dúvidas que com frequência nos acometem e nos ensina. 

Este livro é uma lição de vida. Um livro que vale a pena, que precisa ser lido.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Na ponta dos dedos com... Fátima Luís


Olá Fátima é um gosto poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que se iniciou na escrita? Olá Letícia, antes de mais agradeço esta oportunidade. O gosto é todo meu. Aproveito para lhe dar os parabéns pelo seu trabalho e por esta iniciativa de ajudar a promover os autores em Portugal, acho que é um trabalho muito importante esse.
Iniciei-me na escrita desde que aprendi a escrever. Essa pergunta é muito engraçada e fez-me sorrir, pois apesar de sempre gostar muito de escrever e de sempre o ter feito, só agora resolvi publicar o meu primeiro livro. Escrevia para mim. Recordo-me que na escola primária a professora costumava ler aos meus colegas as composições que eu escrevia, pois achava-as fantásticas, na altura não valorizei muito e depois com o tempo até me fui esquecendo disso. Agora com a sua pergunta isso vem-me à memória.
Sempre escrevi muito para mim, escrevia para ler mais tarde, ou simplesmente porque é natural em mim, é uma boa forma de me expressar. Recordo-me que também escrevia em forma de diário, como que para mais tarde recordar os meus insights e evolução pessoal, e simplesmente pelo prazer de escrever.

Qual o sentimento que a domina quando escreve? Quando escrevo sinto amor, paz e alegria, sobretudo porque sei que irei ajudar alguém.

O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa? A escrita é a forma mais fácil que tenho de me expressar, quem já leu o meu livro diz que é como se me estivesse a ouvir a falar, só que para mim escrever é mais fácil e fluído. Nesse sentido a escrita não mudou nada em mim, ela simplesmente faz parte de mim.

A Fátima tem uma Certificação Internacional em Coaching - Coaching Pessoal e Profissional. O que a motivou a enveredar por essa vertente? Em primeiro lugar foi o autoconhecimento e nessa descoberta de mim mesma, percebi claramente que o meu propósito de vida passa por ajudar os outros.

Do seu trabalho como Coaching, nasceu também o seu primeiro livro “Metas e o caminho para o SUCESSO”. Pode falar-nos um pouco dele? Já estava a escrever o livro “Metas e o caminho para o SUCESSO”, quando comecei a tirar a certificação em Coaching. Eu já tinha grande parte do livro escrito embora não tivesse pensado ainda seriamente em publicá-lo. Ao fazer a certificação internacional em Coaching percebi que já sabia muitas coisas ensinadas no curso, devido aos muitos livros que li, e à minha própria experiência de vida. Percebi então claramente que este livro não podia ficar na gaveta, pois podia ajudar muitas pessoas.
Para além disso defini a escrita e a publicação como um objetivo para mim, pois era algo realmente importante para mim e afetaria positivamente várias áreas da minha vida. Ao mesmo tempo era também um desafio “um sair da caixa” ou da zona de conforto como dizemos no Coaching, mas é assim que crescemos, evoluímos e vamos ganhando o que precisamos no sentido de sermos mais felizes.

Como surgiram as ideias para compor este livro? Como já respondi na questão anterior, saíram da minha própria experiência pesquisas e sabedoria de vida, sempre com o objetivo de uma forma clara, concisa e prática de ajudar os leitores.
Trata-se de um livro pragmático, não é um livro para ler e colocar na prateleira, nada disso!
 É um livro que leva a pessoa a uma profunda introspeção e a partir dessa introspeção convida à ação.

Para além, do Coaching, a Fátima é formadora nas áreas de desenvolvimento pessoal e formação profissional, bem como, contabilista certificada e gestora de empresas. Como concilia todos estes projetos? Dei formação no passado, neste momento já não, embora faça parte dos meus projetos para o futuro.
Quando estamos a fazer algo que nos dá alegria, parece que temos uma força extra. Adoro o facto de trabalhar de forma autónoma, independente e ajudar pessoas.
Os conhecimentos e a experiência que adquiri ao longo dos últimos anos na área da gestão serão sempre úteis no futuro e transversais a qualquer área, incluído o Coaching.

E qual é o impacto que toda esta formação tem na sua vida e na sua escrita? Tem um impacto muitoooo positivo, sinto que agora estou mesmo no caminho certo e a realizar o meu propósito e missão de vida.

A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo? Eu diria que a escrita para mim é mais uma necessidade do que um passatempo. Embora as duas se fundam numa só, pois esta forma de necessidade é prazerosa é como beber, comer, dormir, respirar, rir…

Quais os trabalhos que já realizou no âmbito da escrita, para além deste primeiro título? Apesar de ter inúmeros cadernos e textos escritos, não tenho mais nenhum trabalho publicado, ainda.

Gosta de ler? Considera importante ler para se escrever bem? Adoro ler, desde que me lembro de ter aprendido. Devo ter lido já umas largas centenas de livros e sim considero que é importante para se escrever bem.

Além da escrita e do Coaching, que outras paixões nutre que a completam enquanto pessoa? Ler é uma paixão, sobretudo pelo conhecimento que me transmite. Viajar também uma das minhas fortes paixões também pelo mesmo motivo e porque me abre os horizontes e me faz sair da rotina. Ir à praia é outra paixão.

Quais os temas que gosta de abordar quando escreve? Temas relacionados ao desenvolvimento pessoal e a tudo o que contribua para a evolução humana.

Se só pudesse ler apenas um único livro para o resto da sua vida, qual seria o privilegiado? Ui essa pergunta é mesmo muito difícil de responder, isso seria uma tortura  😊. Se fosse mesmo, mesmo, mesmo obrigada escolheria um livro de Neville Goddard  “O poder da consciência”.

Pensa em publicar novamente? Sim, claro. Agora que publiquei o primeiro livro não vou parar. Estou já a escrever o segundo.

Se tivesse de escrever noutro género literário, a qual desafio se proporia? Mistério, Romance, Contos infantis.

Apenas numa palavra, descreva-se: Curiosa (no sentido mais profundo do termo; Necessidade de autoconhecimento)


SINOPSE

 O que me faz verdadeiramente feliz? Esta foi a pergunta que fiz a mim mesma, após mais um dia sem sentido e uma infelicidade cada vez maior e mais sufocante. 

E foi aí que entendi claramente que o que me fazia e faz verdadeiramente feliz, entre outras coisas é escrever, transmitir conhecimento, sabedoria, amor e felicidade a quem estiver recetivo e preparado para o receber, e foi assim que este livro começou a acontecer. Deixou de ser um projeto inacabado  metido na gaveta. Deixei de dar um enorme rol de desculpas a mim mesma para não seguir em frente.
Também faz parte das minhas metas deixar este mundo melhor do que o encontrei, e creio que se cada um de nós tivesse também esse objetivo a terra não estaria como está atualmente.(...)



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Na ponta dos dedos com... Joana Veríssimo

Chama-se Joana Veríssimo e nasceu em Coimbra a 22 de julho de 1996, mas foi em Mira que cresceu e onde ainda vive. Esta é a autora que hoje vos dou a conhecer. Licenciou-se em Jornalismo e Comunicação, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tem o Jornalismo como uma grande paixão, mas é na escrita que se encontra, é a escrita que surge na sua vida como uma catarse para as feridas que a mesma lhe impõe.
Em 2017 publicou o primeiro livro, Há Pesadelos Que Nos Fazem Acordar (podem ler a crítica AQUI). E nesse instante, soube com clareza que era o que ambicionava para a sua vida; escrever. 
Recentemente, publicou o segundo livro, Sorriste-me, e agora, apresenta-se no blogue, numa entrevista descontraída onde nos fala da importância da escrita para si.

Olá Joana é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? 
Olá! Agradeço desde já a oportunidade. O gosto é todo meu!
Iniciei-me na escrita desde muito cedo, acho que quando aprendi a ler e a escrever comecei de imediato a inventar histórias e a escrever sobre o que sentia. Inicialmente escrevia pequenas histórias infantis com o simples intuito de me entreter, mas com o passar dos anos comecei a ver na escrita um refúgio, uma forma de fugir aos problemas da vida ou de os entender melhor. Sempre escrevi sobre o que sinto, o que me magoa, o que gostava de compreender.

Qual o sentimento que te domina quando escreves? 
Depende das situações. Normalmente escrevo mais em momentos tristes ou de alguma melancolia e, por isso, o sentimento que me assola é esse. Mas de um modo geral sinto um alívio, como se ao escrever conseguisse exorcizar a dor, a mágoa, a saudade e a tristeza. 

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? 
Acho que a escrita não me mudou, fomo-nos moldando uma à outra. Costumo dizer que a escrita é, para mim, uma necessidade. Não escrevo apenas porque quero ou porque gosto, escrevo porque preciso. A escrita tem, na minha vida, o papel fundamental de me ajudar a superar os obstáculos ou as experiências de vida. 

E enquanto escritora, o que tens aprendido? 
A conhecer-me melhor, sem dúvida alguma. Quando escrevo sobre o que sinto tenho a oportunidade de reler e, dessa forma, compreender melhor o que sinto e as razões pelas quais me sinto assim. É quase como se a escrita me permitisse sair de mim e ver o que sinto com uma perspetiva mais isenta. 

Tens algum ritual de escrita? 
Não. Escrevo quando me apetece, onde me apetece e sobre o que me apetece. 

Como definirias esta arte na tua vida? 
Acho que a arte da escrita é responsável por tudo aquilo que sou e pela forma como lido com as adversidades. 

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? 
Uma necessidade, sem sombra de dúvida. Há momentos em que preciso tanto de escrever que, se não o puder/conseguir fazer, dou em doida!

O teu primeiro livro publicado chama-se “Há Pesadelos Que Nos Fazem Acordar”, escrito num género, diria, diarístico. Já li, e inclusive, já recomendei cá no blogue, mas agora gostaria que falasses um pouco sobre esse teu primeiro trabalho aos leitores. Aceitas este desafio? 
Aceito, claro. 

Como surgiram as ideias para compor o primeiro livro?
O meu meu primeiro livro é composto por um conjunto de textos que foram escritos em diversos momentos da minha vida. Textos que fui escrevendo e guardando sem nenhuma ordem nem nenhum plano em concreto para eles. Até que um dia decidi tentar a minha sorte no mundo editorial e percebi que, para isso, precisava de construir uma história ou pelo menos dar sentido a um conjunto de textos. Foi nesse momento que peguei nos textos que já tinha escrito e os ordenei da forma mais coerente que encontrei, juntando-lhes outros textos que escrevi durante a idealização desse livro.

Sendo uma obra que se enquadra no género diarístico. Tem muito de ti?
Tem tudo de mim. Costumo dizer que escrevi esse livro com o coração nas pontas dos dedos, numa tentativa de explicar que tudo o que nele está escrito saiu de mim, dos meus sentimentos, das minhas emoções. Grande parte do livro foi escrito a chorar, só para que tenham uma noção mais concreta do quanto de mim está nele.

Recentemente, publicaste o segundo título, “Sorriste-me”. Dois livros no espaço de um ano. O que te inspirou?
O meu segundo livro foi escrito em dois meses, pouco mais. Fui inspirada por alguns acontecimentos recentes que me viraram do avesso e me fizeram sentir necessidade de escrever sobre eles. É inspirado no amor. E, apesar de ter saído do mundo editorial e ter publicado os dois livros em edição de autor, prometi a mim mesma que publicaria um livro por ano até a sorte me bater à porta. E assim farei.

Quem acompanha o teu trabalho pelo Facebook, encontra muito feedback positivo sobre o teu trabalho. Podes desvendar um pouco do “Sorriste-me” para quem ainda não leu?
“Sorriste-me” é a história da Laura e do Pedro, duas pessoas como tantas outras que, no meio da poeira do dia a dia, dão de caras com o amor. Há obstáculos, que, propositadamente, não explico no livro, e eles vão passar por cima desses obstáculos e lutar pelo que sentem. É uma história muito simples, sem grandes pormenores nem complicações, cujo objetivo é fazer uma espécie de ode ao amor e mostrar que vale a pena lutar por ele. A maioria dos livros sobre amor foca-se nos obstáculos, no drama, na separação. Eu quis focar-me no outro lado, no que está para lá do medo.  

Como vives o contato com o público?
De forma tranquila. Recebo as opiniões das pessoas e procuro responder a todas elas, tento perceber o impacto que os meus textos ou livros tiveram nas suas vidas e a interpretação que fizeram deles. Gosto de sentir que as pessoas gostam do que escrevo. É gratificante. 

Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além destas duas obras?
Participei em alguns concursos literários quando era mais nova, fiz parte do jornal da escola onde andei, colaboro com o jornal online da minha terra e com o site de artigos Repórter Sombra. 

Achas que os jovens ainda valorizam a Literatura, ou será que a proliferação da tecnologia tem surtido efeitos negativos?
Acho que a tecnologia tem o seu lado bom e o seu lado mau, tudo depende da forma como a utilizamos. No que aos livros diz respeito, acredito que a tecnologia pode ser uma forte aliada da literatura, até porque há sempre tempo para tudo. Os jovens valorizam cada vez menos a literatura, mas tenho esperança que isso mude. 

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? 
Adoro ler. Não há escritores que não leiam – quem não lê muito nunca terá a capacidade de escrever. 

Como é ser uma jovem escritora em Portugal?
Ingrato, de certa forma. 

Como encaras o processo de edição em Portugal? 
Cheio de falhas e de falta de consideração pelos autores, de uma forma muito geral. 

As tuas obras foram edições de autor. O que te levou a criar o teu próprio caminho ao invés de arriscar uma editora?
Inicialmente fiz contrato com uma editora, para a publicação do meu primeiro livro, mas depois rescindiu contrato por questões técnicas e decidi arriscar sozinha. Acho que é mais seguro apostar em edições de autor do que colocar o nosso trabalho nas mãos de quem não o sabe valorizar. Acredito que ainda existam boas editoras e, se um dia voltar a celebrar contrato com alguma, terá de ser com uma dessas. 

Além da escrita, que outras paixões nutres que te completam enquanto pessoa? 
Ler, ouvir música, apreciar as pequenas coisas da vida. Gosto muito de ver series e filmes também. Acho que as minhas paixões andam todas muito à volta da Arte.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? 
Morte e amor, essencialmente. São os temas mais marcantes na minha vida e, por isso, dominam a minha escrita.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado? 
Amor de Perdição, do grande Camilo Castelo Branco. 

Pensas em publicar novamente? 
Sim, em 2019.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias?
Policial. Enquanto leitora adoro policiais e tenho pena de não ter grande jeito para escrever nesse género. 

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? 
Provavelmente já cá não estaria.

Apenas numa palavra, descreve-te: 
Intensa. 

E fazendo jus ao título do teu novo livro, que histórias esconde o teu sorriso?
O meu sorriso esconde as histórias de amor que vivi, a superação que consegui fazer de experiências menos boas, os sorrisos dos que amo e dos que já não tenho comigo. 


SINOPSE

Caminhar pela vida é difícil. Tomar decisões que vão definir o nosso futuro não é tarefa fácil. A vida pesa-nos nos ombros com a responsabilidade que temos sobre ela. A nossa vida só depende de nós mesmos, do caminho que seguimos, das decisões que tomamos, das experiências que decidimos viver e daquelas que prontamente dispensamos. Temos nas mãos a chave da felicidade e do sucesso. Mas, se usarmos essa chave de forma errada, temos nas mãos a responsabilidade do fracasso, da infelicidade, do sofrimento e da frustração. 
Um livro sobre a morte, a perda, a saudade, o amor, os obstáculos que encontramos no nosso caminho. Um livro sobre mim e sobre a forma como sinto as coisas. Um livro escrito com o coração nas pontas dos dedos.






SINOPSE
Deu de caras com ele e percebeu, naquele instante, que estava perante alguém que iria mudar a sua vida. Muitas vezes, basta um instante para percebermos se alguém vai ou não ter impacto nas nossas vidas. Bastou uma troca de olhares para saber que queria ser dele para sempre - ou, pelo menos, até que algo os separasse, porque, não sendo ingénua, sabia que havia sempre algo a separar duas pessoas que se querem. Na verdade, há sempre alguma coisa a separar duas pessoas e, na maioria dos casos, é o facto de não se quererem da mesma forma. Quantas vezes teremos a sorte de querer alguém que também nos queira?


Para adquirirem os vossos exemplares e conhecerem mais sobre a autora, visitem a sua página do Facebook (AQUI)

sábado, 6 de outubro de 2018

Na ponta dos dedos com... Adelina Santos


Adelina Santos é natural de Jovim (Gondomar), onde reside e trabalha.

É portadora de uma deficiência visual, que lhe condicionou os estudos, tendo mesmo assim frequentado o conservatório de música na área do canto lírico, mas não terminou a licenciatura.
Tentou também frequentar um curso de história na faculdade de letras do Porto, mas viu-se obrigada a desistir.
Cedo se apaixonou pelas letras e pela música, mas a poesia é uma grande paixão, a par da história e das tradições dos seus antepassados.
Neste sentido escreveu o seu primeiro livro dedicado ao tempo dos seus avós, e um livro de poesia publicado em 2015 pela editora Lugar da Palavra.
Tem participado em diversas antologias poéticas principalmente com o grupo de Poesia da Beira Ria, Solar de Poetas e Amigos da Póvoa, Pastelaria Editores, Vieira da Silva, entre o sono e o sonho da chiado editores, colectânea mimos de maio entre outros, e vai deixando o que escreve na sua página do facebook (Tear de Sentidos).


Olá Adelina é um gosto poder conhecer-te melhor e apresentar-te aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que te iniciaste na escrita? Olá. Obrigada pela oportunidade de me dar a conhecer a um público mais alargado.
Em mim, o gosto pela escrita começou bem cedo, por volta dos 5 anos, porque ao conviver com meninas mais velhas que já andavam na escola e já liam e escreviam, eu sentia uma grande curiosidade de aprender a construir palavras e ler. Os meus pais vendo a minha vontade mandaram-me para uma sala de estudo onde facilmente aprendi a o alfabeto e a ler.
Quando aos 6 anos fui para a escola primária já escrevia perfeitamente e lia.
Infelizmente perto dos 7 anos, fui fulminada por uma meningite que me cegou e apagou da memória o que tinha aprendido.
Foi mais tarde, com 11 anos, ao frequentar um estabelecimento de ensino especializado para cegos que reaprendi a escrever e a ler através do sistema braille. Nesta escola retomei o meu gosto pela leitura e começou a crescer o fascínio pela poesia.
Apesar de a poesia ser para mim uma espécie de desabafo da alma, ou um meio de falar com as minhas sombras, foi com uma monografia que a minha escrita foi dada a conhecer pela primeira vez em livro.

Qual o sentimento que te domina quando escreves? Há sempre uma emoção diferente a fervilhar na mente e nas veias quando escrevo, porque o perfume de uma flor, um cantar de um pássaro, o sorriso, ou choro de uma criança podem levar-me a escrever. Mas a liberdade, a justiça e o amor, assim como as minhas conversas com o silêncio, talvez sejam os motivos dos meus poemas.

O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa? A escrita como disse, quase nasceu comigo, mas através dos meus humildes poemas conheci pessoas maravilhosas que me ajudaram a correr com alguns dos meus fantasmas e realizei alguns dos meus sonhos.

E enquanto escritora, o que tens aprendido? Não me sinto como escritora. Gosto de escrever, de partilhar as minhas emoções que tinjo na escrita, gosto que as pessoas comentem façam as suas críticas e desta forma vou crescendo e enriquecendo por dentro, voltando sempre à partilha.

Tens algum ritual de escrita? Não. Sinto muita necessidade de escrever, porque a escrita, o soltar as frases como aves é libertar de mim amarras, tristezas e alegrias que têm de ganhar asas. Mas só escrevo quando a vontade o exige.

Como definirias esta arte na tua vida? Assim como um pintor, ou um escultor dão forma aos sentimentos através do que pintam e cinzelam, eu tento pintar e cinzelar com as palavras o que sinto.

A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo? Uma necessidade.

O teu primeiro livro publicado chama-se “Bocados de Mim”. Podes falar-nos um pouco dele? Bocados de Mim é exactamente o que o título diz. Bocados das minhas vivências, das minhas sensações, do que eu fui, do que eu sou.

Como surgiram as ideias para compor este livro? Como já contei, desde cedo que escrevo poesia e tenho muita coisa escrita. Um dia, na conversa com um amigo que também gosta de poesia e tem algumas coisas publicadas, ele pediu para ler alguns poemas meus e surgiu a ideia de publicar.

Quais os trabalhos que já realizaste no âmbito da escrita, para além deste título? Tenho publicado em diversas antologias de poesia, antologias de contos, e monografias.

Geres uma página “Tear de Sentidos”. Como vives o contato com o público? Este meu cantinho apenas serve para partilha do que escrevo, onde outros poetas podem publicar os seus escritos, mas poucos comentam o que é postado. Aliás, noto a falta de opinião e de troca de ideias tanto no meu tear de sentidos, como noutros espaços. As pessoas limitam-se a comentar: gostei muito, é lindo. Tudo muito vago.

A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Penso que na escrita há sempre um pouco de nós. No meu caso, eu estou sempre retratada em cada texto, por muito que o tente disfarçar.

Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem? Adoro ler. Os livros são e sempre foram para mim uma companhia indispensável. Claro que a leitura é fundamental para quem escreve.

Como encaras o processo de edição em Portugal? Este é um assunto que daria muito que dizer. Há muita gente a publicar, muita gente com qualidade, outra nem tanto, mas só quem tem nome e já é muito conhecido é que tem direito a lugares de destaque nas livrarias, e as editoras não apostam em gente desconhecida. Acima de tudo existe o lucro.

Além da escrita, que outras paixões, nutres que te completam enquanto pessoa? O ser humano, a vida, a amizade, o amor, a família. Além disto, sou uma apaixonada pela natureza, por gatos, e pelas minhas colecções de cactos e suculentas.

Quais os temas que gostas de abordar quando escreves? A natureza, o sentimento humano, o silêncio.

Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o privilegiado? Leio muito e muitos livros me marcaram, mas li um que a história se desenrola na cidade do Porto e se identifica um pouco com o que gosto de ler: Meia‑Noite - ou o Princípio do Mundo, de Richard Zimler.

Pensas em publicar novamente? Presentemente tenho um segundo livro de poesia para ser publicado ainda este ano, mas ainda não está nada definido.

Se tivesses de escrever noutro género literário, a qual desafio te proporias? Tenho alguns romances começados, mas não sei se um dia me atreverei a dar-lhes voz.

Imagina a tua vida sem a escrita, como seria? Isso seria algo de sofrimento, um abismo onde eu sufocaria.

Apenas numa palavra, descreve-te:Sonhadora.



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SINOPSE
Adelina Santos perdeu a visão aos seis anos. Amante das letras e da poesia, em Bocados de Mim apresenta-se e revela-se com uma intensa fragrância lírica, onde as mãos veem, leem e são o ponto de contacto com o mundo que rodeia a poeta.




















terça-feira, 2 de outubro de 2018

Amael - A Guerra Sagrada de Fábio Santos

Na obra de estreia de Fábio Santos, Amael – A Guerra Sagrada, acompanhamos a história da jovem Helena e do arcanjo negro. 

O arcanjo negro chega a Lisboa com um único objetivo: caçar o assassino da sua protegida. Fá-lo há mais de duas décadas, o tempo e as circunstâncias mudaram a sua essência, mas Lisboa também mudou e está recheada de surpresas. 

Este é o mote principal da história fantástica que o Fábio nos apresenta. Este livro é o primeiro de uma saga que tem tudo para ser um sucesso. 

A narrativa está bem estruturada, é dinâmica e prende o leitor. A história é-nos apresentada ao ritmo de um filme, o que torna a obra, no geral, muito interessante pela irreverencia com que se impõe.

As descrições pormenorizadas de todos os elementos da narrativa, conferem à história mais fidedignidade. 

A linguagem do autor é escorreita e muito acessível, sem floreados, estes pontos são muito positivos pois tornam a leitura fluída e agradável, mantendo-nos agarrados até à última página, ansiosos pelo próximo capítulo, ansiosos pelo desfecho do livro, ansiosos pelo próximo volume.

Parabenizo o autor pela ousadia em arriscar um género literário pouco comum em Portugal, mas que vai ganhando cada vez mais espaço e destaque.

Letícia Brito

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Verdades Ocultas de Zélia Ortiz

Neste seu primeiro romance, Zélia trouxe-nos uma história sobre o que há para lá do mundo cor-de-rosa, da vida das celebridades, do jet set, do glamour e do dinheiro.

Em Verdades Ocultas acompanhamos Rita, uma jovem que dedicada ao trabalho e ao marido, que morre precocemente, deixando-a sozinha e nas “mãos” do seu tio Peter Jackson, dono da Euroaquilão, uma multinacional milionária.

A Rita, são lhe dadas várias responsabilidades, a mais recente é descobrir se Álvaro Alvarez, um jornalista conhecido, é a pessoa indicada para assumir um cargo importante na nova filial da Euroaquilão.

Todavia, e porque o amor é imprevisível, Rita vê-se envolvida numa teia amorosa, com segredos obscuros e conturbados para os quais jamais imaginará estar preparada.

Este romance de estreia da autora lembra-me bastante as telenovelas, pela história, pela dinâmica, pelas personagens… Portanto, acredito que funcionaria muito bem adaptado aos ecrãs.

A linguagem da autora é direta e simples, acessível a todo o leitor, permitindo que a leitura seja agradável e fluída.

A obra, está no geral, muito bem conseguida. Resta-me aqui, parabenizar a Zélia por este romance de estreia surpreendente, fazendo votos de que venham muitos mais.

SINOPSE

Rita descobriu, de forma cruel, que era necessário muito mais que ser modelo de capa de revista para ser bem-sucedida, pois várias surpresas atravessaram o seu caminho, obrigando-a a contornar as suas próprias regras.

Contudo, jamais poderia imaginar que entraria num labirinto obscuro e atroz.
Verdades Ocultas reflete um outro lado menos brilhante do que os leitores de revistas cor-de-rosa estão habituados. 
É um romance real que descreve com frieza o lado oculto das verdades conhecidas.