quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Na ponta dos dedos com... Sandra Pereira

Sandra Pereira (1980), nasceu no Barreiro, Portugal. Viveu a sua infância e adolescência em Maputo.
Regressou a Portugal com 18 anos, para se licenciar em Arquitectura em 2007.
Começou a escrever aos 13 anos e escreveu a sua primeira obra de poesia aos 19 anos.
Trabalhou alguns anos como Gestora Comercial e Responsável Administrativa na área comercial onde acabou por se interessar e desenvolver o relacionamento interpessoal.
Hoje, com conhecimentos e competências, exerce funções como Life Coach e Formadora de Gestão Emocional, com valência em PNL.
Com uma paixão pela cozinha, é, também, Blogger de Especiarias e Receitas Criativas e organiza, pontualmente, eventos gastronómicos.
“Contos Metafóricos” é a primeira obra publicada da autora, sendo que o objectivo desta, é poder ajudar no desenvolvimento pessoal de jovens e adultos, através da leitura interpretada de metáforas.
Fonte: Sandra Pereira


Olá Sandra, é um gosto poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar: Como que é que a Sandra se iniciou na escrita? Comecei a escrever aos dez anos, nomeadamente poesia e fui desenvolvendo este gosto até aos dezoito anos, quando resolvi registar a minha primeira obra literária de poesia no IGAC. Também tenho um blogue orientado para a escrita http://o-largo-da-poesia.blogspot.com/

Qual o sentimento que a domina quando escreve? Quem escreve com paixão acaba por entrar numa espécie de transe emocional, parece que nada se passa ao meu redor. E posso trabalhar a minha criatividade que necessita de constante incentivo.

O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa? A escrita é terapêutica, acalma-me, tranquiliza-me e ajuda no meu autoconhecimento: Sempre.

E enquanto escritora, o que tem aprendido? Primeiro, aprendo mais sobre mim. Se escutar uma história de outra pessoa, e se escrever sobre a mesma, acabo por perceber melhor a outra pessoa porque vou refletir sobre esta.

Tem algum ritual de escrita? Por vezes um copo de vinho ou um CD de música Jazz ajuda no relaxamento inicial.

Como definiria esta arte na sua vida? Imprescindível. Não passo a vida a escrever, existem momentos sábios onde a minha intuição me guia, orientando neste sentido.

A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo? Necessidade, uma vez que se torna terapêutica.

O seu primeiro livro publicado chama-se “Contos Metafóricos”. Pode falar-nos um pouco dele? Sim, é um livro de contos ou pequenas histórias onde a ferramenta que utilizo é a metáfora e o propósito é que se possa retirar uma lição emocional que visa modificar o pensamento e comportamento humano do leitor. Eu sei que é mais fácil aprender com uma metáfora, o nosso inconsciente está mais preparado para absorver uma mensagem subliminar do que o nosso consciente estará apto para entender uma mensagem mais direta que por vezes até pode ser considerada “ofensiva”.

Como surgiram as ideias para compor um livro com uma temática tão diferente do habitual? Fui eu que comecei a transcrever as minhas aprendizagens pessoais e não só, acabei por influenciar outros com a escrita e a minha ambição cresceu com base nesse feedback positivo que obtive. Apesar de ter escrito poesia maioritariamente ao longo dos meus anos de vida, fui alternando para prosa e crónicas quando a vontade o exigia, de modo que escrever contos foi muito pacífico para mim.

A sua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal? Tem conotação pessoal, seja minha, seja de quem me inspirou a escrever.

Como vive o contato com o público? Considero-me comunicativa e expressiva, por isso não me aflijo com a exposição. No entanto ainda estou a começar nesta aventura e não tenho uma grande experiência, nesta área. Já trabalho na área comercial há uns anos e a minha relação interpessoal foi-se desenvolvendo neste sentido.

Gosta de ler? Considera importante ler para se escrever bem? Adoro ler, é outra forma de obter tranquilidade e ser criativa, uma vez que uso a imaginação para “visualizar” o que leio.

Como encara o processo de edição em Portugal? Moroso e muito selectivo. Mas a culpa não recai no processo de edição em si, uma vez que cada vez há mais escritores por via das edições de autor, havendo, muitas vezes, pouca qualidade e cuidado na escrita de quem pode pagar pela edição, não tendo talento algum.

Acha que os jovens dão importância à Literatura nos dias atuais? Creio que quanto mais meios de distração tecnológica existirem, menos procura há pela leitura, por parte deste nicho de mercado.

Além da escrita, que outras paixões, nutre que a completam enquanto pessoa? Coaching; Cozinha; Jardinagem; Leitura; Dança; Viajar; para além do habitual convívio com os mais queridos.

Quais os temas que gosta de abordar quando escreve? Auto-coaching, essencialmente. Por outras palavras, tudo o que invoque o autoconhecimento ou desenvolvimento pessoal. Dedico-me à escrita de artigos sobre temas neste âmbito e acabo sempre por expressar-me de forma pessoal.

Se só pudesse ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”? “A casa do Sono” de Jonathan Coe

Quais as suas perspetivas para o seu futuro enquanto autora?  Pretendo investir noutra obra, sem definição ainda, poderá ser um livro de auto-ajuda dentro destes moldes, através de contos ou mesmo testemunhos.

Pensa em publicar novamente depois deste seu primeiro livro? Para já ainda não coloquei essa “panela ao lume”. Estou a juntar os ingredientes, primeiro.

Imagine a sua vida sem a escrita, como seria? Não posso fazer tal coisa, é uma das minhas essências como pessoa. Talvez por ter começado a escrever tão cedo.

Apenas numa palavra, descreva-se: Positiva




Sinopse
A utilização da metáfora serve o propósito de apelar à tomada de consciência e ao crescimento interior.
Este livro de contos metafóricos, abordam várias temáticas entrelaçadas nos seus variados personagens inusitados.
O enredo de cada conto estimula a imaginação do leitor, que poderá viajar e visualizar cada cenário, pensando naquilo que se esconde em cada contexto. No final pode questionar: qual a lição desta história?
Os contos baseiam-se em realidades imaginárias, mas facilmente transportadas para a nossa realidade.
É um livro que pode ser útil a terapeutas, professores, educadores e pais. Sobretudo foi escrito a pensar no desenvolvimento pessoal e emocional de jovens e adultos.









terça-feira, 28 de agosto de 2018

Na ponta dos dedos com... Catarina Fernandes



Catarina Fernandes nasceu em Vila Nova de Gaia a 11 de Maio de 1992.

Com o tempo iniciou-se na escrita de poesia, e ganhou prémios em concursos literários interescolares.
Concluiu o curso de Direito na Universidade Católica Portuguesa – Escola de Direito do Porto em 2015.
Em 2017 concluiu o mestrado de Direito Público, Internacional e Europeu na mesma instituição.
Trabalhou na Livraria Bertrand no Porto e na Livraria Lello. 



Letícia Brito: Bom dia Catarina, é um gosto enorme poder conhecê-la melhor e apresentá-la aos seguidores deste espaço, para começar, coloco-lhe esta questão: Como é que a escrita entrou na sua vida?

Catarina Fernandes: A escrita entrou na minha vida na escola primária. Era uma criança com uma imaginação muito fértil e, devido ao meu interesse na coleção “Arrepios” de R. L. Stine comecei a escrever pequenos contos de terror ainda no meu 4º ano de escolaridade.

Letícia Brito: O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa?

Catarina Fernandes: Gosto de pensar que a escrita não me mudou em nada porque já era uma parte intrínseca relativamente à minha própria existência. Assim, a escrita não é uma característica externa mas sim algo que me define e sem a qual eu não poderia nunca ser este Eu.

Letícia Brito: E enquanto escritora, o que mudou?

Catarina Fernandes: Enquanto escritora posso dizer que a escrita fez com que eu pudesse ter contacto com mundos que, de outra forma, não existiriam nunca nesta pequena esfera alada no meio da escuridão a que tão prontamente chamam “Terra”.

Letícia Brito: O seu primeiro livro “Nuit Blanche” é um romance fantástico com cariz LGBT, pode falar-nos um pouco sobre ele?

Catarina Fernandes: O livro passa-se nas Terras de Gawk onde existe a política parental de dois filhos de sexo oposto por casal. Se tal não suceder os pais das crianças são expulsos da terra e amaldiçoados pelo deus sol. A Nuit Blanche é um ritual único que põe em causa a existência e a vida de várias pessoas, nomeadamente de Sam e Annabelle. Assim, o livro transcende aparências e luta contra preconceito da sociedade. A Nuit Blanche é sem dúvida uma noite que mudará para sempre a vida de Sam e Annabelle e que fará com que tenham de lutar contra tudo e todos para ficarem juntos.

Letícia Brito: Como surgiu a ideia para escrever sobre um tema ainda tão pouco abordado na literatura?

Catarina Fernandes: A ideia não me surgiu, primeiro ponto. Foi uma estória que teve nascimento na minha alma em hora e data incerta. Foi quase como uma avalanche de palavras que começaram a jorrar da minha mente e que eu não tive outra solução senão passar a escrito tudo aquilo que se ia passando por detrás dos meus olhos. No backstage do meu rosto. Quanto à temática não podia nunca ser de outra forma. Tinha de ser assim. Não foi propositado. Foi apenas porque elas eram como eram e eu tive que dar voz à estória delas como se fosse a minha.

Letícia Brito: Que dificuldades encontrou no processo de escrita?

Catarina Fernandes: Sinceramente foi um livro que me deu imenso gosto escrever pelo que não encontrei quase nenhumas dificuldades em escreve-lo. Somente relativamente a Silver é que tive de pensar um pouco quanto ao destino que ele teria.

Letícia Brito: A sua história é inteiramente ficcional, mas tem traços em comum com a realidade. Há alguma conotação pessoal na mesma?

Catarina Fernandes: Sim. Como todos os escritores. Possui uma conotação pessoal principalmente porque foi uma história que nasceu de mim e aquilo que nasce de nós raramente se aparta de quem somos.

Letícia Brito: Catarina, falemos um pouco da escrita a nível emocional, o que sente quando escreve?

Catarina Fernandes: Sinto-me em comunhão com as letras do Universo inteiro. Uma alegria aliada à paixão de dar forma àquilo que existe apenas em sonhos.

Letícia Brito: O que é mais prazeroso na escrita?

Catarina Fernandes: A maneira como as palavras se agrupam de maneira a formar frases melancolicamente belas e levemente imperfeitas. O modo como a prosa vai dando lugar à poesia sem nunca se anular por completo.

Letícia Brito: Tem algum ritual de escrita?

Catarina Fernandes: Sim. Costumo escrever com a minha cadela Molly junto a mim. Sempre foi assim desde pequena. Tudo começou com o Kincas, o meu cão. Aconchegava-se em mim o tempo todo que eu estivesse a escrever.

Letícia Brito: Como definiria esta arte na sua vida?

Catarina Fernandes: A supremacia da boa existência.

Letícia Brito: Tem hábitos de leitura? Considera importante ler para escrever bem?

Catarina Fernandes: Sim. Leio, quase sempre, três livros ao mesmo tempo. Considero que ler é mais importante para sonhar bem do que para escrever bem. Qualquer pessoa pode escrever bem, sem erros e ter um poder sintético absolutamente genial porém, apenas aqueles que sonham bem são capazes de escrever as coisas que fazem sonhar os outros.

Letícia Brito: Se só pudesse ler um único livro para o resto da sua, qual seria o privilegiado?

Catarina Fernandes: Sputnik, meu amor de Haruki Murakami.

Letícia Brito: Além da escrita, que outras paixões, nutre que o completam enquanto pessoa?

Catarina Fernandes: A minha paixão pelos animais, viajar, séries de televisão, pela música (fã incondicional de Bruce Springsteen) e pelo cinema.

Letícia Brito: Que outros trabalhos, já realizou, no âmbito da escrita?

Catarina Fernandes: Escrita do Guião da curta  “Tenho em mim todos os Sonhos do Mundo” com o qual concorri à Academia RTP. Escrevo poesia com elevada regularidade porém, não se encontra publicada.

Letícia Brito: A escrita é para si, uma necessidade ou um passatempo?

Catarina Fernandes: Sem dúvida, uma necessidade.

Letícia Brito: Como vive o contato com o público?

Catarina Fernandes: Gosto de pessoas e, tendo trabalhado na Lello, no Porto, estou habituada a todo o tipo de pessoas e situações.

Letícia Brito: Como encara o processo de edição em Portugal?

Catarina Fernandes: Difícil. As grandes editoras são, muitas das vezes, horizontes fechados aos novos escritores.

Letícia Brito: Quais as suas perspetivas para o futuro?

Catarina Fernandes: Ser feliz.

Letícia Brito: Este é o seu primeiro romance, acabadinho de “sair do forno”, já pensa no próximo?

Catarina Fernandes: Possuo imensos contos escritos. Talvez edite uma coletânea dos mesmos.

Letícia Brito: Enquanto escritora, quais os objetivos que mantém?

Catarina Fernandes: Ser sempre inovadora naquilo que escrevo.

Letícia Brito: Se tivesse de escrever noutro género literário, qual o desafio ao qual se proporia?

Catarina Fernandes: Escrever algo que não tivesse um pouco de prosa poética. Esse seria um desafio enorme para mim.

Letícia Brito: E para finalizar, que mensagem gostaria de passar aos seus leitores e seguidores deste espaço?

Catarina Fernandes: Gostaria de dizer que o mundo está demasiado estereotipado e que as pessoas, não raras vezes, impedem-se a si próprias de encontrar o amor porque pensam que tudo tem de ser normativo. O amor não escolhe género. Isso é o menos importante. O que realmente importa é aquilo que o coração sente não a aparência de quem o faz sentir-se assim.

Letícia Brito: Agradeço a sua disponibilidade, fazendo votos de muitos sucessos para a sua carreira e vida pessoal.

Catarina Fernandes: Agradeço imenso esta oportunidade e fico deveras feliz pelo interesse demonstrado no meu livro “Nuit Blanche”.


A “Nuit Blanche” aproxima-se. Uma maldição negra pairará novamente sobre as Terras de Gawk.
Uma noite em que tudo pode acontecer…
Os habitantes da vila iniciam os preparativos em homenagem aos deuses desconhecendo os eventos terríveis que irão ser desencadeados ao longo dessa noite. Segredos antigos, amizades desfeitas e amores impossíveis que irão colocar em risco a vida de todos.
É o primeiro ano que Annabelle e Sam participarão neste ritual que irá mudar as suas vidas para sempre.
Conseguirá este amor sobreviver à maldição?  
Um romance mágico repleto de mundos desconhecidos, mitologias paralelas e universos que, quem sabe, poderão de facto existir por aí.
Um romance que transcende estereótipos numa sociedade em que tudo é azul ou rosa.









segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Na ponta dos dedos com... Sofia Martins



Sofia Martins nasceu em Lisboa, a 27 de janeiro de 1981.
É licenciada em Organização e Gestão de Empresas, pelo ISCTE, e profissionalmente exerce funções na área financeira.
O gosto pela escrita surgiu muito cedo. É mais do que uma paixão. É a sua forma de estar na vida.
Em 2015 publicou o seu primeiro livro dentro do género poético, recentemente voltou a publicar, o livro que hoje vos divulgo, Fragmentos de Ti.


Letícia Brito: Tu encontraste a escrita ou foi a escrita que te encontrou?
Sofia Martins: Posso dizer que foi a escrita que me encontrou. Desde cedo que escrevo. Inicialmente, fazia-lo num pequeno caderno de capa preta, comecei a escrever por prazer por volta dos 13/14 anos.

Letícia Brito: Qual o sentimento que te domina quando escreves?
Sofia Martins: Escrever é uma forma de deixar falar a alma. É também a melhor terapia para a tristeza e a angústia. A escrever sinto-me mais livre.

Letícia Brito: Tens algum ritual de escrita?
Sofia Martins: Não, escrevo sempre, onde e quando sinto vontade, necessidade ou inspiração, seja em casa, na praia, num restaurante ou em algum transporte público.

Letícia Brito: A escrita é para ti, uma necessidade ou um passatempo?
Sofia Martins: A escrita sou eu, é mais do que uma necessidade ou um passatempo.

Letícia Brito: Geres uma página no Facebook, Gritos de Alma, como vives o contacto com o público?
Sofia Martins: É incrível quando recebo mensagens de pessoas que se identificam com o que escrevo, ou sentem que é como se fosse delas o que digo.

Letícia Brito: Já publicaste alguns livros, que têm eles em comum?
Sofia Martins: Todos os meus livros levam parte de mim nas suas páginas. Dou tudo o que sinto em palavras. Só assim faz sentido.

Letícia Brito: O teu último livro «Fragmentos de Ti» foi publicado em julho. Podes falar-nos um pouco da sua temática e do que poderão os leitores encontrar nas suas páginas?
Sofia Martins: Fragmentos de Ti é uma história de amor em prosa poética. Nasceu para dedicar a alguém muito especial que partiu em Março. Era a única homenagem que tinha ao meu alcance. Ficaram, desta forma, imortalizados, a minha grande admiração e o meu grande amor.

Letícia Brito: Como surgem as ideias para compor um livro?
Sofia Martins: O que me inspira é a vida. São as pessoas que “deixam um pouco de si”. É a natureza que me encanta. Os estados de alma.

Letícia Brito: Podes falar-nos um pouco dos teus primeiros livros?
Sofia Martins: O primeiro livro foi uma compilação dos meus textos, desde que comecei a escrever.
Gritos de Alma, o Regresso, nasceu mais maduro e consistente.
Ambos são descrições da vida. Pedaços de tempo no papel.

Letícia Brito: A tua escrita é ficcional ou tem conotação pessoal?
Sofia Martins: A parte pessoal é quase inevitável quando se escreve. Há sempre uma pele que despimos e damos às linhas que escrevemos.

Letícia Brito: Gostas de ler? Consideras importante ler para se escrever bem?
Sofia Martins: Ler é muito importante para escrever bem. Mas gostar de escrever é muito mais do que escrever bem.

Letícia Brito: Como encaras o processo de edição em Portugal?
Sofia Martins: Não é fácil ser autor em Portugal. Digamos que o fazemos por prazer. Não é possível ter objectivos económicos.

Letícia Brito: Achas que os jovens dão a importância à Literatura nos dias atuais?
Sofia Martins: Acho que se lê pouco actualmente. As novas tecnologias e as redes sociais tomam conta do tempo disponível.

Letícia Brito: Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
Sofia Martins: Adoro desporto, música e praia. São as minhas paixões. E os meus dois filhos!! 

Letícia Brito: Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Sofia Martins: Escrevo muito sobre emoções, sentimentos, ânsias.

Letícia Brito: Se só pudesses ler apenas um único livro para o resto da tua vida, qual seria o “privilegiado”?
Sofia Martins: A Aparição, de Vergílio Ferreira. Foi um livro que me marcou na minha adolescência.

Letícia Brito: Quais as tuas perspetivas para o teu futuro enquanto autora?
Sofia Martins: Continuarei a escrever. Espero voltar a publicar também. Mas o mais importante é mesmo deixar tudo no “papel”. É isso que me completa.

Letícia Brito: Pensas em publicar novamente depois deste teu último livro?
Sofia Martins: Como disse em cima, sim. Mas este último livro teve um objectivo muito especial e único. Quero, para já, poder partilhá-lo com quem acredita na química do amor.

Letícia Brito: Imagina a tua vida sem a escrita, como seria?
Sofia Martins: Não conseguiria viver sem escrever.

Letícia Brito: Apenas numa palavra, descreve-te:
Sofia Martins: Corajosa


Fragmentos de ti é a alma que fala, o coração que se renova, a saudade que inunda de lágrimas o papel. É o silêncio que grita e chega ao céu. O tempo em forma de palavras que alinho na eternidade.
Fragmentos de ti é sentir sem limites.
Dar sem fronteiras. Chegar sem sair do lugar.
Fragmentos de ti és tu... não importa onde estejas.







Na ponta dos dedos com... Jorge Pereira


Jorge Pereira nasceu em 1974 em Bico, freguesia de Paredes de Coura. Embora não tenha concluído os estudos em tempo útil, devido ao facto de ter nascido no seio de uma família numerosa, só conseguiu completar o 12º ano mais tarde, num programa de novas oportunidades.
Isso não o impediu de concretizar o seu sonho de ser escritor e já publicou dois romances, em 2015, Amar Perdoar e Voltar a Amar, e em julho transato, a continuação, O Sonho Continua, Eu Sei que te Vou Encontrar.  
De bem com a vida e com o mundo que o rodeia, mantém um casamento feliz que o motiva e inspira.
Trabalha numa multinacional do ramo automóvel, onde assume um cargo de responsabilidade e se desafia diariamente a ser um profissional de excelência.
Para além da escrita, gosta de fazer experiências com plantas medicinais e tem conhecimentos na área da saúde alternativa, tais como Reiki, Massagem e Aromaterapia.  
Estas terapias aliadas ao seu trabalho e ao seu desejo de ser escritor, dão-lhe equilíbrio emocional, fazendo de si, um homem optimista e crente na ligação entre este mundo e o mundo celestial.

Hoje, vamos desvendar melhor este homem e escritor, através de uma conversa descontraída, agradecendo ao Jorge, desde já, por aceitar este desafio de se dar a conhecer aos meus seguidores!

Letícia Brito: Bom dia, Jorge, antes de mais, é um gosto enorme poder conhecê-lo melhor e apresentá-lo aos seguidores deste espaço, para começar, a questão que se impõe: Como é que o Jorge se iniciou no mundo das artes literárias? 
Jorge Pereira: Bom dia, Letícia, o gosto é meu e dar a conhecer a minha obra a um público desconhecido torna a minha tarefa muito mais gratificante…. Para que todos saibam eu comecei por escrever em verso, como tinha alguma criatividade fui convidado pela Chiado Editora a escrever em prosa dado que o meu conhecimento ia para além do Mundo dos versos… Aceite o desafio consegui com a minha História de vida encaixar pequenos versos, que no desenrolar do 1º livro Amar, Perdoar e Voltar a Amar deram vida um romance fictício baseado em fatos reais, onde o Ricardo e a Solange descreveram parte de um romance que desenrolou toda esta aventura…

Letícia Brito: O que é que a escrita mudou em si, enquanto pessoa? 
Jorge Pereira: Eu sou um apaixonado pela vida, já o era antes desta aventura, hoje dou valor a pequenos detalhes que até então desconhecia, com a escrita consegui aproximar-me de pessoas que vêem o MUNDO da mesma forma que eu…

Letícia Brito: E enquanto escritor, o quem tem aprendido? 
Jorge Pereira: Como escritor aprendi que a vida é uma oportunidade de aprendizagem e a escrita completa essa mesma aprendizagem. O MUNDO sem arte é pobre, e pobre é o MUNDO se não vê nele a ARTE do CRIADOR…

Letícia Brito: Em 2015 publicou o seu primeiro romance “Amar, Perdoar e Voltar a Amar”, pode falar-nos um pouco sobre ele? 
Jorge Pereira: Como falei anteriormente o meu primeiro livro, é baseado na minha História de vida, sou oriundo de uma família pobre e numerosa, onde certos valores que me foram transmitidos desde criança, fizeram de mim um cidadão atento ao MUNDO que me rodeia, fazendo da minha história, a história de muitos leitores, um romance vivido entre a Solange e o Ricardo acontece entre duas famílias de diferentes classes sociais, sendo a família do Ricardo pobre e a família da Solange uma família nobre, um romance que resiste a tudo desde mentiras, ódios, conflitos e muita paixão….

Letícia Brito: Segundo a sinopse do seu primeiro romance, julgámos estar perante uma história com cunho verídico, confirma? 
Jorge Pereira: Sim tudo acontece baseado na minha História de vida, com passagens relatadas em personagens fictícias…

Letícia Brito: Em julho publicou a continuação do seu primeiro romance, o que o motivou a dar continuidade a essa história? 
Jorge Pereira: Foi a pedido dos meus seguidores, as personagens desta minha História tinham deixado água na boca, daí que este romance pede que muita tinta seja derramada em seu nome…

Letícia Brito: Que dificuldades encontrou no processo de escrita? 
Jorge Pereira: Encontrei alguma dificuldade, já que concluí o 12º ano num programa de novas oportunidades, porque no meu tempo útil de escola tal não me foi possível, por pertencer a uma família pobre e numerosa…

Letícia Brito: Jorge, falemos um pouco da escrita a nível mais emocional, o que sente quando escreve? 
Jorge Pereira: É difícil descrever o que me pergunta, contudo sei que a escrita é um MUNDO onde eu me vou encontrar lado a lado com a realidade e o desconhecido ainda por descobrir…

Letícia Brito: O que é mais prazeroso na escrita? 
Jorge Pereira: Sem dúvida a conversa entre o desconhecido que nos entende como sendo parte daquilo que nós desconhecemos…

Letícia Brito: Tem algum ritual de escrita? 
Jorge Pereira: Sim, e ainda bem, que me faz esta pergunta, sou terapeuta de Reiki, Massagem, Fitoterapia, Aromaterapia e Massoterapia todas elas medicinas NATURAIS, por ter ficado doente e a medicina convencional não conseguiu acompanhar favoravelmente a minha recuperação, recorri à fitoterapia para curar um esgotamento seguido de uma depressão que para os médicos não tinha solução à vista, nem cura, para tal enfermidade, as ervas milagrosas fizeram de mim um cidadão apaixonado pela vida e devolveram-me não só a vontade de viver como a esperança num MUNDO onde eu me sinto cada vez mais integrado e comprometido a transformá-lo num MUNDO Muito melhor… E claro faço da minha experiência de vida um ritual  para a escrita…

Letícia Brito: Como definiria esta arte na sua vida? 
Jorge Pereira: Só tenho uma palavra para a definir (GRATIDÃO)

Letícia Brito: Tem hábitos de leitura? Considera importante ler para escrever bem? 
Jorge Pereira: Sim eu leio um pouco de tudo, desde romances, livros de história e claro livros ligados a minha área da medicina Natural, defendo que devemos ler para conhecer melhor este Mundo da arte da escrita, onde a leitura faz do leitor um crítico e conhecedor deste mesmo Mundo…

Letícia Brito: Se só pudesse ler um único livro para o resto da sua vida, qual seria o privilegiado? 
Jorge Pereira: Seria um livro que falasse de AMOR, pois o AMOR fala-nos de toda obra…

Letícia Brito: Além da escrita, que outras paixões, nutre que o completam enquanto pessoa? 
Jorge Pereira: Sem querer já respondi à sua pergunta anteriormente, contudo há algo que me falta falar, as associações e centros recreativos e culturais que fazem parte das nossas Localidades e Freguesias são para mim paixões que o tempo ainda não conseguiu apagar e que me completam como pessoa, onde sou agradecido a todos aqueles que fazem possível estas atividades mostrarem quem realmente somos…

Letícia Brito: Que temas gosta de abordar quando escreve? 
Jorge Pereira: Aquele que ler, as minhas duas obras percebe que as paixões, aventuras e o desconhecido são temas que gosto de falar, onde a relação entre este MUNDO o Desconhecido é talvez a razão principal desta nossa conversa…

Letícia Brito: Como vive o contato com o público? 
Jorge Pereira: No inicio foi complicado, foi difícil encarar o Público e falar de algo que me intimidava, a minha própria vida, depois de ver no público manifestações de respeito e carinho, tudo se tornou mais fácil e hoje sinto que pisar um palco é para mim a visão perfeita daquilo que eu havia sonhado como mensageiro.

Letícia Brito: Como encara o processo de edição em Portugal? 
Jorge Pereira: Como tudo na vida o começo é difícil, eu reconheço que foi difícil chegar até aqui, porque os principais galardões são e serão sempre para aqueles que vivem destas oportunidades de quem começa algo e os suspeitos do costume estão e estarão sempre à nossa frente…

Letícia Brito: Quais as suas perspetivas para o futuro? 
Jorge Pereira: Na verdade, tenho três paixões que me dividem e me completam, a Escrita, a Medicina Alternativa e claro a vida… eu vou tirar o máximo partido delas para ser merecedor de tal conhecimento…

Letícia Brito: Quais trabalhos já realizou no âmbito da escrita para além destes dois títulos? 
Jorge Pereira: Estes são os meus únicos trabalhos literários, contudo já cheguei a registar versos e quadras na esperança de fazer deles notas musicais, o que ainda não aconteceu…

Letícia Brito: Pretende escrever um terceiro? 
Jorge Pereira: Sim, digamos que a terceira obra está em laboratório e na devida altura irei falar dela…

Letícia Brito: Enquanto escritor, quais os objetivos que o dominam? 
Jorge Pereira: Sem dúvida tenho como missão ser um mensageiro, esse é sem duvida o meu grande objetivo…

Letícia Brito: Tal como sugere o seu mais recente romance «O sonho continua», que sonhos o movem? 
Jorge Pereira: Pela nossa conversa deu para perceber que tenho vários sonhos, mas sem dúvida a vontade em melhorar a qualidade de vida daqueles que já perderam a esperança e que esperam de nós o único suporte para voltarem a acreditar no Amor e na Felicidade vivida em cada sonho…

Letícia Brito: E para finalizar, que mensagem gostaria de passar aos seus leitores e seguidores deste espaço? 
Jorge Pereira: Apenas gostava de frisar, que cada um olhasse à sua volta e visse na pessoa que está a seu lado, seja quando trabalha, seja em momentos de lazer ou socialmente, veja nessa pessoa a sua própria pessoa dando-lhe as mesmas oportunidades que gostaria para si… A vida temos de vivê-la ao máximo, nunca esquecendo que aquele que vive seguro de si próprio, não sabe quem é, porque a vida não é de quem tem tudo, a vida é de quem nada tem…

A vida não é de graça
Com ela te vais libertar
Vê nela a esperança, onde tudo passa
Vendo nela um espírito de Amar
Quando o Sonho continua
É certo que tens vida, para não mais terminar
Ama Perdoa e Volta a Amar,
E a felicidade vais encontrar…


Letícia Brito: Agradeço a sua disponibilidade, fazendo votos de muitos sucessos para a sua carreira e vida pessoal.

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Sinopse
Esta história é inspirada no primeiro livro Amar, Perdoar e Voltar a Amar, O Ricardo e a Solange as personagens que deram vida ao meu primeiro livro numa visão daquilo que é o verdadeiro Amor conseguiram manter essa chama acesa e dar motivação para continuar um romance no qual muitos leitores se identificaram, neste 2º livro encontrei motivos de sobra para dar continuidade a um romance que irá surpreender em todos os campos, nos afectos, nos desencontros, nas traições, na família, com os amigos, na poesia dando assim razões de sobra para uma conversa entre tu que estás desse lado e alguém que vê em ti a pessoa ideal para partilhar um sonho que tu vais ajudar a encontrar...
Na continuação desta história haverá um casamento, um batizado e alguma maldade para por à prova um Amor que resiste a tudo até mesmo a uma traição armadilhada para separar dois amantes que teimam em ficar juntos lutando contra mentiras, jogos de sedução, traições difíceis de explicar onde nem a distância conseguiu separar aquilo que parecia ter um fim triste, contudo e apesar das dificuldades vividas sempre motivadas pelas desigualdades entre as duas famílias havia uma esperança de que tudo pudesse acabar bem para fazer a diferença entre as paixões que muitas histórias vividas acabam sempre em sofrimento dando razão a muitos conflitos e mentalidades do mundo que nos rodeia.
No desenrolar da história, o Ricardo tenta transmitir através dos seus actos e crenças a forma de encontrar o verdadeiro sentido da vida, trabalhando para uma vida onde a relação entre este mundo e o desconhecido pode mudar a forma de pensar de muitos leitores que procuram tal como o Ricardo o título deste livro: o sonho continua, eu sei que te vou encontrar...
Sabendo pedir, sabendo procurar e sabendo bater, ireis encontrar tudo o que precisardes, talvez o vosso querer, vos possa surpreender...