segunda-feira, 25 de abril de 2016

Diogo Simões, o jovem escritor que apaixonou os seus leitores com O Bater do Coração

Diogo Simões
Diogo Simões é um jovem escritor português, natural de Leiria. Tem 21 anos, está atualmente no 2º ano de Serviço Social e ambiciosa seguir Psicologia; a sua grande paixão. No entanto e apesar do tempo escasso devido aos estudos, é apaixonado pela escrita e foi precisamente no meio dos estudos que escreveu a sua primeira obra, O Bater do Coração, em 2012, publicada a 7 de Junho de 2014.
Parte do seu tempo livre é dedicado a exercitar a imaginação com novas histórias, e também com outros gostos pessoais, como ler e ver séries/filmes. No Inverno, fá-lo acompanhado pelo som da chuva (o Inverno era a sua paixão secreta, porém, não tão secreta agora, que a partilhou nesta entrevista).

✍ Como te iniciaste na escrita?
A escrita apareceu na minha vida bastante cedo… Era eu um mero aluno do 5º/6º ano quando começava já a imaginar histórias e a escrevê-las. Lembro que na altura depois não tinha grande paciência para as continuar, pelo que ficavam sempre nos seus estágios iniciais, mas foi então em 2009 que tudo começou. Foi um ano depois de ter saído o famoso jogo de simulação Sims 3. Estava maravilhado com as histórias que podia criar no jogo, e pensei: e se eu começar a escrever essas histórias?E foi assim que fiz. Rapidamente comecei a congeminar com a minha cabeça o que poderia fazer e, foi então a janeiro de 2010 que estreei a série Traição, juntando à escrita, algumas imagens que eram tiradas por mim no jogo. Como se fosse uma história ilustrada online. Tinha 29º capítulos e um blogue dedicado a ela, bem como trailerspara os leitores saberem o que esperar. E foi assim que comecei. Depois nem conseguia parar. Foram histórias atrás de histórias. Desde o romance, até ao fantástico e policial. Foram mais de 9 séries criadas, 8 blogues projetados, trailers, capítulos, temporadas e até finais alternativos. Só consegui parar em 2012 por o tempo que tinha tornar-se cada vez mais curto. Como devem imaginar, criar tudo isto, era algo bastante trabalhoso, apesar de ser feito com gosto… Mas foi em 2012 que consegui arranjar tempo, coragem e inspiração para escrever o meu livro: O Bater do Coração, que viria a ser publicado em 2014.

✍ Ficcionas aquilo que escreves ou os teus escritos tem também conotação pessoal?
Acho que é das perguntas que mais encontro. Ainda hoje muita gente pensa que as personagens d´O Bater do Coração existem, mas não. São completamente tiradas da minha imaginação, criadas desde raiz. É quase como se fossem meus filhos. Contudo, isto não quer dizer que não use parte das minhas experiências pessoais ou algumas características de pessoas que me rodeiam nas histórias, para dar algum realismo ou “profundidade” à história, mas é só mesmo 1% dessas vivências pessoais que uso. Acho que a literatura é ótima para fugirmos à realidade, por isso, porque não criar algo que não é real?

✍ O que é que a escrita mudou em ti, enquanto pessoa?
Como a escrita foi algo que surgiu mesmo no início do meu desenvolvimento, acho que acabou por ficar tão entranhada em mim que me moldou por completo. Já li diversos artigos dos diversos benefícios da leitura e da escrita, e muitos podem achar disparatado o que dizem esses artigos, mas posso dizer que acabei por me tornar uma pessoa mais calma, que observa atentamente tudo o que acontece à minha volta. Acabo por ser extremamente curioso sobre tudo. Noto também que me ajuda a perceber os pontos de vista das pessoas, a pôr-me melhor no lugar delas. Claro que são coisas que depois vão “melhorando” à medida que vou crescendo, mas acho que é das coisas que mais me “mudou”. Acabo por ser mais tolerante. Algo influenciado pela criação das minhas personagens, especialmente quando escrevo na primeira pessoa e em diversos pontos de vista.

✍ A tua página no Facebook tem sido fundamental na divulgação do teu trabalho? Que outras plataformas utilizas para que os teus trabalhos estejam em constante contato com o público?
Sim, a página do Facebook é fantástica pois facilita muito mais a interação com os leitores e saber assim o que eles acham da obra publicada ou até mesmo contar-lhe as mais recentes novidades. Mantenho assim duas páginas no Facebook, a de autor, e a do livro, que me vão ajudando nesta jornada. Costumo claro, utilizar o meu blogue. Quase tudo o que está na página do Facebook, podem encontrar no meu blogue, ou até mesmo na rede social Twitter, que utilizo para partilhar coisas rápidas. Contudo, não me posso esquecer da rede social dos livrólicos e escritores: a rede Goodreads. Tenho lá os meus livros registados e tenho acesso à classificação que os leitores dão, as reviews que fazem, e também os livros que ando a ler.

✍ O feedback é positivo? Como encaras as criticas?
Tem sido bastante positivo e não podia estar mais contente. Eu adoro críticas, e se forem bem fundamentas, permite-me perceber da melhor maneira a perspetiva do leitor. Das coisas que os leitores mais me dizem é que me “odeiam” por os ter feito chorar, ou que adoraram por a história estar sempre a mudar. Não ser propriamente “fixa”. E foi até com esse feedback que me apercebi que essa “característica” era quase como uma marca minha. O facto de tentar surpreender o leitor. E é também com as críticas que percebo o que os leitores gostavam de ter lido, ver as ideias que fomentei aquando da leitura. Lembro-me de particularmente uma, em que o leitor gostava de ter lido mais sobre uma certa personagem. Foi uma coisa que me “mordeu” tanto a imaginação que comecei a escrever sobre essa personagem logo após a publicação da obra. Ou seja, o que quero dizer é, quaisquer que sejam as críticas, boas ou más, fundamentas ou não, elas são tudo para o autor, até porque é também com elas que o autor aprende. Especialmente na escrita, em que se aprende cada vez que acabamos um projeto. As nossas experiências irão sempre enriquecer-nos e, com isso, criar histórias cada vez mais ricas.

✍ Quais os temas que gostas de abordar quando escreves?
Tendo em conta que é tudo ficcionado, procuro por abordar um bocadinho de todos, ou seja, usar a sociedade moderna como meu cenário. Quer acontecimentos históricos, algumas doenças, as diferentes opções sexuais, ou até mesmo as diferentes filosofias de vida. É importante sempre sabermos ver o lugar dos outros, e não podia haver melhores temáticas que estas.

✍ Tens hábitos de leitura? Consideras importante ler para escrever bem?
A leitura é, sem dúvida, algo que nunca iria conseguir abdicar, e algo que considero da extrema importância para nós escritores. Resumindo: adoro ler! Já tive alturas em que “devorava” livros, especialmente nas férias de verão em que em 15 dias eram logo 5 livros que lia, agora procuro ler imenso, claro, mas ao mesmo tempo apreciar aquilo que estou a ler. A maneira como um diálogo está elaborado, ou uma descrição. O adjetivo usado para descrever uma determinada “coisa”. É mesmo importante, e é igualmente importante não nos fixarmos num só género, mas em diversos. Ficamos mais “ricos” interiormente.

✍ Que livros recomendarias?
Uma pergunta difícil por ser praticamente impossível para mim escolher os meus livros favoritos, mas vamos a isto… Para aqueles que querem entrar no mundo da fantasia, é impossível não falar em Harry Potter. É ótimo, não só para se perceber melhor da escrita em terceira pessoa, ou da capacidade em se organizar uma história em diversos volumes, mas para nos ajudar a estimular a imaginação. Os meus favoritos, apesar do fanatismo pelo mundo criado pela J.K. Rowling, são os livros da Cassandra Clare, também de literatura fantástica, e são compostos pelos seis livros da série Os Instrumentos Mortais (que agora foi adaptado para série televisiva) e a trilogia As Peças Infernais. Outro género que acho também maravilhoso é o thriller e policial pela mistura do drama, romance, e suspense que existe. Os últimos que li foram: Um, Dó, Li, Tá (policial, e este mês saiu o 4º - são histórias separadas mas com os mesmos protagonistas), Segunda Vida(thriller) e Antes de Adormecer(thriller, e do mesmo autor do livro anterior, tendo sido adaptado no ano passado para o cinema). Tenho sempre a minha página no Goodreads, que pode ajudar para quem procura novas leituras.
O Bater do Coração
✍ Já tens obras publicadas. O que gostarias de partilhar sobre elas?
Que sou apaixonado pelo meu “filho”. A minha obra. Confesso que se fosse hoje, mudava uma carrada de coisas, mas ao mesmo tempo acho importante respeitar o que sentia na altura em que desenvolvia a obra, e aquilo que, naquela altura, eram as minhas aprendizagens. Mas adoro e acho que se procuram por um romance/drama que seja leve e cheio de reviravoltas, escrito em primeira pessoa, O Bater do Coração é uma hipótese a ser fortemente considerada…

✍ Estás a preparar a tua próxima obra. Quais as tuas perspectivas? O que vais abordar?
Estou a preparar e estou ansioso em a partilhar. É algo bastante psicológico e com bastante drama, com as suas pitadas de romance, em que, tento e espero, que leve o leitor a pensar na importância das nossas memórias, em como elas nos moldam e “contam” quem nós somos. Basicamente é um rapaz que perde a memória de um grande período de tempo da sua vida, e vê-se envolvido em dois grandes mistérios e bastante complicados, que vão conduzir depois toda a trama. Quem já teve a oportunidade de ler o manuscrito gostou, chorou e conseguiu pensar em coisas que julgavam já enterradas. Estou realmente ansioso.

✍ Achas que os jovens atribuem o devido valor à escrita e à leitura?
Infelizmente acho que não. A falta de interesse acaba por ser o que mais vejo, quer pela falta de motivação no seio familiar, quer mesmo pelos livros do plano nacional de leitura que, acredito que de alguma maneira, possam assustar e afastar os jovens da leitura. Contudo, conheci recentemente uma iniciativa em que a professora de Língua Portuguesa dá no início da sua aula 10 minutos para que os seus alunos leiam alguma coisa, quer seja um livro de casa, ou um texto do próprio manual da disciplina. E o que ela observou? Que eles adoram e trazem até cada vez mais livros de casa, resultando este tempo também, num espaço em que eles podem acalmar da algazarra de mais um dia de escola. Adorei a ideia e penso que seria realmente bom ver projetos destes a acontecer mais pelas escolas de todo o país. Acho que todos temos interesse na leitura e escrita, só precisamos de ser corretamente estimulados.

✍ Além da escrita, que outras paixões nutres, que te completam enquanto pessoa?
Sem dúvida que, para além da escrita e da paixão por ler, não consigo passar sem ver séries e filmes, que nutrem não só a mim, mas também a minha imaginação, o que vai resultar em livros mais ricos. Adoro também a fotografia, a história que ela me dá, e de ouvir música. O meu dia começa sempre com música. Contudo, não posso deixar de esquecer os meus amigos e familiares, sem dúvida que sem eles, nada me completava.

✍ Que mensagem gostarias de passar aos teus seguidores?
Que não desistam dos vossos sonhos. Que não deixem que o medo interfira. Que façam do medo o vosso amigo! E tudo é possível, nem sempre é fácil, mas se soubermos aliar-nos ao medo, e soubermos aceitar a ajuda daqueles que nos estendem as mãos, conseguimos tudo!

✍ Quais os teus objetivos enquanto escritor?
Acho que é ter mais das experiências que tive na Feira do Livro em Leiria, em que via as pessoas pegar no meu livro, ler a contracapa, e rapidamente irem ler mais no interior. Foi fantástico ver as reações. Ou seja, quero ser capaz de conseguir partilhar o turbilhão de histórias que tenho, e de o fazer bem, com os leitores do meu país.

✍ O que dizem os teus olhos?
Os meus olhos mostram-se cansados, mas felizes. Desejosos de conhecer mais deste mundo! E, sobretudo, que estarei sempre a olhar pelos que me são mais chegados. Adoro-os! E agora, mais pessoalmente: e a ti também, leitor. Obrigado por ai estares, a acompanhar esta minha jornada…

Um agradecimento especial ao Diogo, pois foi a partir das conversas que travámos, que surgiu esta rubrica! 

Podes conhecer melhor o trabalho do autor:

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Débora Macedo Afonso, a autora transmontana que já prepara a continuação de Fomos Instantes

Débora Macedo Afonso
Débora Macedo Afonso é uma jovem escritora portuguesa, nascida em Bragança a 10 de Maio de 1993. Estuda Línguas para Relações Internacionais na sua cidade natal.
Assume-se uma jovem sonhadora e divertida, que gosta de escrever: criar histórias e levar a imaginação o mais longe possível. Nutre ainda outros gostos especiais, nomeadamente, pela fotografia, por viagens e pela cozinha, gosta sobretudo da confeção de Cupcakes.
Publicou a sua primeira obra em Junho de 2015, Fomos Instantes com a Chiado Editora. Em Agosto de 2015, criou um blogue, The Magic Of Words, um espaço onde publica reflexões, artigos referentes a viagens que já realizou, algumas resenhas e conversas com outros autores, na sua maioria iniciantes nesta área. Pertence ainda à organização do 1º Festival dos Livros em Carção, que tem como missão promover os Autores Transmontanos e trazer à aldeia atividades relacionadas com a literatura.

O seu gosto pela escrita, surgiu recentemente, quando o tempo livre tornou-se alongado. Decidiu dedicar-se a inventar histórias. Encara a escrita como um mecanismo de terapia. Muito do que escreve é imaginado, porém, acredita que para se construir algo com amor é essencial colocarmos parte de nós.

Os temas que aborda, estao essencialmente, relacionados com os sentimentos humanos: amor, amizade, deceções, alegria, tristeza (…).

Quando questionada sobre os livros que recomendaria, destaca as obras da sua irmã: Enquanto o tempo quiser e Ver-me nos teus olhos. Pois a esta, deve em parte a sua paixão pelas letras.

Fomos Instantes, 2015
A sua primeira obra, publicada pela Chiado Editora, no ano transato: Fomos Instantes. É uma história que aborda o amor, a amizade e todas as peripécias que acontecem na juventude… Vitória e Guilherme são os personagens principais, e são eles que ao longo das páginas mostram aquilo que há de melhor em Bragança e arredores, contando o dia-a-dia de uma vida académica. Vitória era aluna no Instituto Politécnico de Bragança e frequentava o seu último ano de licenciatura quando descobriu a magia do primeiro amor. Ela era responsável e determinada mas viu a sua vida virada do avesso ao apaixonar-se perdidamente por Guilherme, um jovem de pensamentos incertos e atitudes inconstantes.

Está a preparar a continuação do seu primeiro livro e o tema deste irá ao encontro daqueles abordados, anteriormente.


Enquanto escritora, deseja chegar o mais longe possível, aprender coisas novas e procurar evoluir. Melhorar todos os dias e continuar a caminhar no percurso que a faz feliz.  

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Ana Ribeiro, a autora do admirável romance Um Amor Inexplicável

Ana Ribeiro
Ana Ribeiro é uma jovem escritora portuguesa, de 28 anos. Vive em Chaves e é licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública; está de momento sem exercer e aproveitou para dedicar-se à escrita a tempo inteiro. Escreve praticamente todos os dias. Gosta de viajar, de ouvir música, de ler, de contactar com animais e claro escrever.
Autora de duas obras, a primeira editada em Março de 2011, Diário de uma vida; uma obra de poesia. E a segunda, editada em Junho de 2015, Um amor inexplicável; o seu romance de estreia que conta a luta de um jovem contra o cancro.

Desde pequena que a autora gostava de escrever, e descobriu este gosto com a escrita de vários diários. Era uma pessoa tímida e reservada e isso ajudava-a a comunicar com os outros. O facto de gostar de ler também ajudou a intensificar o seu gosto pela escrita, ganhou alguns prémios com a participação em desafios propostos pelo Clube Caminho Fantástico da Editorial Caminho. Em 2009, no 3º ano do seu curso, escreveu alguns poemas e foi incentivada por um amigo a compilá-los em livro. Nos meses que se seguiram, ponderou aquela ideia e embora, lançar um livro aos 22 anos fosse para a autora, algo fora do vulgar, prosseguiu. "Apesar das dúvidas que aquela ideia fez surgir em mim, nos meses que se seguiram pensei bastante nela. E cheguei à conclusão que era algo que eu queria muito experimentar porque adorava escrever e lançar um livro aos 22 anos era para mim uma coisa fora do vulgar; por isso, perto do final desse ano decidi arriscar e enviar alguns daqueles textos para editoras."

A escrita mudou sobretudo a maneira como a Ana se relacionava com os outros. “Ser escritor implica enfrentar públicos e a timidez é um obstáculo difícil de gerir e muitas vezes de ultrapassar, porque por muita experiência que possamos ter, o medo da reação dos outros às nossas palavras vai existir sempre. Ser escritor é estar constantemente a pôr-se si próprio e ao seu trabalho à prova.”

Os temas que aborda essencialmente, no que escreve, são o amor e a amizade. Mas também gosta de escrever sobre outros temas como por exemplo: a saudade ou o sentimento de perda e temas da atualidade: desemprego, violência doméstica, entre outros.

Diário de Uma Vida

✍ Publicou o primeiro livro, Diário de uma vida, em 2011. Um livro de poemas simples e acessíveis. O segundo livro, foi publicado em 2015, estreou-se na publicação de um romance. O livro chama-se Um Amor Inexplicável e aborda a temática do cancro, contando a história de um jovem que vai batalhar contra o cancro.

Um Amor Inexplicável
Está a preparar a próxima obra, bastante diferente da anterior: menos dramática, que se foca na amizade. “De que forma é que as diferenças que muitas vezes podem separar as pessoas, as podem unir de uma maneira irrepreensível? Esta será a grande questão da história. As personagens são a Ana e o Miguel, que vão conhecer-se na infância, numas férias de Verão. São duas crianças muito diferentes, que vivem vidas opostas; mas aquilo que vão aprender juntos naquelas férias, as lições de vida e aprendizagens que vão fazer vão permitir que criem uma ligação tão forte e cúmplice que os irá acompanhar o resto da vida. O livro vai ser dividido em três fases: a infância, depois a adolescência e por fim a fase adulta. É uma história especial, acho que todos os escritores têm uma história que escreveram que é mais especial que as outras. Esta é a minha, foi a primeira história que escrevi depois da edição do meu primeiro livro, trabalhei nele cerca de 4 anos, ainda não a tinha publicado em papel porque era muito extensa e precisava de muitas melhorias e arranjos, tenho-me dedicado a isso este ano.”

Enquanto escritora, pretende continuar a desafiar-se, a transpor os seus limites e a escrever muito mais e melhor. Quer experimentar novos estilos de escrita e tocar cada vez mais pessoas.

















domingo, 10 de abril de 2016

Alexa L.D., a autora da história fantástica A Bela e os Lobos

Alexa L.D.

Alexa L.D nasceu em 1990 na cidade de Lisboa, embora se tenha mudado para Évora aos doze anos.
Atualmente reside no Algarve.
Dedica-se inteiramente à escrita; a sua grande paixão.
Cresceu sob a influência da escritora consagrada J.K. Rowling.
Considera a literatura fantástica tão essencial como o ar que respira.
Prefere a fantasia à realidade, não por ser menos dolorosa, mas por permitir seguir rumos que a vida não deixa.

Alexa L.D deu os primeiros passos na escrita ainda quando era uma menina. Sendo uma criança recatada, encontrou na escrita o seu refúgio. Admite, que um escritor coloca sempre parte de si no que escreve e a escrita é para esta jovem autora uma paixão. Quando escreve, sente-se preenchida.

Dentre os temas que gosta de abordar, destaca o “amor trágico”. Não gosta da previsibilidade e escreve de forma a surpreender os leitores, é o caso do seu primeiro livro, cujo impacto superou as suas expetativas.
 
A Bela e Os Lobos
A sua primeira obra “A Bela e os Lobos” é o primeiro de uma trilogia, na qual ela se encontra a trabalhar no momento para lhe dar continuidade.

Enquanto escritora pretende dar a conhecer ao mundo todas as personagens que habitam a sua mente, pois acredita, que todas elas tem algo a oferecer.


O que dizem os teus olhos? Sempre sonhei com o dia em que me fizessem esta pergunta (risos). Dizem que os olhos são o espelho da alma, não é? Se assim for, tenho os olhos de uma sonhadora.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Ana de Carvalho, a autora do romance O destino assim o quis

Ana de Carvalho
Ana de Carvalho é uma jovem escritora portuguesa, natural de Ribeira da Pena. Formada na área da Contabilidade e Gestão. Tem um gosto especial pela música, poesia, pintura, pela leitura e pela convivência com os amigos. É autora de duas obras, o romance O destino assim o quis e a obra infantil Sete dias, Sete contos.

Mulher decidida, um dia disse a si mesma “vou escrever um livro” e assim aconteceu. De forma natural.

Ficciona o que escreve, mas revê-se na personagem do seu primeiro romance, a Inês, na rebeldia da mesma. No segundo livro, o infantil, são tudo histórias inventadas, às quais deu um toque pessoal, sendo estas elaboradas de acordo com o que a própria autora faria com os animais.


O Facebook tem sido fundamental para a divulgação do seu trabalho. A autora gosta sobretudo, do contato com o público e brevemente iniciará um ciclo de presenças em feiras do livro e jornadas de juventude.

As criticas, para a autora, são fundamentais, encara-as com naturalidade. “Claro que ninguém gosta de críticas negativas, mas a maturidade ensinou-me que por vezes são mais proveitosas as negativas que as positivas, pois dão mais motivação para fazer mais e melhor.”


Ana de Carvalho tem duas obras publicadas, o romance O destino assim o quis, é uma história de amor, linda e intensa. Dois jovens tão diferentes, de meios tão distintos que se apaixonam loucamente, mas uma mentira vai separar o jovem casal. Vários anos depois o destino vai unir novamente os seus caminhos. Resta saber se o amor deles ainda estaria vivo. O segundo livro Sete dias Sete contos, é um livro infantil composto por sete histórias sobre animais. É um livro com ilustrações e em que cada história tem uma moral. Este livro foi feito a pensar nas crianças e para tentar incutir nelas a vontade de ler. O principal objetivo é motivar as pessoas a lerem, seja qual for a sua idade.

Está a preparar a próxima obra, numa vertente mais solidária. Desta vez é uma história real, de uma criança que sofre de uma doença rara. Relata o percurso da criança desde o seu nascimento até aos seus sete anos de idade.

Enquanto escritora, procura fazer mais e melhor, escrever sobre o que gosta, e não aquilo que lhe é imposto. “Escrever é ser livre. Eu quero ser livre e escrever.”

Os meus olhos dizem que… sou genuína, uma lutadora em busca dos meus ideais.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Adelina Charneca, a resiliente e a poetisa

Adelina Charneca
Adelina Maria Garrido Charneca é uma escritora portuguesa. Nascida a 7 de Maio de 1958, na pequena aldeia de S. Bento del Almeixial, no concelho de Estremoz (Província do Alentejo). Vive atualmente na Azambuja e escreve como forma de libertação. Entre os seus gostos pessoais, destaca o facto de escutar sempre as pessoas que procuram e necessitam de atenção. Assume-se uma mulher forte, apaixonada pela vida e uma verdadeira resiliente.

Publicou em Maio de 2012 a sua primeira obra de poesia, Pedaços (Con)Sentidos. Quatro anos depois, está a preparar-se para apresentar o seu segundo livro de poemas, Poesias de Silencio, editado por uma Editora com grande mercado em todos os continentes; a Chiado Editora.

✍ Foi ainda muito jovem que Adelina começou a escrever coisas ‘sem sentido’ que a mãe apanhava e queimava porque eram ela consideradas imorais para uma menina da sua idade, o que de certa forma condicionou a forma desta grande mulher se expressar. Assim, durante anos ocupou-se do trabalho, da educação das filhas e posteriormente dos netos, até que ficou sozinha, e novamente voltou-lhe o desejo de colocar no papel sentimentos e estados de alma. Recomeçou com a escrita de pequenas histórias de família e de infância e à medida que as palavras lhe faziam companhia foi desenvolvendo outro tipo de escrita mais adulta e madura e desbloqueando pouco a pouco os sentimentos opressivos da infância. Hoje escreve sobre o amor e roça a vertente erótica, sem qualquer pudor. 

✍ Adelina admite que a escrita a tornou mais introspectiva na expectativa de lhe chegarem palavras para colocar no papel, no entanto, toda esta paixão já habitava dentro dela, muito antes de a exteriorizar. 

✍ Foi através da partilha das suas palavras que a descobriram para editar. Encara as criticas com leveza, nunca esperando ou escrevendo para que gostem e sim, para sentir-se feliz e realizada com o resultado que ela própria vê nas suas palavras. 

✍ É acima de tudo uma poeta do amor, mas gosta de aventurar-se em temas sociais. Recentemente, fez um trabalho de relato textual e poético sobre um tema melindroso para uma radio Mexicana, sobre a morte por apedrejamento para um evento integrado no mês de Março, mês da mulher.


✍ Tem uma obra a solo, Pedaços (Con) Sentidos. Foi a sua primeira e carrega um carinho muito grande pela mesma. É um livro que lhe foi pedido para diversos países e com grande acolhimento no Brasil. Pensa reeditá-lo numa versão mais cuidada e talvez com outro formato adjunto como por exemplo um audiobook.


✍ O seu próximo livro será lançado dia 7 de Maio no Clube Literário da Chiado no Edifício Tivoli em Lisboa, e as perspectivas são as melhores, ser feliz com mais uma obra com tudo o que o ser feliz engloba para quem faz um esforço para editar um livro.

✍ Vale a pena ler poesia de uma forma abrangente e não dedicar a vida a ler apenas um grupinho de poetas já pré estabelecido, abrir os horizontes de quem gosta de ler poesia a outros também, os dos poetas desconhecidos.

✍ Que lhe vão chegando palavras para escrever sempre e que nunca a poesia se esgote em si, Adelina afirma preciso dela como de sangue nas minhas veias.